COSTURANDO 12 DE SETEMBRO
“Os véus dos templos, por fim, me acariciam…” Jô Tauil ______________________ E escondem meu pecado sob a oração, Enquanto as velas, trêmulas, alumiam Os restos vivos deste coração. Venho de amores, lágrimas e ausências, De noites onde morri sem morrer, Trazendo nas mãos todas as carências De quem nasceu para perder. Ajoelho-me diante do mistério, Mas Deus conhece a fome do meu ser: Há um desejo ardendo em meu silêncio, Que nem os céus conseguem esconder. Teu nome sobe junto ao incenso lento, E cai sobre mim como uma maldição, Pois quanto mais te esqueço no pensamento, Mais te eternizo dentro da paixão. E quando os sinos choram no in_finito Meu peito inteiro aprende a sucumbir: Amo-te ainda — e este amor bendito É a cruz que escolhi para existir. Marilândia

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