sábado, 10 de dezembro de 2016

SIMPLESMENTE EU!




SIMPLESMENTE EU!



Das imaginárias visões
Que de olhos cerrados beijei ,
 Nada trago .

Desenganos choro...
 Nas tristezas, sorrio...

Versos espalho
 _tais como o nada _
Sonhos duns momentos...

Quimeras semeio
_Sombras dumas sombras_

Alheia ao vácuo,
Os braços meus estendo
Procuro os abraços que não dei,
Enquanto 
Nas várzeas da solidão, 
Soluço o nome de quem amei!!!

Marilândia 



MOTE MOTIVO 65




MOTE 65
“Por favor, não me analise”
Mário Quintana
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ARREBATAMENTOS
Porquanto
“Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.”

Onde do Amor nos êxtases lascivos
Dormem sonhando
Relíquias i_mortais 
De palidez risonha,
E nos sonhos estremecem...

Então, 
Cobrindo vastidões que fosforecem,
Em noites cerradas 
Dos segredos in_quietos,
Delírios convulsivos
N’almas e visões dos desolados
Lembram espectros implacáveis,
Procurando os céus, aflitos
E varando esses céus de gritos...

Marilândia

COSTURANDO POESIA




“Aqueles que aliam às doçuras dessa vida
A crença de ‘inda ser além da morte”
Jô Tauil
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Enquanto
Minha angústia
Buscava ressuscitar-te
Numa medonha negritude de trevas...

E a alma que por ti soluçava,
Nua e in_ consequente,
Me trazia tanta lembrança,
Tanto instante vivido,
Que era
Como se me voltasse aos olhos,
A inocência com que um dia
Me desfiz em gozos de paixão...


Marilândia

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

MOTE MOTIVO 65




MOTE 65
“Por favor, não me analise”
Mário Quintana

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SÚPLICA


Tampouco,
 “Me corte em fatias”
Pois,
Sufocada em volúpias,
Reacenderei
Em fragrâncias da paixão...

E ,
Quando meus lábios
Tocarem os teus,
Tremerão  as meias-noites,
A vibrar em desatino,
Cânticos das madrugadas,
Que escorrerão
Sobre mim,
Qual luar
Na tímidez das fontes...

Então,
Sentirei
Que
Em meus des_esperados gestos,
Pairarão os gestos teus...


Marilândia

COSTURANDO POESIA




“Agora e na hora da nossa morte”
Célia Cavalcante
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Na vida em lágrimas
A estrela- guia brilha como milagre,
Exalando sutil fragrância
Quais  flores noturnas, orvalhadas...

Em hosanas e hinos,
Mensageira da Paz
Vai flanando, acalentando,
Qual silenciosa aurora,
As In_quietas almas
 Mãos contritas,
Dentre as pérolas do rosário
_preces mudas em caridade_
A transcender o amor resplandecente...


Marilândia

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

COSTURANDO POESIA




“É tão linda, Senhor! Tão linda!
Que eu suponho
Ser tua mãe, que num sorriso me aparece”
Jô Tauil
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Assim,
Em gestos manifestos,
A candura da Madona
Brota dentre lírica melodia,
Entoando louvores
Numa quietude morna,
A lembrar cenas de Tua im_ piedosa trajetória...


Marilândia

MENSAGEM A MIM MESMA




MENSAGEM A MIM MESMA

Perdida na fosforescência
Das águas-marinhas
De esperanças,
Ardendo em choros
Com um semblante
Sempre mais angustiado
Do que a própria vida,
E
Esculpida de atrozes memórias ,
Fiel à lei de cada instante,
Numa irremediável melancolia,
(Des)emaranhando brancos de luzes
Nos meus cabelos...
Marilãndia