quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

COSTURANDO DIA 6 DE JANEIRO

Pulsa ainda um eco da minha perdição Marilândia ______________________________ E rasga-me a alma em pétalas de dor, Como sangue que escorre, pulsação, Nas veias do silêncio e do pavor. Trago comigo a sombra de quem fui, Fantasma que me segue, que me invade, Na noite escura em que me destruí, Bebendo até ao fundo a soledade. Morreram-me as canções no peito ferido, As rosas que colhi tornaram-se espinhos, E o sonho que era luz ficou perdido Entre as pedras geladas dos caminhos. Quisera ser de novo a que cantava, A que amava e sofria sem temor, Mas só resta esta cinza que guardava Do incêndio louco desse antigo amor. Pulsa ainda, sim, este eco na distância, Como um sino que toca em catedral, Guardando eternamente a ressonância Do meu desejo triste e imortal. Marilândia

0 Comentários:

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial