quinta-feira, 30 de junho de 2016

MOTE MOTIVO 19




MOTE 19
"A TUA VOZ"
Manoel Mouteira

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AUGUSTAS VOZES


Em preces ardentes,
Quais ardentes sarças
A penetrar os céus tão calmos

_”Doce chilrear
que me leva`o paraíso”_
Deixam da Terra
As amplidões in_faustas...

Marilândia






COSTURANDO POESIA






“Tu’alma, flores murmura...”

Iza Klipel
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Numa graça sutil e feiticeira,
Qual raio de luz a cintilar n’alvorada...

Pelo ansioso coração bebidos
Segredos fatais
Dessas flores caprichosas,
Sonham, sorrindo,
Angelicais e triunfantes...

E abençoando toda essa harmonia,
Em hosanas de perdão e de bondade,
Sagrados sonos, impolutos, vicejam



Marilândia

quarta-feira, 29 de junho de 2016

mote motivo 19



MOTE 19

“A TUA VOZ”
Manoel Mouteira

CELESTIAL ABRIGO

No amor i_mortal,
Largo e profundo,
“Simplesmente a tua voz”

Veneno tentador na luz disperso,
A erguer fantasmas e secretos medos,
Tem sabor de música angelical
Tangida em convulsos murmúrios
Que enchem os céus,
 Numa saudade in_definida...

Marilândia


MOTE MOTIVO 18



Mote 18
“POEMA DA DESPEDIDA”

Jorge Luís Vargas

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ALDRAVIA

Silencia
O
Poeta,
Sepultando
Secretos
Sonhos...


Marilândia

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COSTURANDO POESIA




“Que ao coração anunciem
Dias perfumados..."

Iza Klipel

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Donde o mistério do sentir flameja
Dentre frementes volúpias pecadoras,
Num descanso de Amor,
De celestiais miragens,
Onde as almas febris,
Exaustas, fatigadas,
Repousam serenas, 
Nirvanizadas...



E na Felicidade
Das saudades,
De cânticos,
De aromas,
De luz ardente ,
Sonhos supremos
Nos astros do céu se cristalizam...



Marilândia


terça-feira, 28 de junho de 2016

COSTURANDO POESIA





"Poente precipitado 
Desesperadamente finito...”

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Por onde ânsias e desejos ascendem,
Galgando a amplidão,
Num místico cortejo de cânticos alados...

Dentre tanta luz de luar 
E paz saudosa
Nessa formosura
Que o Firmamento encerra,
Incógnitos delírios
Em céus crivados de ouro e prata...

Marilândia

segunda-feira, 27 de junho de 2016

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COSTURANDO POESIA



“Libertos dos cativeiros
Lobos serão cordeiros”

Iza Klipel
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Dentre harpas dos céus
Que pelos céus murmuram,
Clamando no tempo e tanto,
Tanto imenso afeto...

Enquanto,
 Por entre os sons das harpas soluçantes
Que se elevam aos espaços, ondulantes,
Estranhas sensações maravilhosas
A vibrar nos brilhos do ar fremente,
Ânsias mudas em vigílias de ternuras in_finitas...

Marilândia




domingo, 26 de junho de 2016

MOTE MOTIVO 18



MOTE 18

"POEMA DA DESPEDIDA"

Jorge Luís Vargas

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LONGE, MUITO LONGE...





Nos longes, muito longe, nem sem mais onde , versos d’amor sepultei.
Pel’alma desses versos , baixinho e docemente, uma prece murmuro...
Visionários espectros em campas de silêncio desfilam .
Assombrados fantasmas, de soslaio, paredes do coração atiçam...
Alucinadas e dementes vozes do mar, das árvores e do vento, os mortos versos recitam ...
Irônicas , vozes do eco respondem _ pranto de dores a gemer_...

_Lamuriantes suspiros em afrontosas ânsias _soluçantes clamores dentre míseros pungires esvaindo-se..._

Marilândia

COSTURANDO POESIA



Por tantas idas e voltas...”
Jõ Tauil
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Minhas carnes se dilaceram
Com o sangue fecundando as dores...


Alma despedaçada de martírios
Sempre a vagar na solidão de prantos,
Sangrando em riso, desdenhosamente...


E,
 Cuspindo injúrias para o Firmamento,
Gera sinistras emoções profanas...



