COSTURANDO 9 DE JANEIRO
E em cinzas belas renascerei amanhã como a rosa ferida que insiste em florir; trarei na boca o sal da dor humana, mas nos olhos a luz de um novo existir. Fui chama exausta ao vento da saudade, fui lágrima escondida em madrugada; agora sou promessa de claridade, ave de fogo em pele renovada. Do amor fiz cárcere, fiz cruz e sina, bebi seus vinhos, seus venenos raros; caí — e ao chão minha alma se inclina para aprender a erguer-se em passos claros. Não temo a noite: dela fiz morada, nela entendi o segredo de esperar; quem sofre muito nasce iluminada, traz Deus no peito ao tornar a amar. Se ontem morri no peso da lembrança, hoje sou fé vestida de coragem; amanhã serei sonho e esperança, eterna flor no pó da minha viagem. Marilândia

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