domingo, 9 de julho de 2017

Costurando Poesia






“Tanto e suado
Cansado da paixão...”
Iza Klipel
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No entanto,
A alma, risonha, lúcida, vidente
No eterno silêncio dos Espaços,
Livre da matéria escrava,
Sonha...

E a sonhar ,
As i_mortalidades rasga,
Desvendando as (in) visíveis amplidões dos Céus...


Marilândia

POEMINI



Poemini

Quietação banhada de prazer
Luz do teu olhar...
Marilândia



sábado, 8 de julho de 2017

COSTURANDO POESIA




“Trovejando na tempestade do desejo...”
Jô Tauil
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Porquanto,
Circunspectos acasos
Cantam as in_finitas nostalgias
Dos mistérios de eras apagadas
_segredos i_mortais, risonhos e mudos_

E
Esculpindo a sacrossanta saudade,
Florem nas lágrimas que choram
(Des) ilusões, amargos danos,
Dos sonhos idos...

Assim,
Sob o curso do tempo miserando,
Nessa viagem pelas plagas das amarguras,
Dentre
Lívidos e atrozes invernos,
Rugem e bramem
Quais os ventos,
Insolentes desesperos
Açoitando-me a alma,
Num desassossego in_definível...


Marilândia

DORIDAS TORMENTAS




MOTE 104
DORIDAS TORMENTAS
De minha poesia
Farei música
Para que não mais te firam
Doridas tormentas...

___________E mais tarde,
___________Quando as dores da alma
Se fizerem antigas,
Não afugentes meus carinhos!

___________Quero banhar-me
Na aurora___________ do teu coração,
E de amor____________ me perder...

Marilândia

COSTURANDO POESIA





“No teu olhar vivia meu horizonte...”
Iza Klipel
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Porquanto
Cunho da saudade
Trazia à memória
I_mortal idílio,
Sob
Elixir das tardes perfumadas...

E,
Vestida de segredos
Essa veemente paixão
Na lívida pureza das luxúrias,
Em trêmulos sopros
Desfolhava campos de flores...


Marilândia

POEMINI



POEMINI
Ah! A vida!
Como dói ser vivida...
Marilândia

FRAGMENTOS DAS LEMBRANÇAS




Fragmentos das Lembranças
Dentre momentos
E momentos soberanos
Íntimas melancolias segredando,
A perfumar de saudades
Vozes da brisa
Desfolhando relâmpagos...

No entanto,
Orvalho da amargura
Nas pétalas de cada sonho
Entre as sonoras brumas do Mistério,
Vai suspirando,
Num suspiro vivo,
Que arrasta consigo 
O sentimento amargurado , belo
Que é já , talvez, quase mortal delírio...
Marilândia

sexta-feira, 7 de julho de 2017

MOTE MOTIVO 104



SE EU FOSSE APENAS


Poeta ardente,
Entoaria uma canção plangente
Pra nossas noites enlouquecer...


Marilândia

MULTIPLIX



MULTIPLIX



MULTIPLIX



FOTOPOEMA




Fotopoema
No delírio dos versos meus
Desejos sufoco...
_Entrelace de pecados_
Marilândia

quinta-feira, 6 de julho de 2017

COSTURANDO POESIA




“A outra é o que eu desejo:
Abraçar-te...”
Jô Tauil
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A gemer
Em
Minhas fantasias,
Matando
A sede
Que me embriaga,
Matando
A saudade
Que me devora,
Pois a dor, as amarguras in_quietas só me trazem sonhos...


Marilândia 

MOTE MOTIVO 104



MOTE 104

IN_CONTESTE FATO

Ensandecidas ruínas
A sorrir, a gemer e a soluçar,
Rasgam céus e terras,
Perambulando
Por estradas insólitas e vagas,
Enquanto
Pelos mundos 
Que vão se multiplicando,
Consolam-nas a lua das saudades...

Marilândia

MOTE MOTIVO 103




MOTE 103
“Baila teus sonhos, inspira poetas
E com a alma embalada na ponta dos pés
recita teus versos em gestos flutuantes.
És tu, bailarina, a musa dos menestréis!”
Robson Ruas
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VIVENDO A DANÇA
Alma busca
Entre luzes a brilhar,
Celestiais parábolas,
Despertando sonhos,
Flutuando nas fantasias,
Na forma grácil de seus gestos
E
A vibrar na harmonia dos menestréis
Na doce, encantadora sina
De dançar, dançar, dançar...

Marilândia

MARILÂNDIA E FRANCISCO SERRA EM DUETO




SONORO MAR
MARILÂNDIA E FRANCISCO SERRA EM DUETO
Dentro de todos nós, existe algures no tempo
Convite estendido, quase como um lamento
No esmalte das suas nuances!

