COSTURANDO DIA 7 DE JANEIRO
Do meu desejo triste e imortal Marilândia _______________________________ Nasceu esta saudade que me invade, Como um perfume amargo de rosal Que exala dor em cada claridade. Minh’alma vive num eterno outono, Onde as folhas caem sem remissão, E eu sigo, presa ao meu perene sono, Sangrando versos de desilusão. Quisera ser a estrela que fulgura E iluminar teu rosto ao luar, Mas sou apenas triste criatura Que se consome em vão por te amar. No peito trago um jardim de espinhos Onde floresce a rosa da paixão, E sigo só, por tortuosos caminhos, Bebendo a mágoa em cada solidão. Ah, se pudesse transformar em chama Este desejo que me faz sofrer, Arderia feliz quem tanto te ama, E em cinzas belas voltaria a nascer. Marilândia

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