terça-feira, 20 de janeiro de 2026

COSTURANDO DIA 19 DE JANEIRO

“Num absoluto labirinto sem saída!” Jô Tauil ___________________________ Vagueio entre muralhas de tormento, Onde cada corredor é ferida E cada esquina um novo sofrimento. Procuro em vão a luz que me conduza, Mas sombras crescem densas pelo chão, A esperança que trago já meio confusa No atrito deste eterno coração. Grito ao vazio que não me responde, As paredes ecoam meu lamento, Minha alma em desespero se esconde Neste cruel e obscuro aposento. Quantas voltas já dei neste abandono? Quantas portas bati sem ter resposta? Sou prisioneira do meu próprio sono, Deste sonho amargo que me encosta. E mesmo assim, na dor que me consome, Ainda pulsa um verso, uma canção, Que do peito ferido sangra num cognome E morre aqui, nas masmorras da solidão! Marilândia

domingo, 18 de janeiro de 2026

COSTURANDO 14 DE JANEIRO

“Num vento azul de incertezas…” Jô Tauil ____________________________ Navego… Alma in_quieta que não sabe pousar, Entre o desejo e o medo que carrego, Busco um porto onde possa descansar. Sou chama ardente que consome e morre, Sou cinza fria de paixões que foram, O meu destino em círculos percorre Caminhos que outros lábios já morderam. Quero ser rio que se entrega ao mar, Quero ser terra onde a semente dorme, Mas sou apenas vento a soluçar, Sombra sem corpo, ausência que não foge. Trago na boca o gosto do in_finito, Nas mãos vazias, rosas des_feitas, E no peito, um amor que foi maldito, Coroa de espinhos em frontes im_perfeitas. Que importa se me perco neste anseio? Se sou quimera, sonho, ilusão vã? Num vento azul de in_certezas me enleio, E morro e renasço cada manhã… Marilândia

COSTURANDO 15 DE JANEIRO

“Porque o céu ainda me nutre de esperança” Jô Tauil _____________________________ Mesmo quando a dor me fere a alma inteira, Ergue-se em mim uma estranha confiança Que me faz caminhar pela vida austera. Nas trevas mais profundas da amargura, Quando tudo parece perecer, Há um brilho tênue nesta noite escura Que me ensina os caminhos do viver. Sofro, sim, mas não me entrego ao desalento, Pois há nas nuvens um clarão distante, E mesmo no mais cruel padecimento Minha alma segue firme, delirante. Talvez seja ilusão este consolo, Talvez sejam fantasmas que persigo, Mas prefiro sonhar do que ao solo Render-me, sem luta, sem desabrigo… Porque o céu, na sua imensidão sagrada, Guarda ainda promessas de bonança, E enquanto houver estrela na jornada, Hei de viver, morrer, mas não sem embate ou pujança. Marilândia

COSTURANDO 16 JANEIRO

“Conflitando a razão com a emoção…” Jô Tauil ___________________________ Trago n’alma um combate sem quartel, Entre o que dita o sábio coração E o que sussurra a mente, cruel e fiel. A razão diz: “Esquece! Segue em frente!” Mas a emoção responde em desatino: “Como esquecer se tudo em mim pressente Que sem amor não há melhor destino?” Debato-me entre o lógico e o sentir, Entre o dever e a louca fantasia, Querendo ao mesmo tempo resistir E entregar-me a essa doce agonia. A razão pesa, mede, argumenta, A emoção arde, chama, se consome, Uma à prudência, fria, me acorrenta, Outra me queima e eternamente some. E assim vivo neste eterno duelo, Dividida entre o ser e o querer ser, Prisioneira de mim, do meu flagelo, Condenada a sentir sem compreender. Marilândia

COSTURANDO 17 DE JANEIRO

“Enterrei meus sonhos de felicidade” Jô Tauil ____________________________ No jardim sombrio da desilusão, Onde flores murcham de saudade E espinhos rasgam meu coração. Cavei a terra com mãos vazias, Regadas de lágrimas amargas, salgadas, Depositei as minhas alegrias Como rosas já despetaladas. Nenhuma cruz marquei nessa campa, Apenas silêncio, cinza e dor, A lua testemunha não me ampara Nesse funeral sem nenhum amor. Quis gravar na pedra fria e nua Os versos que jamais cantarei, Mas a noite engoliu a minha lua E sozinha no escuro fiquei. Enterrei meus sonhos sem piedade, Mas eles gemem sob o chão gelado, Sussurram ainda: “Felicidade…” Como fantasma do meu passado. Marilândia

