sábado, 17 de novembro de 2018

COSTURANDO POESIA (A REP)




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“Se tu que a libido tortura...”
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Na perfumada, venturosa
Moldura de um leito,
Porquanto mãos cálidas da noite,
Num transbordamento de sevícias,
Espreitam a hora extática da aurora...

E, 
Dentre
Tantos meandros da luxúria, tantos
A sofreguidão in_visível, cadenciada
Das portentosas, rúbidas vozes da alma ...

Marilândia

MOTE 161





MOTE 161
“PEDIDO”
Gonçalves Dias
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REIVINDICAÇÃO

Na face dos mistérios,
Rastros in_deléveis
Delirantemente proclamados...

Escrava de fruições efêmeras
Intimidade de teus versos
Foi tua companheira inseparável!

“Oh! não lhe fales,
Não lhe sorrias”
O que foi outrora um desejo,
Partiu-se
Num ponto qualquer da treva...



Marilândia

FOTOPOEMA



Fotopoema
Ah, 
Pequeninos rouxinois
A mirar o tempo!

Nas tardes,
Nas manhãs,
Nas noites das serras
Querem um pouso...

Escondidos nas ondas dos trigais, 
Com seus
Anelantes voos,
O olhar aberto sobre o vácuo,
Buscam, apenas,
A luz 
Do soberbo dia...

Marilândia

Ébria Intimidade




Ébria Intimidade
Entre tantos entretantos,
Espelham nossos momentos
Ecos, sussurros, murmúrios vagos...

Sonhos aí sonhados, 
Perante a realidade reencontrada,
Haurindo em nossas bocas,
O perfume das promessas...

Marilândia

NOSTÁLGICA MIRAGEM




NOSTÁLGICA MIRAGEM
Buscando o gozo do oásis,
Viajava ...

Viajava por áleas in_findas
A transcender o in_finito,
Ouvindo a voz do silêncio silenciado...

Percorria caminhos a passos lentos,
Ora em corridas galopantes,
Carregando anseios,
Levando segredos insondáveis...

Pousava ao acaso
Nas miragens dos desertos
E ali,
Libertando-me em devaneios
Que se descortinavam
A nostalgia me visitava, então...

Marilândia

MUNDO ENTORPECIDO



MUNDO ENTORPECIDO

Sob os céus vertendo as trevas
Num mundo que se entorpece...

Nesse negro painel, imagens de espanto
Onde a vida aflui e é sempre em movimento
Tal como os ares nas esferas e o mar sobre o mar.

Assim,
Como baile (ir)real a esbanjar delírios,
O êxtase, o grito, o choro, o “Te Deum” final...

Marilândia

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

SILÊNCIO SOLUÇANTE (a rep)

SILÊNCIO SOLUÇANTE
Mimetizo em silêncio o que em mim ruge
_ ensanguentadas cicatrizes em palpitante soluçar_

Dementes dores pela angústia cadenciadas...
Flamejantes surtos cansados de voar
_sonhos em arabescos que dentre as nuvens flutuam_

Desfolhados lírios o horizonte alvejam
_quais desdobradas asas das gaivotas_

_Irreais , melancólicos desejos, na vastidão d’infinito peregrinam..._
Marilândia