quinta-feira, 26 de abril de 2012

HAIKAI




HAIKAI

Desfolhado luar
Pétalas em delírio
Cheirando a alfazema


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quarta-feira, 25 de abril de 2012

MAR DE CHAMAS

MAR DE CHAMAS


Em amarga taça, agonias dos caminhos vou sorvendo...
Clamorosa, sorrio e choro – vendavais a esbrasear-me..
Sangrenta angústia violenta ess'errante alma…
Debruçam-se nas sonoras e misteriosas trilhas gargalhadas cor de fogo...
Esfarrapados lamentos minh'estrada acinzentam..
Fluorescentes vaga-lumes na cadência dos passos meus_ mar de chamas espraiando-se...

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terça-feira, 24 de abril de 2012

CAPRICHOS DUMA HISTÓRIA

CAPRICHOS DUMA HISTÓRIA
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sexta-feira, 20 de abril de 2012

MAGIA




MAGIA

Minhas trilhas são mendigas das tuas travessias...
Sem naus e sem rumos, dentre emoções e nostalgias naufragam...
Mesclam-se os passos nos labirintos d'almas nossas...
Enquanto os olhos cerram-se frementes, pulsam-me desejos, pululam anseios...
E nessa cândida agonia, cinzelo mistérios onde velas de sonhos desfolham-se...


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quinta-feira, 19 de abril de 2012

MIRAGEM




MIRAGEM

Resvala em dança, a quietude...
Vibram dispersos, acordes d'alma, guizos do coração...
Rendilhadas sombras do crepúsculo aromatizam o anil do céu – espectros à meia luz...
Bailam fleumáticos, segredos da Via Láctea...
A sorrir, desfolhadas pétalas dos poemas, n'horizonte infindo vagam – juras d'amor enlaçadas em ondas do pecado...
Perfumam o místico cenário serenas heras _ arrastam-se, indolentes,nas sonhadoras brumas da paisagem..._



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TURBILHÂO




TURBILHÂO

Dessacralizados mistérios
Quimeras,Loucuras,Fantasias...
Volúpias em estranha sinfonia...


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quarta-feira, 18 de abril de 2012

TRISTE SINA




TRISTE SINA

Minhas dores ninguém ouve, ninguém vê...
Incrustadas n'alma, soluçam a céu aberto...
Perambulam à noitinha, adormecem no jazigo do coração...
Lânguidas, à luz de lâmpadas sombrias, bebem em doce enleio, o amargor dos pesadelos...
Beijando o silêncio das horas mortas, lá vão elas – procuram o clarão dos círios cansadas duma vida insana..._


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sexta-feira, 13 de abril de 2012

ONDAS DO PASSADO




ONDAS DO PASSADO

Sobre ilusões construídas, esperanças vacilam… – Endoidecido vai e vem…
Paira nelas um doce enleio – impertinente alucinação…
N’horizonte mudo estranhas mágoas gargalham…
Gritos do silêncio soluçam dentre pétalas roxas da saudade …
Rugem na sinistra paisagem acordes do passado …
Pérfido e cruel, lívido manto da solidão a envolver sonhos d’outrora…



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quinta-feira, 12 de abril de 2012

MIGALHAS




MIGALHAS



Rendilhadas sombras a cantar

Noites de deslumbradas luzes

Endoidecidas pétalas do luar…



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terça-feira, 10 de abril de 2012

DOLÊNCIA




DOLÊNCIA

Cândidas saudades
Velas de sonhos desfraldadas
Tênues suspiros


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terça-feira, 20 de março de 2012

E DAÍ, POETA?




E DAÍ,POETA?


E daí, poeta?
Tu que cantavas o amor - apaixonados versos...
Que sonhavas com os olhos a sorrir e com a alma a chorar...
Tu que em doidas fantasias construías universo de ilusões...
Que em dolentes devaneios repousavas o cansaço...

E daí, poeta?
Tuas quimeras não mais florescem...
Tuas esperanças calaram-se...
Teus segredos bailaram nos mistérios dos poemas …

E daí, poeta?
Tuas liras nada mais são que desfolhadas pétalas...
Tuas noites jazem num castelo de dores...
Tua tragédia é a saudade...

É tão triste morrer na solidão...
A neve lacrimejando o inverno, envolve-te nas brumas do desespero...

E daí, poeta?
Já choraste todas as mágoas?
Bebeste o fel das desventuras num cálice de brasas?

