SONORO NÃO

SONORO NÃO (ENSAIO)
Talvez um dia, muito além dos dias, bem pra lá do tempo, sonoro não emerja...
Adormecido silêncio bate a minha porta , aquece minh'alma pobre e fria, liberta-me de falsas nostalgias.
Lânguida, traço gestos de sonhos pela brisa, e nesses traços, amor, cinzelo os mais raros versos que te fiz.
Pensativa, espreito o vago...
Dentro de mim oculto as lágrimas , que ora fazem-me sorrir, ora fazem-me chorar-são roxas saudades que em meus olhos rasos d'agua repousam...
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HAIKAI
HAIKAI
Líquidos cristais
Reluzente entardecer
Asas do poente
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FOTOPOEMA EM DUETO (MARILÂNDIA E ALBERTO AFONSO)

FOTOPOEMA
Nuas palavras
Silenciosas rimas
Lacrimejante versejar
Versos já são lágrimas…
quem sabe as palavras e as rimas
não são as lágrimas secas pelo tempo?
MARILÂNDIA E ALBERTO AFONSO
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FLOCOS DE LUAR (POETRIX)

FLOCOS DE LUAR
Esgarçar de brumas
Lânguidas melodias
A gemer…
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LÁSTIMAS (POETRIX)

LÁSTIMAS (POETRIX)
Sensações da dor ausente
Inútil mocidade
Espancam...
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CAIXA-PRETA DA VIDA (ENSAIO)

CAIXA-PRETA DA VIDA (ENSAIO)
Esquivos e flutuantes, espectros que a vida leva...
Torrentes de mágoas – silenciosas intérpretes do vil destino.
Submersos vultos dos que amei no ruir d’infinito arrastados...
Adormecidas noites - instintos de luzes, rompendo as trevas...
Inquietantes visões no sereno das madrugadas, quimeras varrem...
_Nos céus distantes, cruéis e delirantes turbilhões..._
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ENLEIO (FOTOPOEMA)

ENLEIO (FOTOPOEMA)
Desejos de sonhos
E de luar
Fulgores das madrugadas...
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BRASIDOS (FOTOPOEMA)

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POEMINI 393

POEMINI 393
Ao sabor do acaso
Folhas outonais...
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DELÍRIOS // EM SEGREDO (MM EM DUPLIX)

DELÍRIOS // EM SEGREDO
Caprichos das minhas dores//iluminam o medo
Enfurecidas ondas//nos gestos
Solevam//meus pecados
MARILÂNDIA E MIGUEL
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A Vida// Que importa?// Deus não chora...// Riso de Jesus (K*MMM)

A Vida// Que importa?// Deus não chora...// Riso de Jesus
(MULTIPLIX K*MMM)
finíssima linha// tênues nuances// é só alegria// sombra duma sombra
limiar de estrelas//luzes em flores// e todas as virtudes//aromas de tílias
emaranhadas...// embrincadas!!!// num buquê.// rútilas quimeras
Karinna*// Marilândia // Miguel-// Marilândia
550 e 552
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O MEU AMOR (CRISTINA BRANCO)
AINDA...(ENSAIO)

AINDA...(ENSAIO)
Inda que o fulgor dos poentes entristeça-se,
Inda que o odiento fel em luminosa taça seja sorvido,
Inda que belos versos de antigos romanceiros empalideçam,
Nada, não mais que nada, meus desejos aplacar-se-ão...
_Em aurifulgentes meditações acalentada, bebo o rondar do silêncio, púrpuras de sonhos desfolho..._
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NUDEZ EM ORGIA (ENSAIO)

NUDEZ EM ORGIA (ENSAIO)
Pelo seio do mar embaladas , em leito d´espuma revolvem-se nuas, angelicais ondas.
Orgia da celebração – tórridos fervores de ventos e mares- beijos que queimam em delirantes madrugadas...
Emergem versos dum poema pela pálida lua banhados...
_Em densas trevas minh´alm´adormece... - enfeitada sequer de fenecidas flores_
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PRESSÁGIOS (ENSAIO)

PRESSÁGIOS (ENSAIO)
Murais onde rosas nascem - sorriso das primaveras
Sublimes monólogos dentre sombras e heras.
Acendem-se sonhos e desejos- luzes em gargalhadas- dispersas pétalas uma a uma desfolhadas...
Ravinas do horizonte cantos melancolizam - salmos de visões contritas modulados...
_Auspiciosos augúrios nas endechas dos poentes – alvissareiros presságios... _
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AURORA DAS FACES TUAS

AURORA DAS FACES TUAS
Tristeza com a dor rezando
Em nuvens de ouro e poeira desfeitos
Esparsos sonhos vagueiam
Sob o luar que lhe vêm beijar os flancos...
"Que saudades de amor na aurora do teu rosto!
Que horizonte de fé, no olhar tranqüilo e garço!
Nunca mais me lembrei se era no mês de agosto,
Setembro, outubro, abril, maio, janeiro, ou março."
ALPHONSUS DE GUIMARÃESMarcadores: p
A VOLTA (ENSAIO)

A VOLTA (ENSAIO)
Voltarei... Não sei d‘onde e porque vim…
Haverei de pousar dentre névoas do amanhã minha vida de quimeras, o desassossego de minh’alma.
Haverei de aquecer-me ao brando lume, levando as mãos cheias de rosas e o coração em chamas.
Passaporte para o infinito junto a mim irá - eloqüência muda, apaixonada…
_Lágrimas nos olhos brotarão, eu sei, e não chorarei no crucial momento da despedida._
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ENLANGUESCER DA NATUREZA (ENSAIO)

ENLANGUESCER DA NATUREZA (ENSAIO)
Enluaradas pétalas de rosas- desmaiados bouquets em lânguidos suspiros repousam.
Rútilas quimeras cinzas d‘ alma esbraseiam – segredos ocultos aquecem – estonteantes chamas...
Idas mágoas do poente ressurgem - à flor das águas verdes vagas em cadenciados ritmos tem delíquios de gozo e de cansaço.
Espasmos d’agonia no enlanguescer da natureza- murmúrios de queixume...
_Esparsas e aromáticas ternuras esmorecem , asas desfraldando ..._
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