COSTURANDO DIA 19 DE JANEIRO
“Num absoluto labirinto sem saída!” Jô Tauil ___________________________ Vagueio entre muralhas de tormento, Onde cada corredor é ferida E cada esquina um novo sofrimento. Procuro em vão a luz que me conduza, Mas sombras crescem densas pelo chão, A esperança que trago já meio confusa No atrito deste eterno coração. Grito ao vazio que não me responde, As paredes ecoam meu lamento, Minha alma em desespero se esconde Neste cruel e obscuro aposento. Quantas voltas já dei neste abandono? Quantas portas bati sem ter resposta? Sou prisioneira do meu próprio sono, Deste sonho amargo que me encosta. E mesmo assim, na dor que me consome, Ainda pulsa um verso, uma canção, Que do peito ferido sangra num cognome E morre aqui, nas masmorras da solidão! Marilândia

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