COSTURANDO 18 DE JANEIRO

marilandia De: marilandiam@yahoo.com.br Para: MARILÂNDIA MARQUES ROLLO dom., 18 de jan. às 17:09 “Que meu coração não esquece” Jô Tauil ____________________________ Aqule dia Em que teus olhos me fitaram fundos, Como se neles houvesse a magia De todos os mistérios mais profundos. Não esquece a tua voz serena e doce, Nem o teu riso que era luz da aurora, Nem a tristeza que em mim se reconhece Desde que te perdi, desde essa hora. Guardo em mim cada gesto teu gravado, Cada palavra que fizeste soar, Como quem guarda um tesouro guardado Nas águas turvas de um profundo mar. E ainda que o tempo cruel me leve Para longe de ti, para o olvido, Ainda que a vida seja assim tão breve, Guardarei teu nome no peito ferido. Que meu coração jamais te esqueça, Ó amor que foi meu sol e minha dor! Que em cada batida tua luz permaneça, Eternamente viva em meu fervor! Marilândia

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

NO PÔR DO TEU CÉU c?resposta de marilândia

NO PÔR-DO-SOL DO TEU CÉU Lindo o Sitio onde vês o pôr-do-sol Não há serra… Não há cume… Apenas dum verde a imensidão Onde o céu se pinta em lume, Numa pintura encantada! Nesse atalho… No empedrado da estrada, Nesse vermelhão de terra, Que mistérios ele encerra, Quando a bota o calca e pisa, Mas logo a suave brisa… Lhe apaga o pó do caminho! Que beleza… Que fascínio… Desse laranja carmim Que enche os olhos e a alma, E nessa formosura calma, Chega a noite de pés, mansa… E o pôr-do-sol chega ao fim! F. Serra Marilândia em resposta aos versos de Francisco Serra No sítio onde vês o pôr-do-sol, não há serra, nem cume que resista; há um verde imenso, solto, absoluto, onde o céu arde em lume de artista e a tarde sangra cores impossíveis. No sítio onde pousas o teu olhar, é meu peito que se abre em vertigem; não há altura que me baste quando o teu silêncio me atinge e me faz céu sem margem. No atalho antigo da estrada, no empedrado ferido de poeira, o vermelhão da terra murmura segredos de outra era, pisados, sofridos, vividos. Eu sigo esse chão com a alma nua, cada pedra — um nome que doeu; mas vem tua brisa, lenta e terna, e apaga em mim o pó que sobrou dos caminhos que não fui. Que beleza! Que fascínio nesse laranja em carmim aceso, que enche os olhos, transborda a tarde e faz do instante surpreso, eterno demais para o tempo! Esse mesmo carmim me invade, é sangue manso no coração; teu pôr-do-sol não é paisagem — é incêndio, é confissão, é o fim de toda negação. E na formosura calma do ocaso chega a noite de pés, mansa como quem não quer ferir a última luz que descansa no colo do horizonte. E eu anoiteço contigo, sem medo, sem resistência; se o sol morre no teu céu, em mim renasce em permanência — amor que não pede aurora. Porque quando o pôr-do-sol se acaba, não termina o que em nós se acendeu: há poentes que são começo, há céus que cabem num beijo — no pôr-do-sol do teu céu. Marilândia Aqui está o dueto em VOZ FEMININA e VOZ MASCULINA, com marcação clara para declamação alternada, mantendo o lirismo florbeliano, a sensualidade contida e o tom crepuscular: NO PÔR-DO-SOL DO TEU CÉU — DUETO VOZ FEMININA No sítio onde vês o pôr-do-sol, não há serra… não há cume… há um verde imenso que me chama, onde o céu se incendeia em lume e a tarde suspira em cor. VOZ MASCULINA No sítio onde pousa o teu olhar, é meu peito que se alarga; não há fronteira que me baste quando a tua luz me embarga e me faz horizonte teu. VOZ FEMININA No atalho gasto da estrada, no empedrado ferido de pó, o vermelhão da terra antiga guarda segredos de nós que o tempo não soube calar. VOZ MASCULINA Eu piso esse chão com cuidado, cada pedra é uma memória; mas vem tua brisa suave e apaga da minha história o peso do que doeu. VOZ FEMININA Que beleza… que fascínio… desse laranja em carmim aceso que enche os olhos, fere a tarde e faz do instante um excesso bom demais para fugir. VOZ MASCULINA Esse carmim corre em mim, feito chama no coração; teu pôr-do-sol não é paisagem, é promessa, é rendição, é silêncio em combustão. VOZ FEMININA E na formosura calma do ocaso chega a noite de pés mansa, como quem beija devagar a última luz que descansa no colo do horizonte. VOZ MASCULINA E eu anoiteço contigo, sem medo, sem resistência; se o sol morre no teu céu, em mim renasce em permanência um amor que não pede manhã. AMBOS (em uníssono) Porque quando o pôr-do-sol se acaba, não termina o que em nós se acendeu: há poentes que são começos, há céus que cabem num beijo — no pôr-do-sol do teu céu.

