domingo, 17 de dezembro de 2017

CAMINHOS...CAMINHOS...




CAMINHOS... CAMINHOS...
Se nessas brumas encantadas
Choram os anseios do mar,
Rosas de luz do céu resplandecente
Cantam e brilham no seio das Esferas...

Porém,
Dentre o mar supremo, 
De fragrâncias segredantes,
“De tanto caminhar, já me perdi”
Nesta dor que na minh’alma clama
A cantar os tédios e as tristezas
Que erram nas frias solidões...

Frias solidões
Das amplidões distantes...

Marilândia

COSTURANDO POESIA




“Naquilo que é pra já!”
Miguel Eduardo Gonçalves
__________________________

Pois ali alvoram felicidades castas
Num relicário de viver perfeito...

É ali que vagam, que compungidas erram
Almas que florescem amor eterno...

E, também ali
Como os salmos dos celestiais Evangelhos,
Onde clarões de tantos sóis radiam,
Mistérios virginais dormem no Espaço
Sob a dolência de solenes vaticínios...


Marilândia

sábado, 16 de dezembro de 2017

APAIXONADAMENTE




APAIXONADAMENTE

Arrastando brancos véus,
Espreito o que o tempo ainda guarda
E a nostalgia me visita, então...

Assim,
Carrego sonhos remansados,
A lembrar-me
Das “torres de marfim que construíMas 
Que em “trágicas loucuras” destruí...

Então,
Em viagem alada aos outroras,
Coração pulsante de emoção,
Viajo para dentro de mim,
Embriagando o meu peito
Com os eflúvios do teu sangue,
Que espelham minha própria Vida...


Marilândia

ROTAS PEREGRINAÇÕES





Rotas Peregrinações

Sem rumo,
Coração em desatino,
"Cheguei a meio da vida já cansada"...


Talvez,
Em excelso abandono
Emigrado
De regiões d'outrora,
Com emoções
De quem medita e chora...


Monja da solidão,
Augusta, espiritual,
Levo para os longes
Desejos errantes
E as dilacerações
Dos Sonhos ambulantes...



Marilândia

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

COSTURANDO POESIA




“Áureos templo de ritos de cetim...”
Jô Tauil
______________________

Sob deslumbramento
De luxúria e gozo,
Em sacrossanto esplendor
Que a febre dos desejos aquebranta...

Assim,
Em noites augustas,
Bíblicas, serenas,
Pecados vagos, errantes,
Flutuam dentre volúpias e convulsões...

Marilândia

DISSIMULAÇÃO









DISSIMULAÇÃO
Zomba de mim
Essa loucura tua.

Por quanto tempo, 
Não sei...

Desenfreada audácia
A perturbar-me,
E tu
A fingires que não vês...

Tudo isso ignoras,
Precipitando extremos
De iminente saudade...

Todos sentem,
Todos vêem
E tu a fingires que não vês.

Marilândia

FOTOPOEMA




FOTOPOEMA 




Às luzes dos crepúsculos
Vibrante e desnud’alma
In_quietações da saudade recita...

Marilândia