Marilândia

MOTE MOTIVO 17




MOTE 17
“APENAS UMA PALAVRA”

Miguel Eduardo Gonçalves
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IN_COERÊNCIA


Albergadas
No peito meu
Lembranças
Levadas pelo Tempo...

Saudades que a bris'aviva...


Marilândia

sábado, 25 de junho de 2016

MOTE MOTIVO 17





MOTE 17

"APENAS UMA PALAVRA"

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SE...

Se acaso és um fingidor,
Se gargalhas quando tu'alma soluça...

Se,
Num embornal de fantasias
Pedaços da saudade trazes...

Se,
Na alegria de poetares
Em delirante calvário derrama tuas dores...

Se dentre langores das madrugadas
Pincela teus martírios,

Pousa tuas chagas nas entranhas d'oceano...

E n'ocaso das horas mortas,
Teus cansaços adormece
Nos braços das ilusões...

Marilândia

MOTE MOTIVO 17



MOTE  17
“UMA PALAVRA APENAS”

Miguel Eduardo Gonçalves
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ADEUS

Um
Soluçante Adeus
A rimar
 Co'a
 Fluorescência  dos olhos teus...


Marilândia

COSTURANDO POESIA




“Retalhos meus , tão pequeninos
Ora me cobrem de amor...”

Iza Klipel
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Numa profusão
De cores, de carícias,
Gorjeando em festa...

Pompas  de flóreos delírios
No tremeluzir
De castas loucuras
Vão das flamejantes alucinações
Às fúlgidas dormências...

E,
 Sob esse grande amor alvissareiro,
Ando a perguntar
Como esses perfis se crepusculam...


Marilândia

sexta-feira, 24 de junho de 2016

MOTE MOTIVO 17




MOTE MOTIVO  17

"UMA PALAVRA APENAS"

Miguel Eduardo Gonçalves
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AGONIAS

Por entre os estertores
De velhos sonhos dolentes
Plangentes ais perdidos
Nos testemunhos da memória...

Como os minutos,
Sem lembranças,
No des_caminhar
De mudo relógio
Desvanecem-se as horas,
Em soluços, soluçando,
As agonias que encontrou
“Num indizível que o amante omite”...


Marilândia

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COSTURANDO POESIA



“Taças cheias de segundas intenções...”
Iza Klipel
___________

Mãos in_quietas, estendidas,
Pedindo amor aos Espaços
Numa sagrada embriaguez...

Ó vinho douro,
Que a luxúria poreje
De seus áureos cachos
A brotar,
E a florescer,
Dentre aromas e cores sensuais,
Gorjeando em festas triunfais
As lustrais essências que os Pecados aspergem...

Marilândia





quinta-feira, 23 de junho de 2016

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MOTE MOTIVO 17












MOTE MOTIVO  17
“APENAS UMA PALAVRA”

Miguel Eduardo Gonçalves
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O QUE RESTA?

Teu retrato
Que a sombra perfumava
Esvanecido agora
Num vaporoso sonhar...


Acaso,
Os reflexos do teu fogoso viver
Na escuma fria de noites embalsamadas
A sorrir, morreram?


Serenatas nas noites consteladas
À luz da lua soluçavam rimas
Acordes d'alma aspirando...


E agora, o que resta?


Frestas d'agonia
_arquejantes trevas_



Rasgadas páginas
Dum esmorecido adeus...




Marilândia

MOTE MOTIVO 17




MOTE 17

“APENAS UMA PALAVRA”

Miguel Eduardo Gonçalves

SOMENTE

Noites remotas,
Noites de além,
Rasgando as almas
Que nas sombras tremem
Qual concerto de lágrimas sonoras
“Onde minh’alma se dissolva de contente”
Para me consolar com os seus Silêncios graves...

Marilândia





COSTURANDO POESIA




“Na penumbra desse vinho
Em que te bebo”...
Iza Klipel

Vinde gozar comigo esse falerno!
Vinde brindar a emoção que floresce a Vida!

Purifiquemo- nos  nos rubros  do Encanto
Com os aromas das flores vaporosas...

E dentre festins de Baltasares,
Abismadas bocas de vinhos
_flores de lânguidas espumas_
Por entre estranhas florações purpúreas
Bizarros e galhardos luxos,
Surgindo das vermelhas e pecadoras chamas...

Marilândia