FS E MARILÃNDIA EM RÉPLICA

EXCESSIVAMENTE. .. EU! Sou de excessos… Na inópia em que me sinto, Ora digo… ora desminto E já não sei o que sou…! Nem tampouco onde quero estar, Ou ate… o que possa vir a ser, Nesta ausência de ficar Na procura de viver! F,Serra INSUFICIENTEMENTE… TU! (Marilândia em réplica ) Sou de ausências… Na fartura em que te vejo, Ora calo… ora desejo E já não sei quem és tu…! Nem ao menos para onde vais, Ou se… o que possas ter sido, Nesta presença que não traz A certeza de ter vivido! Marilândia

COSTURANDO DIA 12

“Do que nas presas do tempo definharmos…” Jô Tauil ____________________________ Porém, Resta o pó de um amor que foi centelha, E a alma errante, solitária e velha, Que busca em vão os sonhos que perdemos. Quero morrer de tanto nos amarmos Quero fundir minha alma com a tua, Ser a sombra que ao teu corpo continua, Ser o eco dos beijos que trocarmos. Mas o tempo cruel, de negras asas, Leva tudo: as canções, os juramentos, E transforma em brasas mortas nossas brasas. Fico só, com a dor dos meus tormentos, Prisioneira de mim, das minhas náuseas, Alimentando a fome dos lamentos. Que importa se a vida nos condena? Se o destino nos marca com seu fado? Eu te amarei no verso desgrenhado, Nesta febre de amor que me envenena. Hei de amar-te além da morte obscura, Além do tempo e de toda a agonia, Pois meu amor é chama de nostalgia, É sede eterna que se enclausura . Marilândia

COSTURANDO DIA 13 DE JANEIRO

“Num vento azul de incertezas…” Jô Tauil ____________________________ Navego… Alma inquieta que não sabe pousar, Entre o desejo e o medo que carrego, Busco um porto onde possa descansar. Sou chama ardente que consome e morre, Sou cinza fria de paixões que foram, O meu destino em círculos percorre Caminhos que outros lábios já morderam. Quero ser rio que se entrega ao mar, Quero ser terra onde a semente dorme, Mas sou apenas vento a soluçar, Sombra sem corpo, ausência que não foge. Trago na boca o gosto do infinito, Nas mãos vazias, rosas desfeitas, E no peito, um amor que foi maldito, Coroa de espinhos em frontes imperfeitas. Que importa se me perco neste anseio? Se sou quimera, sonho, ilusão vã? Num vento azul de incertezas me enleio, E morro e renasço cada manhã… Marilândia

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

DUETO FS MARILÂNDIA

QUERO- TE// VESTIDA DE MIM Quero-te vestida de açucenas e alecrim E EU VENHO TRÊMULA, FEITA DE BRUMA, De mil perfumes cheia… COM O CORAÇÃO NU NAS MÃOS ABERTAS... Quero-te nua, vestida de mim! TRAGO NOS LÁBIOS PROMESSAS SECRETAS! Do teu sorriso perola, quero o beijo, E UM AMOR QUE ARDE SEM CULPA NENHUMA. Que me estremece o corpo e esquenta a alma| DOU-TE O BEIJO LENTO QUE A ALMA RECLAMA! Do teu olhar o brilho, que me acalma. QUE ESTREMECE O CORPO, QUE AQUECE O SOFRER. A noite negra e fria em que me encontro! FAÇO DO TEU PEITO MEU PORTO E MEU SER! Do teu cabelo negro, quero o mistério, MISTÉRIO QUE SE OFERECE SEM VÉU Que os meus dedos procuram ao penteá-lo! NOS TURBILHÕES QUIMÉRICOS DOS SONHOS! Quero-te assim simples, sem adornos, SOU SIMPLES, SOU INTEIRA, SOU SÓ DOLÊNCIA! Quero-te simplesmente … e pronto! SOU TEU DESVARIO, TEU DOCE ABANDONO! Quero-te como tu és… SOU CARNE QUE REZA, SOU GRITO E SOU CÉU... Sem mais aquelas ou outras palavras que sobejem, ENTÃO AMA-ME INTEIRA, SEM FREIO SEM FIM... Quando o sentimento dentro nos diz tudo. PORQUE AMAR-TE É DESTINO E NÃO ESCOLHA Quero-te porque te quero… SOU TUA FERIDA, SOU TUA CENTELHA, E quero-te porque te amo! SOU TUA ETERNIDADE E ME PERCO! F.Serra// MARILÂNDIA e da tua dor, a minha chama.

