domingo, 2 de agosto de 2026

COSTURANDO DIA 2 DE AGOSTO

Há um porto seguro além dos sonhos... "Há um porto seguro além dos sonhos" Jô Tauil _________________________________ Onde o silêncio beija o azul do mar; Ali repousam lírios mais risonhos, Que o coração não cansa de buscar. É nesse cais de névoa e esperança Que a alma deixa as âncoras da dor... Despe as cinzas da perdida infância E veste os mantos diáfanos do amor. Se o mundo é breve e as horas são feridas, Há mãos de luz colhendo o nosso pranto... Transformam noites tristes em floridas, E fazem das saudades doce encanto. Quem ama leva estrelas na memória, Mesmo que o céu se esconda em temporal, Pois toda lágrima bordada em glória Conduz ao eterno jardim celestial. E quando enfim meu peito em paz repousa, Descubro, além da vida que se foi: Que o porto dos meus sonhos é teu rosto, Onde a esperança eternamente floresce. Marilândia

sexta-feira, 31 de julho de 2026

COSTURANDO 30 DE JULHO

Jô Tauil _______________________ És lírio branco em meu jardim secreto; És a canção da eterna permanência Que ecoa em meu silêncio mais completo. Na noite azul bordada de estrelas, Procuro o rastro leve do teu olhar; E encontro, entre as sombras mais singelas, A tua alma a me iluminar. És a saudade em pétalas des_feitas O perfume que ficou pelo caminho; És a chama das horas im_perfeitas Que aquece o meu inverno tão sozinho. Meu coração cansado, peregrino, Guarda teu nome em sagrado relicário E segue, sob o encanto do destino, Amando o im_possível e o necessário. Nem a distância, nem o tempo frio Conseguem apagar tua claridade, Pois és, no meu profundo desvario, A flor eterna da minha saudade. E quando a lua beijar o horizonte, E o último suspiro vier me chamar, Serás a estrela sobre a velha ponte Que ainda me ensina a amar. Marilândia

COSTURANDO 31 DE JULHO

“Que a ibérica fênix renasce das cinzas” Jô Tauil __________ Num voo de ouro sobre o céu da despedida… Traz no peito o fulgor das esperanças findas, E faz da própria morte o berço de outra vida. Assim também re_nasço entre sombras perdidas, Quando a dor me desfolha o sonho mais secreto… Cada lágrima minha, em silêncio vertida, É pérola que o tempo devolve ao meu afeto. Nada se perde, Amor, se a alma ainda suspira, E toda a chama vencida em nova chama expira. O beijo que não veio, a palavra calada, Dormem apenas, não morreram na jornada. Há destinos escritos na luz das madrugadas, Que nem o frio do adeus consegue apagar. São estrelas fiéis, eternamente aladas, Chamando-nos, baixinho, para re_começar… Se fui cinza um instante, hoje sou claridade… Se fui pranto, hoje canto a eterna mocidade. Porque amar é vencer o tempo e seus espinhos… É transformar desertos em floridos caminhos É morrer, quando chega a derradeira hora, É apenas renascer… para amar outra aurora. Marilândia

quarta-feira, 29 de julho de 2026

DESABAFO KAKÁ

"Foi um momento muito difícil (o divórcio) na minha vida, porque foi inesperado. Realmente me pegou de surpresa, e isso mudou tudo. Muda a relação que terei com meus filhos. Eles vão morar longe. Como será isso? Todas essas dúvidas sobre como as coisas serão são a pior parte nessa situação. Mas, aos poucos, as coisas vão acontecendo e se encaixando. Para mim, foi realmente um exercício mental separar as coisas. Eu tinha meu compromisso com o clube. Precisava manter o profissionalismo e cumprir minhas responsabilidades, ao mesmo tempo em que lidava com um problema pessoal. Isso me ajudou a entender muitas coisas e a me tornar mentalmente mais forte. Muitas vezes, eu ia para o treino movido pelo senso de obrigação e compromisso, pois havia dias em que eu não queria estar lá; o que eu queria mesmo era estar com meus filhos. A gente lida com uma série de situações pelas quais precisa passar, mesmo sem querer. Foi uma experiência difícil, mas que me fez amadurecer muito." #kaka

