quarta-feira, 30 de setembro de 2026

COSTURANDO 30 DE SETEMBRO

“Uma borra de primavera morta ainda exala cheiros e apelos…” Jô Tauil _______________________ Como um perfume perdido entre os meus cabelos. Há flores que, mesmo mortas, sabem chamar, E sonhos que não consentem em terminar. No silêncio da tarde, escuto a tua voz, Como um eco de amor que ainda vive em nós. As pétalas caídas guardam teu calor, Enquanto a terra embriagada recorda o nosso amor. Há lágrimas de sol dormindo sobre a relva, E uma saudade ardente que o tempo não dissolve. Meu coração, cansado, ainda te procura, Na sombra de uma antiga e febril ternura. Eis que cada primavera que nasce sem ti É uma ferida aberta que floresce em mim. Quis arrancar-te da alma, mas não pude, Pois há amores que a morte nunca ilude. Assim, quando a noite desce, fria e derradeira, Ainda sinto teu beijo na minha boca inteira. Talvez amar seja morrer sem despedida, E deixar teu fantasma perfumar minha vida. Marilândia

terça-feira, 29 de setembro de 2026

COSTURANDO 29 DE SETEMBRO

“Feita de pura cinza, entrega e renascimento em explosão “ Jô Tauil _______________________ Ergui do pó dos sonhos a chama do meu ser… Trouxe entre escombros, a paixão incandescente, Que nem a própria morte conseguiu fazer morrer. Fui noite sem estrelas, silêncio sem abrigo, Fui lágrima perdida na vastidão do mar, Mas teu amor chegando, incendiou meu castigo E fez das minhas ruínas um templo para amar. Queimei todos os medos na fogueira do desejo, Despida do passado, entreguei-me inteira a ti, E em cada cicatriz deixei nascer um beijo, Em cada fim sombrio, um novo sol descobri. Sou feita de partidas, retornos e vertigens, De abismos onde a alma aprende a florescer… Trago no peito a marca das remotas origens, Mas guardo nos meus olhos a coragem de viver. E se outra vez a vida me lançar ao chão, Renascerei das cinzas, mais ardente e verdadeira, Pois quem já amou assim, com toda a devoção, Não morre: transforma-se em chama derradeira. Marilândia

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

COSTURANDO 28 SETEMBRO

"Como dar vida ao botão que nem se abriu e já fenece?" Jô Tauil _______________________________________ Se trazia em cada pétala um amor que ninguém conhece... Como salvar do crepúsculo o sonho que amanheceu, Se o beijo que o desejava jamais aconteceu? Há pétalas que estremecem ao sopro de uma paixão, E guardam, trêmulas, segredos no fundo do coração; Há desejos que se calam, por medo de se entregar, E lábios que morrem de sede à espera de um beijar. Meu coração, tão insensato, ainda pergunta: por quê, Se havia tanto desejo querendo nascer e viver? Por que a noite recolhe o que a aurora prometeu, Se o fogo que nos queimava sequer se acendeu? Talvez amar seja um sonho que a própria razão condena, Uma doce ferida de amor, tão amarga e serena; E eu, que te quis em silêncio, com febre e devoção, Fiz do desejo im_possível a mais ardente oração. Se o botão não se abriu, guardou seu perfume em mim, Como um beijo interrompido que não conhece o fim, E talvez, noutra vida, quando o destino disser sim, A flor que morreu no desejo venha florescer em mim. Marilândia Como dar vida ao botão que nem se abriu e já fenece, Se trazia em cada pétala um amor que ninguém conhece? Quem há de salvar do inverno a flor que a noite desfolhou, Se o beijo que a despertava nos meus lábios se calou? Havia em teus olhos um incêndio que me chamava, E em minha boca um segredo que por teu beijo esperava; Mas o tempo, cruel amante, entre nós se interpôs, E deixou somente a ânsia do que não aconteceu entre nós. Ah, como dói o desejo que nasce para não ter fim, A carícia que não houve, mas ainda arde em mim! Há abraços que nunca existiram, mas sabem acariciar, E corpos que, mesmo distantes, continuam a se procurar. Eu te quis com a loucura das noites sem luar, Com a febre de quem ama sem coragem de confessar; E fiz do meu próprio silêncio um altar de paixão, Onde ainda queima, intacta, a chama do coração. Se o botão não se abriu, não morreu o seu perfume: Há desejos que a distância nem o tempo consome. E se a vida nos negar a primavera que sonhei, Em outra existência, amor, por ti florescerei.

