segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

VÃS AGONIAS






VÃS AGONIAS



Translúcidos sonhos numa estranha e gélida lousa jazem.
Junto a eles, delírios do ontem, suspiros do nada...
Nessa insípida clausura onde moro, lacrimejo e clamo – ninguém ouve, ninguém vê...
Agonias que me abrasam, ensandecidas voltejam...
Irreais quimeras segredos soluçam...
Inerte sob a terra, não vislumbro o morrer do dia,tampouco as consteladas madrugadas ...
Opacos amanheceres nesgas de tristezas refletem...
E apunhalando meus desejos, pétalas de luzes a cobrir minh’alma desfolhada.



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1 Comentários:

Às 20 de fevereiro de 2012 16:15 , Blogger Genaura Tormin disse...

Que beleza! Tem uma ternura triste embrulhada na saudade, onde deixa à mostra um canto de dor aos sonhos que se perderam no vagar do tempo.
Amei! Vestiu-me também. Acoplou-se aos meus vazios.
Beijos da Genaura Tormin

 

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