COSTURANDO DIA 8 DE JANEIRO
Renascimento Em cinzas belas voltaria a nascer, Como a fênix que do pó se ergue, radiante, Nas brasas do tormento, do sofrer, E encontraria luz num corpo flamejante. Que importa se a dor me veio consumir, Se das ruínas brota flor mais pura? A alma que aprendeu a resistir Transforma em ouro toda a des_ventura. Morreria mil vezes, se preciso fosse, Para renascer em sonho e fantasia, E beberua até a última gota de amargor Se após a noite visse o sol de um novo dia. Sou cinza e fogo, morte e ressurreição, Sou o eterno ciclo do existir, Nas minhas veias arde a contradição De quem precisa morrer para reviver. E assim, nas cinzas do que já foi meu, Erguerei palácios de esperança vã, Pois até que enfim meu corpo se rendeu E em cinzas belas renascerei amanhã. Marilândia

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