domingo, 27 de setembro de 2026

27 de setembro

“Caminhando como um rebanho para as mortíferas máquinas” Jô Tauil ——————————— Sem perceber que a estrada já sangrava aos nossos pés, Seguimos, entre sombras, ilusões e lágrimas, Prisioneiros de um destino que ninguém mais desfez. Havia estrelas mortas nas janelas da esperança, E um silêncio de abismo a nos chamar pelo nome, Mas cada alma guardava a última lembrança De um sonho que se perde, de uma fé que já não some. Quem nos roubou a aurora, quem nos cegou o caminho? Quem pôs ferro e medo onde deveria haver amor? Por que caminhamos sós, se o mundo é tão mesquinho, Levando dentro do peito a própria dor? Talvez a morte nos espere além da derradeira porta, Talvez a vida seja apenas um sonho em agonia, E a multidão, cansada, in_diferente e absorta, Nem veja que caminha para a própria sepultura fria. Portanto, quando enfim chegarmos às máquinas, sem voz nem pranto, Já não haverá céu, nem Deus, nem mãos para nos salvar; Só restará o eco do nosso último canto, E a terra, sempre in_diferente, aprendendo a nos esquecer. Marilândia

sábado, 26 de setembro de 2026

COSTURANDO 26 SETEMBRO

“O de ser alguém que o teu amor moldou” Jô Tauil _____________________ Na doce melodia em que me perdi, No sonho que teu beijo despertou, Na chama que acendeste em mim. Fui verso que em teus lábios se encantou, Fui lágrima que em teu olhar dormi, Fui tudo o que teu coração sonhou, E nada mais quis ser longe de ti. Se hoje sou chama, foste tu o ardor, Se canto, é teu o canto que há em mim; Se sofro, é porque foi grande o amor Que fez do nosso encontro um céu sem fim. Mas quando o teu silêncio me envolver, Que restará de mim, se te perdi? Se foste tu quem me ensinou a ser, Quem ensinará meu coração a existir? Talvez eu seja apenas o que restou De um sonho que morreu dentro de mim: A mulher que o teu amor moldou — E que, sem teu amor, chegou ao fim. Marilândia

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

COSTURANDO 25 SETEMBRO

“Teu nome é o que a alma vai eternizar” Jô Tauil ____________________ Como um segredo escrito entre estrelas, Um doce sonho que não quer findar, E a noite aprende, em silêncio, a dizê-lo. Teu nome é chama que não sabe morrer, É flor que nasce em meu peito deserto, É a saudade que insiste em florescer, Quando o teu corpo já não está por perto. Teu nome é música, é pranto, é oração, É o eco apaixonado de um desejo, Que se derrama inteiro no coração, No breve instante em que o teu rosto vejo. E se o destino nos fizer partir, Levarei teu nome além da própria vida, Pois há amores que nasceram para existir, Mesmo quando a esperança está perdida. Assim,quando a morte vier me silenciar, E já não houver lágrimas nem despedida, meu último suspiro há de te chamar — e morrer será te amar por toda a vida. Marilândia

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

24 de setembro

“Na emoção de em ti me encontrar…” Jô Tauil _____________________ Meu coração esquece a solidão, E deixa, enfim, o sonho navegar Nas águas misteriosas da paixão. Teu olhar é o abrigo onde me escondo, Quando a noite me envolve de saudade, E em cada beijo, trêmulo e profundo, Renovo a minha antiga mocidade… És o verso que em mim nunca termina, A chama que não cessa de arder, A doce luz que a minha alma ilumina, O im_possivel que eu quis compreender. Se amar é padecer e é ser feliz, Quero sofrer contigo até morrer; Pois tudo o que meu coração sempre quis Foi ter-te uma só vez… e te perder. E quando a morte vier me procurar, Levará teu nome em meu último olhar. Marilândia

