terça-feira, 13 de janeiro de 2026

COSTURANDO DIA 12

“Do que nas presas do tempo definharmos…” Jô Tauil ____________________________ Porém, Resta o pó de um amor que foi centelha, E a alma errante, solitária e velha, Que busca em vão os sonhos que perdemos. Quero morrer de tanto nos amarmos Quero fundir minha alma com a tua, Ser a sombra que ao teu corpo continua, Ser o eco dos beijos que trocarmos. Mas o tempo cruel, de negras asas, Leva tudo: as canções, os juramentos, E transforma em brasas mortas nossas brasas. Fico só, com a dor dos meus tormentos, Prisioneira de mim, das minhas náuseas, Alimentando a fome dos lamentos. Que importa se a vida nos condena? Se o destino nos marca com seu fado? Eu te amarei no verso desgrenhado, Nesta febre de amor que me envenena. Hei de amar-te além da morte obscura, Além do tempo e de toda a agonia, Pois meu amor é chama de nostalgia, É sede eterna que se enclausura . Marilândia

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