quarta-feira, 21 de outubro de 2026

COSTURANDO DIA 21 DE OUTUBRO

"E algum dia, encontrarei o meu lugar no mundo" Jô Tauil __________________________ Onde a alma repouse da angústia e do pranto, Onde o amor seja e_terno, profundo, E a vida me cubra de luz e encanto. Talvez numa estrela, num sonho fecundo, Ou num peito que acolha meu triste quebranto, Num beijo que afaste o silêncio profundo, Num abraço que enxugue as lágrimas que canto. Cansei de ser brisa que ninguém sente, De amar com loucura, sofrer docemente, De dar-me inteira sem nada exigir! Quero um jardim onde floresça a ternura, Um amor que me vista de eterna ventura, E uns braços que nunca me deixam partir! Não peço riquezas, nem glória, nem fama, Só quero encontrar quem reconheça esta chama, Que arde em meu peito, rebelde e febril! Quero ser porto, ser paz, ser abrigo, Ter alguém que descubra o in_finito comigo, E faça da vida um poema gentil! E quando o destino me abrir seus caminhos, Já não sentirei o abandono dos ninhos, Nem serei esta sombra que a noite consome, Pois há de chegar meu instante sagrado, Em que o coração, de amor renovado, Encontre na esfera o lugar que tem nome! Marilãndia

terça-feira, 20 de outubro de 2026

COSTURANDO POESIA DIA 20

"Ecos das peças que as pedras guardaram..." Jô Tauil __________________________________ Fragmentos de sonhos, de amor e de dor, Segredos antigos que o tempo calaram, Vestígios sagrados de um louco fervor. Nas fendas da noite, meus olhos choraram, Por beijos perdidos num doce torpor, E as rosas, que outrora meu peito enfeitaram, Morreram de frio, saudade e temor. Sou feita de espinhos, de estrelas, de chama, De tudo que arde, que fere e que inflama, De um sonho impossível que insiste em viver! E trago no peito mil vozes cativas, Memórias de ausências, paixões tão vivas, Que nem mesmo a morte consegue vencer. Há pedras que escondem tesouros calados, Amores antigos, desejos guardados, Promessas que o vento jamais desfará! E eu, peregrina de um sonho sem fim, Recolho os ecos que vivem em mim, E beijo as ruínas do amor que virá! Pois sou tempestade, sou ânsia, sou flor, Sou verso perdido nas mãos do Senhor, E e_terna saudade que nunca se apaga! Sou alma que sangra, que sonha e que ama, Sou cinza que dorme, sou brasa que inflama, Sou esfinge onde o tempo gravou sua mágoa! Marilândia

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

COSTURANDO POESIA DIA 19 OUTUBRO

"Serei eterna guardiã do amor" Jô Tauil __________________________ Enquanto minh'alma perdida, em pálido idílio Cintila em serena esperança... Ó mundo,que nas azuis melancolias fenece... Dos emocionantes longes, numa espiral de anseios O Sol, no poente, com murmurejantes gorjeios Meus sonhos e desejos aquece... Vibram violinos e chorosos violões Em tais encantos e sagrados clarões... Sussurram cinzas que caem das chamas, Despertando os mistérios que surgem das flamas... E, nesse in_finito crepúsculo Enchendo um contorno maiúsculo , Sentimentos virginais dos meus sentidos Circulam sob divinos gemidos. Marilândia

domingo, 18 de outubro de 2026

COSTURANDO DIA 18 DE OUTUBRO

"Uma teia de esperança nervosa, mas preciosa!" Jô Tauil _______________________________ Tecida entre os meus sonhos e a saudade, Como a pétala que, trêmula e formosa, Desafia os vendavais da eternidade. Sou chama que se esconde, caprichosa, No altar onde soluça a mocidade; E guardo, em minha alma dolorosa, A sede de infinito e liberdade. Há um grito de amor na noite fria, Um beijo que não morre, embora ausente, Um resto de luar na alma vazia. E sigo, coração incandescente, Buscando a luz que outrora me sorria, Na febre de um querer tão persistente. Ah! Se a vida me nega o paraíso, Se o tempo desfaz tudo o que eu quis, Ainda trago o céu no teu sorriso, E a dor de te perder me faz feliz. Pois mesmo quando a esperança se consome, Meu coração te chama, em sonho, em prece, E ama-te além da vida e além do nome, Na chama que não morre nem esquece. Marilândia

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

COSTURANDO DIA 16 OUTUBRO

"A linha exata onde minha dor deságua e escapa..." Jô Tauil ______________________________ Enquanto a minh’alma se desnuda sem pudor, Onde a saudade, em mãos de seda, me desacata, E o peito sangra em cada sílaba de amor. É lá que escondo os meus desejos mais secretos, Os sonhos loucos que não ousei confessar, Os beijos mortos nos caminhos in_completos, E a sede imensa de viver e de te amar. Sou vendaval que se desfaz em calmaria, Sou chama acesa que não sabe esmorecer, Sou noite escura a soluçar pela alegria, Sou flor que morre só de tanto florescer. E trago em mim esta paixão desmedida, Este querer que nem a morte há de calar, Esta ânsia ardente de abraçar toda a vida, E este in_finito que não canso de buscar. Se a minha dor encontrar tua ternura, Se o teu olhar me der guarida e claridade, Farei da lágrima uma estrela de ventura, E do meu pranto, a mais sublime sinceridade. Marilândia

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

COSTURANDO 15 DE OUTUBRO

"Tira-me dessa ilha em mar aberto..." Jô Tauil _____________________________________ Onde a saudade é um grito sem resposta, Onde o horizonte, triste e deserto, Me fecha o céu e me arrebata a proposta. Quero o teu colo, o teu olhar profundo, A tua voz em noites de luar, Quero esquecer o desamor do mundo E nos teus braços, finalmente, repousar. Sou ave presa à solidão dos ventos, Rosa esquecida à beira de um caminho, Trago na alma os mais cruéis tormentos E no meu peito um coração sozinho. Vem resgatar-me desta dor sem nome, Deste naufrágio em que me perco e ardo, Antes que a noite seja minha luz num codinome, Antes que a vida me transforme em fardo. Que eu seja tua, em êxtase e loucura, Na febre ardente de um amor sem fim, Pois só teu beijo há de trazer ventura Ao arquipélago triste que floresce em mim. Marilândia Marilândia

terça-feira, 13 de outubro de 2026

COSTURANDO DIA 13 OUTUBRO

"Então, um poema de amor do coração arranco..." Jô Tauil _____________________________ Eis que em cada verso ponho a minha emoção, Como quem colhe uma rosa em campo branco, E a rega com as lágrimas da paixão. Trago no peito um sonho que não cessa, Um fogo que nem o tempo apagará, E esta saudade imensa que atravessa Os véus da noite e nunca morrerá. Sou feita de desejos e de quimeras, De beijos que sonhei sem conhecer, De eternidades, loucas primaveras, E de um amor que me ensinou a arder. Quero-te assim, sem tréguas nem medida, Como a flor quer o sol para viver, Como a noite quer estrelas por guarida, Como a própria alma anseia por renascer. E se um dia o destino, num lamento, Vier roubar-me a luz do teu olhar, Guardarei teu amor no pensamento, Como um poema que ninguém pode apagar. Marilândia