23 de setembro

“No eterno recomeço desse amor.” Jô Tauil ______________________ Renasço em cada aurora adormecida, trazendo no meu peito a mesma dor e a mesma esperança, quase perdida. Volto aos teus braços, sem saber o porquê, como quem volta à pátria abandonada, e encontro em teu olhar o que não vê quem nunca amou de alma desnudada. Somos dois sonhos presos ao destino, duas saudades feitas de esperança, um beijo transformado em desatino, um coração cativo da lembrança. E quando a noite cobre os nossos passos, procuro em ti o abrigo que me acalma, pois são eternos todos os abraços que deixam cicatrizes sobre a alma. E se amar-te é morrer de amor um dia, que eu morra em teus braços, sem defesa; pois pior que a dor da minha agonia seria viver sem tua chama acesa! Marilândia

terça-feira, 22 de setembro de 2026

COSTURANDO 19 SETEMBRO

"Porque nosso amor é ardente com prelúdios adolescentes" Jô Tauil _________________________________________ E em cada beijo renascem desejos inocentes, Como se a vida principiasse em nossos braços, E o tempo se perdesse entre ternuras e abraços. Há em teu olhar uma promessa de in_finito, Um doce incêndio, silencioso e tão bendito, Que me envolve inteira em febre apaixonada, Como a lua envolve a noite enamorada. Teu nome é música que em meu peito se escora, E a minha alma, ao ouvi-la, floresce e se enamora, Num êxtase secreto, feito de céu e pecado, Onde todo o meu ser te espera, arrebatado. Somos dois sonhos que o destino aproximou, Duas almas que o mistério do amor entrelaçou, E mesmo quando a distância nos separa, Há uma chama em nós que nunca se apaga. Se amar é morrer um pouco de felicidade, Quero essa morte, doce, plena de eternidade, Pois quando teus lábios encontram os meus, Sinto que o amor nos devolve aos céus. Marilândia

COSTURANDO 20 SETEMBRO

“Que trazem supremo bem ao nosso coração” Jô Tauil _______________________ São doces sonhos de luar e de ternura, Que fazem florescer a solidão E adoçam de esperança a noite escura. São beijos que o destino não desfez, São promessas guardadas na lembrança, São ecos de uma antiga embriaguez Que ainda acendem em mim a esperança. Há neles um perfume de infinito, Um céu de estrelas feito para amar, Um doce encantamento, quase bendito, Que a minha alma não consegue domar… E quando a vida se transforma em deserto, E a dor me vem beijar sem piedade, Procuro o teu olhar, sempre tão perto, Nas sombras silenciosas da saudade. Porque amar é sofrer, mas é viver, É trazer no peito um sonho em agonia, É morrer mil vezes sem te esquecer, E levar-te comigo para a eternidade vazia. Marilândia

21 DE SETEMBRO

“Até todo o prazer se esgotar…” Jô Tauil ________________________ Quero viver-te em sonhos de loucura, Beber da tua boca o doce luar, E perder-me nos braços da ternura. Quero sentir teu beijo, devagar, Como uma chama ardendo em noite escura, E ouvir teu coração a murmurar Promessas que o silêncio não segura. Que seja eterno o instante em que te vejo, Que o mundo se desfaça ao nosso olhar, Que a vida seja apenas este desejo, Numa febre impossível de apagar. E quando a madrugada enfim chegar, Que reste em nós a febre do querer; Que eu morra só depois de te encontrar, Pois amar-te foi meu modo de viver. Eis que se o destino nos quiser separar, Levarei teu nome dentro do meu peito — E hei de morrer de amor, só para provar Que há mortes que são vida quando se amam desse jeito. Marilândia

COSTURANDO 22 SETEMBRO

“De quem soube viver no teu abraço.” Jô Tauil _____________________ E fez do teu peito o seu lugar, Guardei no silêncio cada passo, Que o tempo não soube apagar. Fui tua por inteira, sem medida, Como a noite se entrega ao luar, E entre teus braços encontrei a vida, Que eu já não sabia procurar. Teu beijo era o perfume dos meus dias, Teu olhar, meu mais doce clarão, E em ti floresciam fantasias, Que dormiam no fundo do coração. Mas o amor, que juramos infinito, Também conhece a dor da despedida; Deixou-me um céu de estrelas sem brilho, E uma saudade perpetuamente ferida. E se um dia o teu olhar me encontrar, Talvez me reconheça na saudade; Fui tua enquanto pude te amar — E tua serei, depois da eternidade. Marilândia

