terça-feira, 31 de maio de 2016

COSTURANDO POESIA



“Que se vive tentando apagar...
               Inutilmente”...

Jô Tauil
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No mundo vil onde a maldade exulta,
Rasgando as almas
Que se abismam sob mistérios,
Dentre
Gemidos, prantos,
Que no espaço morrem...

E,
No silêncio astral da Imensidade,
Vagando nos recônditos da solidão,
Torvos despojos da miséria humana
Em ais de dor, em contorções de açoites,
Alquebrados ao peso dos cilícios...

Marilândia




COSTURANDO POESIA





ARTESANATO DE PALAVRAS



MM MOTE MOTIVO 10




Mote 10
"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento!"


Clarice Lispector

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SECRETAS  IN_QUIETAÇÕES

Indômitos sentimentos
Em mágoas divinizadas,
Gritam...

Perdidos,
Errantes aos turbilhões dos mares,
Mergulham "como eu mergulhei".

No entanto,
Na velada dolência do esquecimento,
Languidamente a meditar,
Vão vivendo a vida
Como os que vão sonhando...

E nos sonhos 
Vivem,
A vibrar na Aleluia das luzes...

Marilândia

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segunda-feira, 30 de maio de 2016

COSTURANDO POESIA




Rumo ao silêncio que me comungou"...

Iza Klipel

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Fazendo calar pelos ermos
Cobertos de gelos e de nevoeiros
As cordas vivas dos violões chorosos,

Enquanto
Num concerto de lágrimas sonoras
Sombrios e sarcásticos  sons
Em indecisos e tremulantes acordes
Erram aos sóis, às tempestades e aos vendavais,
Alastrando-se em perpétuos turbilhões de chamas...

Marilândia

MOTE MOTIVO 10





MOTE 10


"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento!"


Clarice Lispector
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A VIDA COMO ELA É...

Por que tantos cárceres
Por que tantos laços,
Se a alma quer viver
Nos páramos liberta?

Por toda parte
Vandálicas gargalhadas
Dum mundo torto
_ tormentosas ironias, luto de dor_

 Sacrário augusto de prantos
 Sob ilusões de olhos constelados
 E nas cinzas que apagam toda a flama...

Harpa do im_ponderável
Sem preocupações em decifrar,
Pois
"Viver ultrapassa qualquer entendimento!"

Marilândia

MOTE MOTIVO 10




MOTE 10
"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento!"

Clarice Lispector.
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MERGULHANDO NA VIDA


Abrace suas dores e valse 
Na melodia dos versos
Embebidos do orvalho,
Que escorre
Das insinuantes incursões
Pelas errantes aventuras
Das almas nômades...

.
Marilândia

domingo, 29 de maio de 2016

MOTE MOTIVO 10




Mote 10


"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento!

Clarice Lispector

AH! A VIDA!

Eterna litania!

Prantos negros dos abismos,
Procurando os Céus,
Rogando amor ao Firmamento!

Místicos templários
_de silêncio, de lágrimas, de reverências..._

Numa pérfida ironia,
Junto à Morte,
Solitária madona da Tristeza,
Floresce a vida...


Marilândia

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MM MOTE MOTIVO 9





MOTE MOTIVO 9

OS DESEJOS DO AMOR
"O amor não tem outro desejo senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amar é precisar ter desejos, sejam estes os vossos desejos:
De se diluir no amor e ser como um riacho que canta sua melodia para a noite...”



Fragmento de O AMOR de Khalil Gibran (citação do livro O Profeta)
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TRANSBORDANTES DESEJOS


Não é para que o Mundo proclame
Em bálsamos de pranto
Meus mudos desejos...

Sentimentos que já são, 
Talvez,
I_mortais delírios
Gargalham ,em risos de tormentas
A florescência dos anseios
Nas volúpias tão sombrias
De tantálicos sonhos...

Marilândia

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sábado, 28 de maio de 2016

RÉQUIEM DO LUAR




RÉQUIEM DO LUAR
No orgasmo de uma flor
Ante enlouquecido infinito 
Abrindo crateras na lua...
Sementes de amor
Tecidas com fios do coração
Esparzem versos
Dentre veredas da saudade...
Sementes de amor
Na placidez das madrugadas
A entoar a víndima,
Enquanto folhas da melancolia
Permeiam alamedas
Sobre cordas enluaradas
Violinando as noites despenhadas...
Marilândia

MM MOTE MOTIVO 9

MOTE 9


OS DESEJOS DO AMOR
"O amor não tem outro desejo senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amar é precisar ter desejos, sejam estes os vossos desejos:
De se diluir no amor e ser como um riacho que canta sua melodia para a noite...”
Fragmento de O AMOR de Khalil Gibran (citação do livro O Profeta)
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SONOROS DESEJOS

Sob a piedosa e muda guarda dos céus
Em intermitentes vigílias
Embaladas pelas vozes de angelicais desejos
A erguer os véus de já passadas auroras,
Celestiais venturas
Numa “canção de bem aventurança”...

Marilândia


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COSTURANDO POESIA




“Palavras de chuva dos meus olhos caem...”
Iza Klipel

Resplendendo na arcangélica claridade
De eflúvios e de graças perfumadas
Debaixo da Ilusão do Azul celeste...

E,
Num luar de baldias esperanças
Amortalhando toda a Natureza,
Alvos sonhos que não são da Terra,
Batem à porta dos astros solitários,
Para formar a egrégia Via- Láctea...


Marilândia

sexta-feira, 27 de maio de 2016

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MM MOTE MOTIVO 9





MOTE 9

OS DESEJOS DO AMOR

"O amor não tem outro desejo senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amar é precisar ter desejos, sejam estes os vossos desejos:
De se diluir no amor e ser como um riacho que canta sua melodia para a noite...”

Fragmento de O AMOR de Khalil Gibran (citação do livro O Profeta)


INEFÁVEIS DESEJOS


Tantos desejos  e sonhos soluçados!

Minh’alma se debate
E vai gemendo aflita...

O que vale tudo isso,
Perante outros desejos
Que meus tormentos geram?

Ah, vida!
Vagos e peregrinos desejos
Na volúpia de lúbricos anseios,
Nos simbólicos mistérios dos sonhos
Dentre a auréola de chamas
Dos “corações alados”

Marilândia





MM MOTE MOTIVO 9




MOTE 9

OS DESEJOS DO AMOR


"O amor não tem outro desejo senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amar é precisar ter desejos, sejam estes os vossos desejos:
De se diluir no amor e ser como um riacho que canta sua melodia para a noite...”


Fragmento de O AMOR de Khalil Gibran (citação do livro O Profeta)
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INEXORÁVEIS DES_VENTURAS


Da paixão mais convulsiva
Acendem labaredas,
Esmaltando meus anseios
Em in_quietantes desejos...



Apagados nos brilhos in_finitos
Quando se esgotam os segredos das quimeras,
Aromáticos incensos
_românticos venenos das melancolias_
Cantam os tédios, as tristezas,
Nas des_ilusões de almas desdenhadas...



Marilândia