sábado, 25 de julho de 2026

COSTURANDO 25 JULHO

“Nossos escritos são filhos gerados no mesmo fervor” Jô Tauil ________________________ Nascidos do incêndio secreto que alimenta a alma. Trazem no peito o perfume antigo da dor, E nos olhos a claridade de uma eterna calma. Cada palavra é um beijo que o silêncio bendisse, Cada verso, um soluço vestido de luar. Quem os lê talvez jamais adivinha o que existe No abismo onde aprendemos, sorrindo, a chorar. São filhos do impossível, do sonho e da ausência, Do amor que se perdeu sem nunca fenecer. Vivem da doce loucura e da terna paciência De quem fez do sofrer um outro renascer. Quando o tempo apagar nossas frágeis pegadas, Hão de ficar, serenos, à beira da memória, Como rosas de luz nas estradas caladas, Escrevendo em silêncio a nossa própria história. Pois morre a carne… jamais a canção verdadeira; O coração se despede, mas a voz permanece. E, enquanto houver um olhar que sonhe à sua maneira, Nossos escritos viverão… porque o Amor não perece. Marilândia

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