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

18 SETEMBRO COSTURANDO

"Porque nosso amor é ardente com prelúdios adolescentes" Jô Tauil _________________________________________ E em cada beijo renascem desejos inocentes, Como se a vida principiasse em nossos braços, E o tempo se perdesse entre ternuras e abraços. Há em teu olhar uma promessa de in_finito, Um doce incêndio, silencioso e tão bendito, Que me envolve inteira em febre apaixonada, Como a lua envolve a noite enamorada. Teu nome é música que em meu peito se demora, E a minha alma, ao ouvi-la, floresce e se enamora, Num êxtase secreto, feito de céu e pecado, Onde todo o meu ser te espera, arrebatado. Somos dois sonhos que o destino aproximou, Duas almas que o mistério do amor entrelaçou, E mesmo quando a distância nos separa, Há uma chama em nós que nunca se apaga. Se amar é morrer um pouco de felicidade, Quero essa morte, doce, plena de eternidade, Pois quando teus lábios encontram os meus, Sinto que o amor nos devolve aos céus. Marilândia

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

16 SETEMBRO COSTURANDO

“Num lírico repertório de dias oníricos.” Jô Tauil ________________________ Colhi da aurora os beijos mais sutis, E entre suspiros doces e melancólicos, Busquei no céu a sombra dos teus olhos febris. Vesti de estrelas meus sonhos perdidos, E fiz do luar meu manto de ilusão, Enquanto os desejos, jamais esquecidos, Ardiam em silêncio dentro do coração. Fui peregrina de estradas sem destino, Levando a saudade como eterna companheira, E em cada crepúsculo, num gesto divino, Procurei teu vulto pela noite inteira. Ah! Se o amor pudesse vencer a distância, Se o tempo devolvesse o que levou, Eu faria da vida uma e_terna infância, Onde o teu beijo jamais terminasse em dor. Mas sigo, entre quimeras e des_enganos, Com tua ausência cravada em meu peito, E se amar-te foi meu maior dos enganos, Foi também meu único sonho perfeito. E quando a noite apagar meus caminhos, E o silêncio vier me beijar sem piedade, Levarei teus olhos entre os meus desalentos — Como quem morre de amor… e chama isso de eternidade. Marilândia

17 DE SETEMBRO COSTURANDO

"E mesmo longe, ouvirás o meu chamado" Jô Tauil __________________________________ Como um eco perdido pela noite, Levando o meu desejo apaixonado Nas asas de um silêncio que açoite. E hás de sentir, no peito adormecido, A voz que um dia em ti se fez morada, Um doce amor, jamais compreendido, Que a distância não torna em coisa acabada. Se o tempo nos separar os caminhos, E outros céus se abrirem sobre nós, Hão de guardar os sonhos, tão sozinhos, A lembrança secreta da minha voz. E quando a noite descer mansamente, Talvez meu nome aflore em tua boca, Como uma prece antiga e tão ardente Que até a alma, ao ouvi-la, se comova. Porque há amores que não têm partida, Nem sabem onde começa o infinito; São lágrimas e estrelas pela vida, E um coração chamando outro no silêncio. Marilândia

terça-feira, 15 de setembro de 2026

15 de setembro

"Valeu por todas as espadas impunhadas" Jô Tauil ___________________________________ Que em meu nome enfrentaram o destino, Por cada mão nas noites desoladas, Que me apontou a luz de um novo caminho. Valeu por cada lágrima escondida, Por cada gesto mudo de ternura, Por teres defendido a minha vida Quando a esperança se fez tão pura. Valeu por não deixares que a tristeza Fizesse do meu peito um chão vazio, E por cobrires minha fragilidade Com o manto ardente do teu desafio. Sei que o amor também se faz batalha, Que há flores que florescem entre espinhos, E que um'alma, quando ama, nunca falha Se encontra outra alma em seus caminhos. Por isso, guarda em ti minha lembrança: Valeu por tudo — e vale pela esperança. Marilândia