COSTURANDO 29 DE JULHO E MAIS 3 VERSÕES

"Deixemos sobre o mármore o coração" Jô Tauil __________________________________ Qual lírio branco ao pé do esquecimento... Que a pedra embale, em muda compaixão, O doce e longo adeus do sentimento. Amar foi transformar a própria vida Num cálice de lágrimas e estrelas; Foi dar à noite a luz desconhecida E às mãos do sonho a graça de colhê-las. Se a morte vier com seu luar de espuma, Há de encontrar-nos presos num só beijo, Feitos perfume de uma branca bruma. Pois nada vence o fogo do desejo, Quando uma alma na outra se resume E Deus consagra o amor no seu lampejo. Marilândia OUTRA VERSÃO Deixemos sobre o mármore o coração, Como um sacrário aberto ao desalento; Que a pedra guarde, em muda comunhão, As cinzas luminosas do tormento. Despe-me a alma... Não o corpo apenas; Há véus mais nus que a seda e o linho fino. Quero beijar-te as mágoas mais serenas Como quem unge um santo peregrino. Em teus cabelos dorme a noite inteira, Perfumada de mirra e de jasmim; E a Lua, pálida monja derradeira, Reza silenciosamente por mim. Nos teus braços esqueço a própria morte, Que se ajoelha humilde ao nosso ardor; Pois há um destino mais profundo e forte Que o breve império efêmero da dor. Se o mundo nos condena, pouco importa; Nunca entendeu o incêndio de quem ama. Há uma eternidade em cada porta Que se abre ao sopro de uma única chama. Quando o silêncio enfim nos envolver, E o tempo desfizer toda ilusão, Hão de os anjos curvar-se para ler O nosso amor gravado no mármore do coração. Deixemos sobre o mármore o coração, Como um cálice exausto de ternura; Que a pedra beba a última ilusão E faça da saudade uma escultura. Não chores... Cada lágrima perdida É pérola que o sofrimento cria; Quem ama entrega, inteira, a própria vida Ao altar secreto da melancolia. Beija-me ainda, à beira do abandono, Como se o mundo fosse terminar; Há um céu de cinzas sobre o nosso outono, Mas outro céu insiste em nos chamar. Que importa se a esperança se fez breve? Se a noite veste os lírios de negrume? O amor, quando é divino, nunca deve Temer o inverno nem perder perfume. Se a morte vier, que venha docemente, Vestida com teu rosto e teu calor; Pois morrerei sorrindo, serenamente, Se em teus braços repousar o meu amor. E quando o tempo apagar nossa memória, Florirão jasmins sobre a solidão; Porque nenhum destino vence a glória De quem deixou, no mármore, o coração Deixemos sobre o mármore o coração, Como quem depõe um lírio ao esquecimento; Que o frio da pedra guarde a paixão Que já não cabe no peito nem no pensamento. Se o beijo morreu nas dobras da saudade, Ainda perfume há nas rosas do sofrer; Pois quem amou conhece a eternidade Mesmo quando aprende, em silêncio, a morrer. Trazes nos olhos a luz do meu destino, E eu trago nos meus a noite que ficou; Entre nós canta um distante desatino Que nem o tempo, impiedoso, sepultou. Ama-me ainda, embora seja tarde, Embora o outono desfolhe a nossa flor; Há cinzas que ocultam um incêndio que arde Com mais fervor que o primeiro amor. Deixemos sobre o mármore o passado, Como um rosário de lágrimas sem fim; Que Deus recolha este sonho abandonado, E faça nascer outro céu dentro de mim.

terça-feira, 28 de julho de 2026

COSTURANDO 28 DE JULHO

Jô Tauil ________________________ Como um rosário de luar sobre o infinito; Neles repousam os meus sonhos submersos, E o teu nome, em silêncio, é meu rito. Não foste acaso… Foste a antiga promessa Que Deus guardou nas dobras da amplidão; A estrela que, na noite mais espessa, Veio acender o altar do coração. Amei-te antes da aurora dos meus dias, Quando a esperança era um jardim sem flor E o tempo, ajoelhado às fantasias, Consagrou-nos ao mesmo e eterno amor. Se a saudade me cobre de neblina, É para ver-te mais além da dor; Toda distância se transforma em sina Quando se ama com tamanho ardor. Que importa ao mundo o efêmero caminho, Se as almas reconhecem sua origem? És vinho antigo no meu pobre vinho, És a verdade que os meus sonhos exigem. E quando o último crepúsculo descer, Fechando as portas deste breve chão, Hei de encontrar-te num eterno amanhecer, Onde o amor será a única oração. Marilândia

segunda-feira, 27 de julho de 2026

COSTURANDO DIA 27 JULHO

Jô Tauil _____________________ Como a aurora que desperta o mar profundo; Serás perfume derramado no outono, E o eterno verso que embriaga o mundo. Hei de buscar-te nas estrelas tardias, Onde a saudade faz morada sem fim; Vestirei de luar as noites vazias, Para que regressem teus passos a mim. Se o tempo apagar as flores do caminho, Plantarei rosas na areia do destino; Porque o amor, quando é puro e verdadeiro, Jamais se curva ao rigor do desatino. Mesmo que a vida me negue teu abraço, Guardarei teu nome em meu peito, em segredo; Pois há um altar escondido no cansaço Onde a esperança jamais conhece o medo. E quando enfim repousarem nossas dores, Além da névoa que encobre o infinito, Renasceremos, unidos, entre as flores, Como dois astros no silêncio bendito. Marilândia