_Então, num cofre perfumado guarda as dores no teu peito cravejadas... _


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sábado, 17 de março de 2012

DESASSOSSEGO




DESASSOSSEGO


No vazio do olhar, o cansaço...
O nada da agonia nos indeléveis sulcos d'alma flana...
Nas vertentes do coração, tênues liames da esperança...
Dia a dia dum peregrino - labirintos da vida- remendos do destino...



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segunda-feira, 5 de março de 2012

HAIKAI





HAIKAI

Beijos de luzes
Desfolhados murmúrios
Jasmins n'infinito


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sábado, 3 de março de 2012

HORAS MORTAS




HORAS MORTAS



Não mais respira o meu silêncio – revive numa saudade lembranças levadas pelo vento...
Numa alucinada fantasia , sorve a longos tragos, soluços pelo Tempo esquecidos...
Lábios sangrando beijos, frágeis segredos tece – murmúrios que somente as vozes do eco respondem...
O efêmero vislumbrando, gravita dentre horas mortas, inerte e frio silenciar...


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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

MISTÉRIO




MISTÉRIO





Segredos tão meus escondem-se no manto dos crepúsculos...
Junto a eles, sorrindo dormem, doces quimeras duma vida tormentosa...
No silêncio das noites consteladas rasteja a solidão, mendigando imaginárias flores da saudade...
Imagens fugidias – pétalas de luar a repousar nas desfolhadas e moribundas agonias ...
Nesse mistério encantado flamejam abraçadas, dores da soledade...


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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

SAUDADES DO POETA




SAUDADES DO POETA



Letras de poemas nunca escritos desenham n'horizonte, as dores do poeta...
Num soluçar aflito estranha Arte, desdobrando-se ao sol nascente...
Às rendilhadas sombras do crepúsculo, dolentes murmúrios – rimas dispersas- desgrenhadas névoas da Tristeza...
Ao perseguir brumas dos caminhos leva n'alma apaixonada, sonhos cristalizados...
Tecendo fantasias - saudades de saudades- sonha os sonhos que não teve...
Na boemia dos poetas, soturnas vozes cantam ao Mundo lampejos dum momento...


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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

QUIMERAS




QUIMERAS



Submersa nos meus horizontes, cerro os olhos de desejos, incendiando os mistérios que trago dentro de mim...
Tento voltar – não sei de onde vim - perco-me nas brumas dos caminhos- n'alcatifa de suspiros adormeço...
Assim peregrinando, embrenho-me num mar de mágoas, tal como um fantasma grilhões arrastando...
Ao tropeçar nas sombras, ouço o riso dos meus pecados em mil pedaços partidos...
E em cada passo meu sinto su'alma junto a minha - lembro-me de tudo que passou, e nada mais foram que quimeras- rotas e doridas quimeras...





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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

VÃS AGONIAS






VÃS AGONIAS



Translúcidos sonhos numa estranha e gélida lousa jazem.
Junto a eles, delírios do ontem, suspiros do nada...
Nessa insípida clausura onde moro, lacrimejo e clamo – ninguém ouve, ninguém vê...
Agonias que me abrasam, ensandecidas voltejam...
Irreais quimeras segredos soluçam...
Inerte sob a terra, não vislumbro o morrer do dia,tampouco as consteladas madrugadas ...
Opacos amanheceres nesgas de tristezas refletem...
E apunhalando meus desejos, pétalas de luzes a cobrir minh’alma desfolhada.



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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

RECORDAÇÕES







RECORDAÇÕES




Sou velhinha - ainda escrevo versos...
Alma soluça, coração balouça...
Rumorejam no amanhã, lembranças d'outrora...



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domingo, 5 de fevereiro de 2012

ENTRANHAS DAS MADRUGADAS





ENTRANHAS DAS MADRUGADAS

Não levo da existência uma saudade...
Perco-me em mim na dor de ter vivido...
Doces lembranças do passado – páginas de vida que ainda beijo...
Dentre entranhas das madrugadas, sorrio ao chorar pálidas lágrimas …
Em abismos de dores e esquecimentos, gota a gota meus doridos versos...
Ao bater das horas, nas alamedas do Tempo, sinos ressoam gemidos d’agonias...
Clamorosa, soluço o nome teu - ao pé de mim segreda a voz do eco...
Na solidão das infindas noites, que o luar pranteie-me a lousa, preludiando sonhos que não vivi- sonhos de magias e de pecados...




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