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

COSTURANDO POESIA 14 SETEMBRO

"Maravilhosamente em ti existe e sobra!" Jô Tauil _________________________________________ Tudo o que em meu peito sonha e se derrama, Qual doce fulgor que a minh’alma cobra, E um infinito ardor que em silêncio chama. Há em teu olhar a luz de uma alvorada, Que me envolve em ternuras tão secretas, E em tua voz, tão suavemente amada, Moram canções de estrelas in_quietas. És o mistério que jamais desvendo, A flor mais rara que encontrei na vida, O sonho eterno que sigo querendo, A doce imagem em minh'alma escondida. Se amar-te é perder-me, eu me abandono, Pois em teu ser encontro o meu destino, E até na dor encontro o mesmo trono, Onde o amor se faz e_terno e divino. Maravilhosamente em ti me encontro, Como quem chega ao fim de uma jornada, E, ao te encontrar, descubro o meu encanto: Ser tua luz, tua estrela apaixonada. Marilândia

domingo, 13 de setembro de 2026

COSTURANDO DIA 13 SETEMBRO

"Brotará de rochedo num feliz renascimento." Jô Tauil ___________________________________ Como a flor que desafia a pedra e o tempo, E há de trazer nos olhos um clarão, De quem venceu a noite e o sofrimento. Nas veias correrá um novo sentimento, Feito de auroras, sonhos e paixão, E o coração, liberto do tormento, Há de cantar, sem medo, a redenção. Do pó das ilusões nascerá beleza, E onde houve pranto haverá primavera, Vestindo de esperança a alma indefesa. Talvez o amor, que nunca desespera, Desate os nós secretos da tristeza E faça e_terno o instante em que se espera. Então, no azul profundo do in_finito, Minh'alma há de encontrar seu paraíso, E ouvir, além do mundo, um doce grito: “Amar é renascer do próprio abismo, É transformar em luz todo o imprevisto, E fazer do coração um novo lirismo.” Marilândia

sábado, 12 de setembro de 2026

PARA RUFINA

Minha querida amiga, Neste dia da missa de sétimo dia do amado Romel, quero estar junto de você em pensamento e oração, abraçando seu coração com todo o meu carinho. Sei que nenhuma palavra é capaz de preencher o vazio deixado por uma pessoa tão querida. Mas o amor que vocês compartilharam permanece vivo, guardado para sempre nas lembranças, nos gestos, nos momentos vividos e em tudo aquilo que ele deixou de bonito na vida de vocês. Que Deus, em Sua infinita misericórdia, receba seu irmão em Seus braços e conceda a ele a paz eterna. E que dê a você e à sua família força, serenidade e conforto para atravessar esta saudade tão dolorosa. Hoje, mais do que nunca, que a fé seja um amparo e que as boas lembranças sejam uma doce presença. Receba meu abraço muito carinhoso e minhas orações. Estou com você, de coração.

COSTURANDO 12 DE SETEMBRO

“Os véus dos templos, por fim, me acariciam…” Jô Tauil ______________________ E escondem meu pecado sob a oração, Enquanto as velas, trêmulas, alumiam Os restos vivos deste coração. Venho de amores, lágrimas e ausências, De noites onde morri sem morrer, Trazendo nas mãos todas as carências De quem nasceu para perder. Ajoelho-me diante do mistério, Mas Deus conhece a fome do meu ser: Há um desejo ardendo em meu silêncio, Que nem os céus conseguem esconder. Teu nome sobe junto ao incenso lento, E cai sobre mim como uma maldição, Pois quanto mais te esqueço no pensamento, Mais te eternizo dentro da paixão. E quando os sinos choram no in_finito Meu peito inteiro aprende a sucumbir: Amo-te ainda — e este amor bendito É a cruz que escolhi para existir. Marilândia