O mar…
No ronco de seus desassossegos
As desventuras e os medos
Calados dentro de nós…

O mar…
Estampado 
Naquele gemido magoado

No luar das noites transparentes
A má fortuna de amores descontentes!

O mar…
Marinheiros,
Velhos lobos-do-mar, os primeiros…
A narrar histórias,
Medos vividos
De tempos idos,
Quase sem esperanças…
Na proa negra de suas lembranças!

O mar…
Em fogos rasgados e dolentes
Em amarga doçura dos poentes
Em monstros adamastores medonhos
Ébrio de horizontes
Em azuis e altos montes,
Fantasma dos nossos sonhos…

Marilândia e Francisco Serra

DUETO DE MARILÂNDIA E FRANCISCO SERRA










MAR SONORO (em dueto de Francisco Serra e Marilândia)


Sonoro é o teu gemer…// Acendendo a estrela d'alva
Na praia onde desmaia o teu desejo.// Amor ardente. Amor ardente. E mar.
Na linha do horizonte desperta o beijo// Mar entrelaçado ao Sol.
Que com o céu te embrulhas nesse azul!// A vibrar na plenitude da harmonia
Gaivotas soltas mais ao sul// No anil das ondas entreabertas
Esvoaçam embaladas nesse som// Dos portos perdidos deixados pra trás
Nesse vai vem constante em que te ajeitas,// Nas praias de tua alma
Nas tuas ondas trazes esse dom// A procurar outros mares
No sono inquieto em que te deitas,// Dentre nuances que escorrem de meus sonhos
Tingido na lamúria dessa cor // Colorindo as areias desertas.
Desse sal que de lágrimas és feito// Num mar de doçuras dos amantes
Das viúvas, dos filhos …// No silêncio de seus prantos
Desse choro em que a sofrer,// Quantos filhos em vão rezaram!...
Óh mar…// Deserto! Sem ondas! Enche nossas taças!
Sonoro é o teu gemer… // Esbraseado é o teu fulgor!
Francisco Serra e Marilândia

FOTOPOEMA



Fotopoema
Dentre
Esperançosas ramagens
Sorri o céu...
Marilândia

COSTURANDO POESIA






“Bate um coração e o outro responde...”
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Lembrando a saudade 
Dum secreto vinho, 
Sanguíneo, puro, ardente,
Enquanto
Viceja em mim, soturnamente,
A tua carne, na mudez tranquila...

Destarte,
Sob a dolência peregrina e crua,
Que embalsama de magoado pranto
Teu corpo divino e sacrossanto,
Numa visão de visões in_definidas,
Me prende, me arrebata, me consola!

Marilândia

A PARTIDA



A Partida

Enquanto a Lua caiada
Se oculta dentre as negras nuvens
Numa languidez fugitiva,
Partem,
Em lágrimas,
Em prantos,
Em lamentos,
Em convulsões,
Em dores,
Ânsias e desejos,
Embebedados
Pelas angústias dos outroras...
Marilândia

quarta-feira, 5 de julho de 2017

COSTURANDO POESIA



“Sigo te amando... e nem sei... por quê?
Jô Tauil
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Talvez,
Por um mistério indizível,
Embora veladamente,
Lembrando a saudade
Dum secreto vinho,
Sanguíneo, puro, ardente,
Viceja em mim, soturnamente,
A tua carne, na mudez tranquila...

Destarte,
Sob a dolência peregrina e crua,
Que embalsama de magoado pranto
Teu corpo divino e sacrossanto,
Numa visão de visões in_definidas,
Me prende, me arrebata, me consola...


Marilândia

VOZES DO MAR




Vozes do Mar

Expostos 
Aos vendavais, 
Ondulantes mares
Carregam no dorso 
Versos escritos num desterro...
_Sonoros beijos em noites sem luar!_

Marilândia

PERVERSA TRAVESSIA



Perversa Travessia
Fugindo à dor do mundo,
Amargos trilhos a percorrer,
Alma exaurida,ferida,
Pranteia...
Marilândia

FOTOPOEMA




Fotopoema

Adeus, caminhos vãos...
Risonhos mundos,
Quebrando
Os augustos selos do Mistério
Esperam-me de luz maravilhados...
Marilândia

terça-feira, 4 de julho de 2017

COSTURANDO POESIA




“Que só destila ingratidão...”
Jô Tauil
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Albergado
Num sacrário de saudades
Iluminando e suavizando essa rudeza,
Com pétalas trêmulas, in_certas,
Onde clarões dos sonhos se condensam...

E,
Subindo aos céus,
Como sagrado incenso,
Num vago aroma in_definido,
Floresce para a Fé , para a formosura
Diante da Luz que a Natureza encerra...

Marilândia