domingo, 11 de janeiro de 2026

COSTURANDO DIA 11 JANEIRO

“Num retrato escrito com meus dedos “ Jô Tauil ___________________________ Eis que os dedos que escrevem Tremem sobre o papel branco… São cinco pequenos poetas do meu pranto, Tecelões de versos que ninguém há-de ler Guardiões do segredo que me faz sofrer. Mãos que conhecem a forma da solidão, Dedos que pousam no vazio do coração, Traçam palavras como quem traça destinos, E bordam nas páginas sonhos assassinos. Dedos de fada que fiam a ilusão, Rendilham o ar com delicada emoção, São frágeis antenas que tocam o infinito, E escrevem nas sombras tudo o que não digo. Pequenos mendigos de carícias ausentes, Dedos que choram lágrimas transparentes, Buscam nas letras o que a vida negou, E constroem impérios do que nunca encontrou. Estes dedos meus, aves sem asas nem voo, Prisioneiros da pena, escravos do seu dono, Escrevem, escrevem até se consumir, Na louca esperança de te fazer surgir! Marilândia Responder, Responder a todos o

sábado, 10 de janeiro de 2026

TU, MULHER// ELA,POEMA ( Francisco Serra e Marilândia em dueto)

TU, MULHER// ELA,POEMA ( Francisco Serra e Marilândia em dueto) Em ti tens o perfume que a brisa ajeita EM MIM, GUARDO O SILÊNCIO QUE TE PRESSENTE Num corpo poema, cintura de taça. SOU BRISA QUANDO TEU CORPO PASSA. No rosto linho puro, que a pétala enfeita SE ÉS POEMA ESCRITO EM PELE ARDENTE Num tom carmim que te dá graça! SOU VERSO QUE EM TEU RITMO ENLAÇA. Tenho nos teus olhos castanhos a cobiça E NOS TEUS OLHOS ENCONTRO MORADA Que me deixa na alma um tão bem querer. ESPELHO ONDE APRENDO A ARDER. Um brilho enfeitiçante, que me enfeitiça SE TUA COBIÇA É CHAMA DECLARADA, Num turbilhão de desejos em que te quero ter! SOU FOGO MANSO A TE ACOLHER! Nos teus lábios um doce sabor rosado, E EM TEUS LÁBIOS REPOUSA MEU DESTINO, Que me enreda e desnorteia o juízo, DOCE VERTIGEM, PRECISO IMPROVISO. Nesse sabor fruto… tão frutado! TEU GOSTO É PORTO- E NELE ME CONFINO! Teus cabelos em ondas quase desmaiam liso, E AO TEU TOQUE MEU MUNDO SE FAZ PRECISO Ao teu carinho, o meu sonho apaixonado, SOU TEMPO SUSPENSO, AMOR REVELADO. Vivendo eu assim… sem mais nada, o paraíso. SE ÉS PARAÍSO, EM TI FICO- E NISSO VIVO. Francisco Serra// MARILÂNDIA