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

COSTURANDO 11 DE SETEMBRO

"Saltarei no escuro, sem olhar para trás!" Jô Tauil ______________________________ Que importa o abismo, se a alma quer voar? Levo nos olhos a febre dos sonhos, E no peito um desejo im_possível de calar. Deixo no caminho as sombras de outrora, Os beijos perdidos, a antiga ilusão; Que a noite me cubra, que o mundo se esconda, Se é livre o destino que escolhe o coração. Não quero certezas, nem mapas, nem portos, Quero o arrepio de quem vai partir; Quero a vertigem dos grandes mistérios, E a doce loucura de ainda existir. Se houver tempestades, que venham sem medo, Se houver solidão, que me encontre a sonhar, Pois há uma estrela escondida no escuro Que só se revela a quem ousa saltar. E quando a madrugada beijar minha face, Talvez eu compreenda, entre lágrimas e flores: Que a vida é mais bela quando a alma se lança, Sem medo do abismo, nem medo dos amores. Marilândia

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

COSTURANDO 9 DE SETEMBRO

Para quem já é um poema! Que importa a rima, a métrica, a palavra? Se a alma traz no peito uma maré Que em cada gesto se derrama e lavra? Para quem já é um poema, Não há beleza que se possa inventar; Há nos seus olhos um segredo extremo, Que até o silêncio aprende a contemplar. É feita de luar e de ternura, De sonhos que ninguém consegue ver, E traz na voz uma estranha doçura, Daquelas que nos fazem renascer. Para quem já é um poema, O amor não chega — simplesmente fica; É chama que no coração se acende, É rosa que jamais se torna antiga. E se algum dia a vida, distraída, Quiser roubar-lhe a luz e a fantasia, Que saiba: há uma alma agradecida Por ter encontrado nela a poesia. Porque há pessoas que o destino escreve Com tinta feita de estrelas e emoção; E a quem já traz a poesia em si, Só resta entregar-lhe o coração. marilândia

terça-feira, 8 de setembro de 2026

5 de setembro

“Só nas minhas mãos não trouxe nada!” Jô Tauil ______________________ Trouxe no peito um mundo de ilusões, E uma saudade, em lágrimas banhada, A percorrer silêncios e canções. Trouxe o perfume de uma madrugada, E o fogo adormecido das paixões, Trouxe uma estrela em mim já apagada, E a sombra triste de antigas emoções. Deixei na estrada os sonhos que sonhava, As flores que colhi pelo caminho, E o beijo que jamais me encontrou. Só minha alma, cansada, ainda guardava Um resto de esperança, tão sozinho, Do amor que o próprio tempo sepultou. E quando a noite me beijou a face, Pedi-lhe apenas paz para o meu ser; Que o último desejo se calasse, E a dor aprendesse enfim a morrer. Mas fui embora… sem levar você. E descobri: era tudo o que eu queria ter. Marilândia

7 de setembro

“Cessando o inverno da minha metade” Jô Tauil _______________________ Veio a primavera beijar-me devagar, E eu, perdida em tanta saudade, Aprendi novamente a esperar. Havia sombras dormindo em meu peito, E lágrimas presas na solidão, Mas o amor, com seu jeito imperfeito, Trouxe flores à minha escuridão. Dei ao tempo as dores que guardei, Como quem entrega cinzas ao mar, E das ruínas que tanto chorei Nasceu um novo jeito de amar. Já não procuro o que foi perdido, Nem imploro ao passado um perdão, Pois todo sonho que foi ferido Também deixou luz no coração. Cessando o inverno, renasço inteira, Metade mulher, metade poesia, E descubro que a alma verdadeira Faz da própria noite o nascer do dia. Marilândia

6 de setembro

“Roubando da efemeridade momentos de eternidade” Jô Tauil ________________________ Vou semeando estrelas na sombra do meu caminho, E guardo em cada lágrima uma saudade, Como quem guarda um amor junto ao peito, sozinho. Há noites em que a alma, silenciosa, Procura no in_finito aquilo que perdeu, E encontra uma esperança dolorosa Nas cinzas de um sonho que não morreu. A vida passa breve, in_quieta e fria, Como ave que não aceita permanecer, Mas eu roubo ao tempo um pouco de poesia Para que o coração não tenha de morrer. Amo tudo aquilo que se torna im_possível, Os beijos que o destino não deixou nascer, E essa loucura doce, in_compreensível De querer para sempre o que vai des_aparecer. Se tudo é pó, se tudo o vento leva, Que fique ao menos este ardente sentimento: Pois enquanto a minha alma ainda sonha e se eleva, Transformo um breve instante em e_terno momento. Marilândia

