COSTURANDO 10 DE JULHO
Jô Tauil _______________________ Quando a manhã lhes borda o céu de luz, Há nos seus voos cânticos sozinhos Que a própria eternidade enfim seduz. Não pedem ouro às árvores floridas, Nem fazem do possuir o seu altar; Vivem de breves, luminosas vidas, E sabem, mesmo em queda, ainda amar. Quem dera eu ter as asas que eles têm, Para pousar no ramo do teu peito, Fazendo do silêncio o meu além, E do teu nome o meu sagrado leito. Mas trago em mim um coração humano, Tão feito de saudade e de distância, Que transforma o mais doce dos enganos Na mais cruel e eterna circunstância. Ainda assim, se o amor me der caminho, Seguirei como segue a ave o vento: Com um uni_verso inteiro no carinho E Deus cantando dentro do momento. Marilândia