ELA, POEMA • CORPO EM FLOR • FEMININO • MULHER DE BRISA E FOGO Títulos com lirismo clássico • Cântico à Mulher • Elogio da Forma Amada • Soneto do Corpo Vivo • Louvação Títulos sensoriais e delicados • Perfume de Carne e Brisa • Carmim • O Doce do Teu Nome • Ondas Opção mais coerente e equilibrada (minha escolha) ✨ ELA, POEMA TU, MULHER// ELA,POEMA ( Francisco Serra e Marilândia em dueto) Em ti tens o perfume que a brisa ajeita EM MIM, GUARDO O SILÊNCIO QUE TE PRESSENTE Num corpo poema, cintura de taça. SOU BRISA QUANDO TEU CORPO PASSA. No rosto linho puro, que a pétala enfeita SE ÉS POEMA ESCRITO EM PELE ARDENTE Num tom carmim que te dá graça! SOU VERSO QUE EM TEU RITMO ENLAÇA. Tenho nos teus olhos castanhos a cobiça E NOS TEUS OLHOS ENCONTRO MORADA Que me deixa na alma um tão bem querer. ESPELHO ONDE APRENDO A ARDER. Um brilho enfeitiçante, que me enfeitiça SE TUA COBIÇA É CHAMA DECLARADA, Num turbilhão de desejos em que te quero ter! SOU FOGO MANSO A TE ACOLHER! Nos teus lábios um doce sabor rosado, E EM TEUS LÁBIOS REPOUSA MEU DESTINO, Que me enreda e desnorteia o juízo, DOCE VERTIGEM, PRECISO IMPROVISO. Nesse sabor fruto… tão frutado! TEU GOSTO É PORTO- E NELE ME CONFINO! Teus cabelos em ondas quase desmaiam liso, E AO TEU TOQUE MEU MUNDO SE FAZ PRECISO Ao teu carinho, o meu sonho apaixonado, SOU TEMPO SUSPENSO, AMOR REVELADO. Vivendo eu assim… sem mais nada, o paraíso. SE ÉS PARAÍSO, EM TI FICO- E NISSO VIVO. Francisco Serra// MARILÂNDIA

COMPOR O DUETO E COLOCAR TÍTULO

Minha alma passeia por entre os sóis MEU CORPO ENCONTRA ABRIGO ENTRE TEUS BRAÇOS Numa quietude dum renascer de vida NUMA ENTREGA DE RECOMEÇAR O MUNDO Nesse teu rosto de lábios carmim, NESSE TEU OLHAR DE FOGO E MEL, Dos olhos de água onde me banho a mim DAS MÃOS QUE TECEM O MAIS TERNO VÉU Nos canudos ondas dos teus caracóis ! NOS CAMINHOS SECRETOS DOS NOSSOS PASSOS! Perfumo o meu corpo, DERRAMO MUNHA ALMA, Em cada chegada… EM CADA PALAVRA... Em cada despedida… EM CADA SILÊNCIO Em cada anoitecer… EM CADA RESPIRAR... Em cada alvorada desse amanhecer, EM CADA SUSPIRO DESSE SUSPIRAR... Em que sorrindo deitas a cabeça no meu peito. EM QUE FINDANDO REPOUSO NO TEU LEITO Voa a minha alma assim desse jeito, Entre mil coisas que só nos entendemos… Dessas mil e uma noites que só nós temos Em cada luar que nos deitamos…. Revolvem nossos corpos os lençóis, ENTRELAÇAM NOSSAS ALMAS OS ANZÓIS Desse amor que tao constante, De mil anos o instante… Em que minha alma passeia por entre os sóis! F.Serra @todos Voa a minha alma assim desse jeito, Entre mil coisas que só nos entendemos… Dessas mil e uma noites que só nós temos Em cada luar que nos deitamos…. Desse amor que tao constante, De mil anos o instante… Em que minha alma passeia por entre os sóis!

COMPOR O DUETO

TU, MULHER Em ti tens o perfume que a brisa ajeita Num corpo poema, cintura de taça. No rosto linho puro, que a petala enfeita Num tom carmim que te dá graça! Tenho nos teus olhos castanhos a cobiça Que me deixa na alma um tão bem querer Um brilho enfeitiçante, que me enfeitiça Num turbilhão de desejos em que te quero ter! Nos teus lábios um doce sabor rosado, Que me enreda e desnorteia o juízo Nesse sabor fruto... tão frutado! Teus cabelos em ondas quase desmaiam liso Ao teu carinho, o meu sonho apaixonado, Vivendo eu assim... sem mais nada o paraíso F.Serra @todos

DIVAGAÇÕES (COMPOR DUETO)

