COSTURANDO 31 DE JULHO
“Que a ibérica fênix renasce das cinzas” Jô Tauil __________ Num voo de ouro sobre o céu da despedida… Traz no peito o fulgor das esperanças findas, E faz da própria morte o berço de outra vida. Assim também re_nasço entre sombras perdidas, Quando a dor me desfolha o sonho mais secreto… Cada lágrima minha, em silêncio vertida, É pérola que o tempo devolve ao meu afeto. Nada se perde, Amor, se a alma ainda suspira, E toda a chama vencida em nova chama expira. O beijo que não veio, a palavra calada, Dormem apenas, não morreram na jornada. Há destinos escritos na luz das madrugadas, Que nem o frio do adeus consegue apagar. São estrelas fiéis, eternamente aladas, Chamando-nos, baixinho, para re_começar… Se fui cinza um instante, hoje sou claridade… Se fui pranto, hoje canto a eterna mocidade. Porque amar é vencer o tempo e seus espinhos… É transformar desertos em floridos caminhos É morrer, quando chega a derradeira hora, É apenas renascer… para amar outra aurora. Marilândia

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