COSTURANDO DIA 8 SETEMBRO

"Em outro lugar, um coração que valha ouro" Jô Tauil _______________________________________ Há de entender o pranto que em mim mora, E há de chegar, sem medo, ao meu tesouro, Quando esta alma cansada já não chora. Há de trazer nas mãos ternura e abrigo, E nos olhos a paz que tanto espero, Há de saber ser sonho e ser amigo, E amar-me como às vezes eu não quero. Não pedirei promessas nem juras vãs, Nem luas prateadas sobre o mar, Somente um coração das coisas sãs, Que saiba permanecer sem me deixar. Porque amar é mais que um doce instante, É ser presença quando a dor demora, É ter na alma um sol perseverante, Quando a esperança em silêncio vai embora. E se esse amor me encontrar por fim, Que venha sem alarde, sem rumor... Talvez o céu tenha guardado para mim Aquele ente que ainda trará todo o ardor. Marilândia

sábado, 5 de setembro de 2026

DIA 1 DE SETEMBRO

“E as lágrimas de água doce que o rio nos lavou.” Jô Tauil ____________________________ Misturaram-se aos beijos que o desejo nos roubou. Na febre dos teus braços, perdi-me sem temor, E a noite fez-se eterna no incêndio deste amor. Teu corpo junto ao meu era chama e tentação, E a lua, testemunha, guardava a nossa paixão. Em cada beijo teu, eu renascia inteira, Como flor que se entrega à luz da primavera. Teu olhar percorria meus segredos, devagar, E minhas mãos buscavam teu corpo para amar. Ah! Se o tempo pudesse deter-se nesse instante, Seria e_terno o sonho desse amor delirante. Teus lábios ainda vivem na memória dos meus, Como um doce pecado abençoado pelos céus. E quando a madrugada nos rouba do prazer, Fica em minha pele a vontade de te ter. Se o rio levou nossas lágrimas para o mar, Não levou o desejo que insiste em me chamar. Pois há amores que a distância não consegue apagar, E há beijos que, mesmo ausentes, continuam a queimar. Marilândia

dia 3 de setembro

“E as lágrimas de água doce que o rio nos lavou.” Jô Tauil ____________________________ Misturaram-se aos beijos que o desejo nos roubou. Na febre dos teus braços, perdi-me sem temor, E a noite fez-se eterna no incêndio deste amor. Teu corpo junto ao meu era chama e tentação, E a lua, testemunha, guardava a nossa paixão. Em cada beijo teu, eu renascia inteira, Como flor que se entrega à luz da primavera. Teu olhar percorria meus segredos, devagar, E minhas mãos buscavam teu corpo para amar. Ah! Se o tempo pudesse deter-se nesse instante, Seria e_terno o sonho desse amor delirante. Teus lábios ainda vivem na memória dos meus, Como um doce pecado abençoado pelos céus. E quando a madrugada nos rouba do prazer, Fica em minha pele a vontade de te ter. Se o rio levou nossas lágrimas para o mar, Não levou o desejo que insiste em me chamar. Pois há amores que a distância não consegue apagar, E há beijos que, mesmo ausentes, continuam a queimar. Marilândia

COSTURANDO DIA 2

“Ao pisar na terra vago sozinho, e à toa” Jô Tauil ______________________ Com os olhos perdidos na distância, Busco no céu a estrela que ressoa Na imensa solidão da minha infância. Caminho sem destino, alma cansada, Levando em mim um sonho adormecido, E a cada passo, triste e desolada, Procuro o amor que nunca foi perdido. Há flores pelo chão, mas não as vejo, Há cantos de esperança pelo ar, E eu sigo, acorrentada ao meu desejo, Sem saber onde o meu sonho vai parar. Talvez o amor me espere além do tempo, Num lugar onde a dor não tenha voz, Onde o coração, liberto do lamento, Encontre finalmente o brilho de nós. E quando a noite beijar meu caminho, Hei de encontrar, no silêncio profundo, A mão de um amor que, mansamente, Me faça pertencer de novo ao mundo. Marilândia