COSTURANDO DIA 15 DE JUNHO
Jô Tauil _____________________ Andam perdidos pelos jardins da saudade, Colhendo estrelas nas noites mais virgens, Bebendo o orvalho azul da eternidade. Trazem nos olhos a sombra dos lírios, E nas mãos trêmulas o luar desfeito; São aves cansadas de longos exílios, Que buscam abrigo no teu peito. Vestem-se apenas de sonho e de espuma, De névoas suaves e rosas de abril; São como uma prece que sobe da bruma, Cantando segredos num tom febril. Mas quando teu nome floresce em meu canto, Ganham o brilho dos astros do céu; E aquilo que era somente pranto Transforma-se em ouro sob teu véu. Então meus versos, outrora tão nus, Tornam-se estrelas vagando sem fim; Pois levam acesa a chama da luz Que Deus e o amor acenderam em mim. Marilândia

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