Divagações em mi maior!// INTERLÚDIO EM MI MENOR quero-te... E EU TE SINTO... nas palavras com que te invento... ANTES MESMO DE TERES DITO... nas memórias ja esquecidas, SOU O INTERVALO ENTRE TEUS VERSOS que o tempo não apaga. A LEMBRANÇA QUE INSISTE QUANDO O TEMPO CANSA... naquele tudo quase nada, SOU ESSE QUASE NADA mas o nada que traz, é tudo! POIS EM TI APRENDE A SER TUDO! quero-te... E EU TE ESPERO em cada estrela que nasce, NA LUZ QUE NÃO SE VÊ em cada rio que corre... NO CURSOS SECRETO DAS ÁGUAS... em cada tristeza que morre, NA DOR QUE SE DESFAZ EM RISO, no beijo do teu sorriso! SOU O BRILHO QUE FICA QUANDO A TRISTEZA PARTE! quero-te... E EU TE ACEITO porque preciso, SEM PORQUÊS,NEM PROMESSAS nesta ânsia de te querer, HABITO TEU VIVER... simplesmente assim... COMO QUEM ENCONTRA CASA TÃO SOMENTE NUM JARDIM... quero-te! SOU TUA! F.SERRA@todos// MARILÂNDIA Voz I quero-te… porque preciso, nesta ânsia de te querer, simplesmente assim… quero-te! Voz II e eu te aceito sem porquês nem promessas, habito teu querer como quem encontra casa. simplesmente assim… sou tua.

RÉPLICA DE ANSIEDADE

ANSIEDADE (poema e quadro) Procuro desesperadamente alguém que não encontro Que revejo em sonhos ou a minha mente cria. Que vasculho o mundo… Que procuro numa agonia, Numa pressa de encontrar quem eu tanto busco! Os meus dias são apenas o lusco-fusco Daqueles que brilhantes deveriam ser! Procuro quem não descubro Mas que esta a minha espera, Em qualquer lugar… Em qualquer espaço… Em qualquer tempo… É desta incessante pesquisa o sofrimento Tentando encontrar quem eu não acho. E o momento vai passando dia a dia Entre a realidade e o sonho. Indago cada segundo entre a tristeza e a alegria, Mas nada mais tenho, senão esta saudade De alguém que existe, mas que não encontro! F. Francisco Serra @todos ANSIEDADE (réplica) PROCURA (EM RÉPLICA À ANSIEDADE DE FRANCISCO SERRA) Persigo incansavelmente aquilo que já possuo Que carrego no peito mas não reconheço. Que atravessa meu sangue… Que vive no que esqueço, Nesta ânsia de abraçar o que já é meu! Os meus dias são sombras de um mesmo véu Daquilo que sempre esteve aqui, a pulsar! Busco quem não descubro Mas que caminha comigo, Em cada respiro… Em cada silêncio… Em cada instante… É desta cega corrida o tormento constante Perseguindo a sombra do meu próprio abrigo. E o tempo escorre entre os dedos vazios Entre o que sou e o que finjo. Me debato em círculos solitários e frios, Mas só encontro, ao fim, esta verdade: Que procuro em todo canto quem mora dentro! Marilândia

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

COSTURANDO DIA 8 DE JANEIRO

Renascimento Em cinzas belas voltaria a nascer, Como a fênix que do pó se ergue, radiante, Nas brasas do tormento, do sofrer, E encontraria luz num corpo flamejante. Que importa se a dor me veio consumir, Se das ruínas brota flor mais pura? A alma que aprendeu a resistir Transforma em ouro toda a des_ventura. Morreria mil vezes, se preciso fosse, Para renascer em sonho e fantasia, E beberua até a última gota de amargor Se após a noite visse o sol de um novo dia. Sou cinza e fogo, morte e ressurreição, Sou o eterno ciclo do existir, Nas minhas veias arde a contradição De quem precisa morrer para reviver. E assim, nas cinzas do que já foi meu, Erguerei palácios de esperança vã, Pois até que enfim meu corpo se rendeu E em cinzas belas renascerei amanhã. Marilândia

COSTURANDO 9 DE JANEIRO

E em cinzas belas renascerei amanhã como a rosa ferida que insiste em florir; trarei na boca o sal da dor humana, mas nos olhos a luz de um novo existir. Fui chama exausta ao vento da saudade, fui lágrima escondida em madrugada; agora sou promessa de claridade, ave de fogo em pele renovada. Do amor fiz cárcere, fiz cruz e sina, bebi seus vinhos, seus venenos raros; caí — e ao chão minha alma se inclina para aprender a erguer-se em passos claros. Não temo a noite: dela fiz morada, nela entendi o segredo de esperar; quem sofre muito nasce iluminada, traz Deus no peito ao tornar a amar. Se ontem morri no peso da lembrança, hoje sou fé vestida de coragem; amanhã serei sonho e esperança, eterna flor no pó da minha viagem. Marilândia

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

COSTURANDO DIA 6 DE JANEIRO

Pulsa ainda um eco da minha perdição Marilândia ______________________________ E rasga-me a alma em pétalas de dor, Como sangue que escorre, pulsação, Nas veias do silêncio e do pavor. Trago comigo a sombra de quem fui, Fantasma que me segue, que me invade, Na noite escura em que me destruí, Bebendo até ao fundo a soledade. Morreram-me as canções no peito ferido, As rosas que colhi tornaram-se espinhos, E o sonho que era luz ficou perdido Entre as pedras geladas dos caminhos. Quisera ser de novo a que cantava, A que amava e sofria sem temor, Mas só resta esta cinza que guardava Do incêndio louco desse antigo amor. Pulsa ainda, sim, este eco na distância, Como um sino que toca em catedral, Guardando eternamente a ressonância Do meu desejo triste e imortal. Marilândia

COSTURANDO DIA 7 DE JANEIRO

Do meu desejo triste e imortal Marilândia _______________________________ Nasceu esta saudade que me invade, Como um perfume amargo de rosal Que exala dor em cada claridade. Minh’alma vive num eterno outono, Onde as folhas caem sem remissão, E eu sigo, presa ao meu perene sono, Sangrando versos de desilusão. Quisera ser a estrela que fulgura E iluminar teu rosto ao luar, Mas sou apenas triste criatura Que se consome em vão por te amar. No peito trago um jardim de espinhos Onde floresce a rosa da paixão, E sigo só, por tortuosos caminhos, Bebendo a mágoa em cada solidão. Ah, se pudesse transformar em chama Este desejo que me faz sofrer, Arderia feliz quem tanto te ama, E em cinzas belas voltaria a nascer. Marilândia

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

COSTURANDO DIA 5 DE JANEIRO

Do que viver com a alma morta que soluça. Marilândia ____________________________ Quando o peito se fez tumba de sonhos perdidos, E a boca que cantava, trêmula e formosa, Já não tem mais que lágrimas e gemidos? Do que vale a vida sem o ardor da chama, Se o coração é cinza do que foi fogueira, E a mágoa como hera no peito se derrama, Matando flor por flor na alma prisioneira? Melhor seria nunca ter sabido amar, Não ter bebido o vinho amargo da paixão, Do que arrastar-me assim, fantasma a vaguear, Com este peso morto dentro do coração. Mas eu prefiro ainda esta dor que me consome, Este tormento vivo que me faz sangrar, A vegetar sem alma, sem sede, sem fome, Morta em vida, sem forças para sonhar. Que ao menos nesta dor eu sinto que existo, Que há ainda em mim um resto de emoção, E no pranto que derramo, amargo e imprevisto, Pulsa ainda um eco da minha perdição. Marilândia

PÉTALAS AO VENTO

Pétalas ao Vento Somos pétalas que o vento leva e traz, Num bailar efémero de luz e fronda, Onde a vida, qual sonho que ronda, Se desfaz em cinzas, fumo e gaz. Ó tempo cruel que tudo em ti desfaz! Como água entre os dedos se assombra A ilusão que em nosso peito tal alfombra De que somos eternos,assim verás! Passam os dias como aves em revoada, E a juventude, flor da madrugada, Murcha ao toque suave do destino. Que importa se amei, se sonhei, se vivi? Se tudo é pó, se tudo tem um fim, E a vida é apenas um sopro divino? Mas nesta dor há beleza tão profunda, Nesta queda há luz que me circunda, Pois se é breve o instante que lacrimeja, Mais intensa a chama que desperta, E na efemeridade descoberta, A eternidade, enfim, se espelha e flameja. Marilândia SOBEJA

domingo, 4 de janeiro de 2026

COSTURANDO DIA 3 JANEIRO

”Cantei o amor… Se não me leste, eu lamento!” Jô Tauil _______________________________ Nessa canção de alma saudosa As palavras se perderam pelo vento, Como pétalas de rosa ao anoitecer, Levando a dor que não soube conter. Escrevi em versos toda a minha sina, A chama ardente, a saudade que domina, O desejo louco que me faz sofrer, E a solidão que insiste em me colher. Amei demais, com fogo e com tormento, Dei-me inteira a cada sentimento, Bebi o fel de amar sem ser amada, E segui sempre, pela dor guiada. Chorei em pranto as horas da agonia, Vesti de roxo a minha melancolia, E fiz do verso a minha confissão, Sangrando em cada rima o coração. Mas se não leste o que por ti cantei, Guardo comigo o amor que te entreguei, Como se guarda um sonho já perdido, Um grito mudo, um verso incompreendido. Marilândia

COSTURANDO DIA 4 DE JANEIRO

"Um grito mudo, um verso incompreendido" Marilândia _________________________________________ No silêncio da alma, Perdido nas voltas do meu pensamento, Como lágrima presa no peito ferido, Que não encontra alívio nem lamento. Quem me entenderá neste mundo vazio, Se nem eu mesma compreendo o que sinto? Ardo em febre, congelo-me de frio, E choro versos que jamais consinto. Sou a sombra que habita o meu desejo, O eco surdo de paixões passadas, Quando vejo a vida, já não vejo Senão ruínas de almas desoladas. Trago na boca o gosto da amargura, Nos olhos, toda a noite não vivida, E nesta dor tão funda e tão escura, Vou sangrando em silêncio pela vida. Mas hei de amar, ainda que in_compreendida, Hei de gritar, ainda que ninguém me ouça, Que vale mais morrer de alma partida Do que viver com a alma morta e moça. Marilândia

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

COSTURANDO DIA 2 DE JANEIRO

“E raios de sol atravessarão a minha alma!" Jô Tauil _______________________________ Como flechas de ouro sobre o mar revolto, Trazendo à tormenta interior a calma E ao coração ferido um novo desgosto. Quero beber da luz que me ilumina, Sentir o calor que aquece o peito frio, Deixar que a esperança me domina E afaste de mim todo o vazio. Que entrem pela janela da minha dor Os clarões da manhã recém-nascida, E lavem com seu brilho e seu calor Cada sombra, cada mágoa escondida. Eu serei toda luz, toda alegria, Esquecerei as noites de tormento, E abraçarei radiante o novo dia Como quem abraça um sacramento. E quando a tarde vier com seu adeus, Guardarei no peito cada raio, Para que na escuridão, longe dos céus, Eu seja a própria luz como um sacrário. Marilândia

O TEMPO (mÁRIO QUINTANA ) - RÉPLICA

O Tempo (Réplica) A vida é a promessa que trouxemos para cumprir no mundo. Quando se vê, já amanheceu! Quando se vê, já é segunda-feira! Quando se vê, já é aniversário… Quando se vê, já nasceu outro ano… Quando se vê encontramos o amor da nossa vida. Quando se vê já vivemos 50 anos! Agora é cedo demais para desistir… Se me fosse dado um instante, uma única chance, eu pararia para ver o relógio. Contemplaria cada segundo e iria guardando pelo caminho a semente preciosa e fértil dos minutos… Abraçaria o amor que caminha ao meu lado e mostraria que ele importa… E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta pela pressa de viver tudo. Não deixe de abraçar pessoas ao seu lado por puro medo de se entregar. A única presença que terá será a desse tempo que, felizmente, ainda está aqui. Marilândia

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

JANEIRO 2026 COSTURANDO POESIA

“Unidos e mútuos, ombro a ombro por sagrados laços” Jô Tauil _____________________________ Por sagrados laços que o tempo não deslaça, Seguimos juntos pela estreita e longa marcha, Onde o destino nossos passos entrelaça. Somos almas gêmeas na mesma jornada, Partilhando dores como quem parte o pão, Unidos no amor, na luta abraçada, Batendo no peito um só coração. Caminhamos juntos sob o mesmo céu, Enfrentando o mundo com igual fervor, No mesmo altar erguemos nosso véu, Ungidos pela graça de um mesmo amor. Ombro a ombro, sem jamais recuar, Pelos sagrados laços que nos prendem, Vamos juntos, sem nunca vacilar, Enquanto as nossas almas se ascendem …. E assim seguimos, mútuos no sentir, Unidos pela força que nos guia, Prontos para juntos resistir, Até que chegue a derradeira calmaria. Marilândia

COSTURANDO POESIA JANEIRO 1

“O AMOR… sempre o amor!” Jô Tauil _____________________________ Divina chama Que arde em meu peito qual sagrado altar, És tu, Senhor, a luz que me reclama E em tuas mãos me venho entregar. Nos teus caminhos de eternal clemência Procuro a paz que o mundo não me dá, És tu minha fé, és tu minha essência, O porto santo onde minh’alma fluirá. Como a rosa sedenta busca o orvalho, Assim te busco em prece e devoção, És tu o meu refúgio e o meu agasalho, A doce luz que alumia o coração. No silêncio da noite constelada Ouço teu nome em cada estrela a luzir, És tu a fonte, a senda iluminada Onde me entrego, onde quero florir. Amor supremo, eterno, transcendente, Em ti me perco e em ti me vou achar, És tu o sonho da minh’alma ardente, Meu Deus, meu tudo, meu sagrado lar! Marilândia