segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

COSTURANDO DIA 5 DE JANEIRO

Do que viver com a alma morta que soluça. Marilândia ____________________________ Quando o peito se fez tumba de sonhos perdidos, E a boca que cantava, trêmula e formosa, Já não tem mais que lágrimas e gemidos? Do que vale a vida sem o ardor da chama, Se o coração é cinza do que foi fogueira, E a mágoa como hera no peito se derrama, Matando flor por flor na alma prisioneira? Melhor seria nunca ter sabido amar, Não ter bebido o vinho amargo da paixão, Do que arrastar-me assim, fantasma a vaguear, Com este peso morto dentro do coração. Mas eu prefiro ainda esta dor que me consome, Este tormento vivo que me faz sangrar, A vegetar sem alma, sem sede, sem fome, Morta em vida, sem forças para sonhar. Que ao menos nesta dor eu sinto que existo, Que há ainda em mim um resto de emoção, E no pranto que derramo, amargo e imprevisto, Pulsa ainda um eco da minha perdição. Marilândia

0 Comentários:

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial