quinta-feira, 15 de outubro de 2026

COSTURANDO 15 DE OUTUBRO

"Tira-me dessa ilha em mar aberto..." Jô Tauil _____________________________________ Onde a saudade é um grito sem resposta, Onde o horizonte, triste e deserto, Me fecha o céu e me arrebata a proposta. Quero o teu colo, o teu olhar profundo, A tua voz em noites de luar, Quero esquecer o desamor do mundo E nos teus braços, finalmente, repousar. Sou ave presa à solidão dos ventos, Rosa esquecida à beira de um caminho, Trago na alma os mais cruéis tormentos E no meu peito um coração sozinho. Vem resgatar-me desta dor sem nome, Deste naufrágio em que me perco e ardo, Antes que a noite seja minha luz num codinome, Antes que a vida me transforme em fardo. Que eu seja tua, em êxtase e loucura, Na febre ardente de um amor sem fim, Pois só teu beijo há de trazer ventura Ao arquipélago triste que floresce em mim. Marilândia Marilândia

terça-feira, 13 de outubro de 2026

COSTURANDO DIA 13 OUTUBRO

"Então, um poema de amor do coração arranco..." Jô Tauil _____________________________ Eis que em cada verso ponho a minha emoção, Como quem colhe uma rosa em campo branco, E a rega com as lágrimas da paixão. Trago no peito um sonho que não cessa, Um fogo que nem o tempo apagará, E esta saudade imensa que atravessa Os véus da noite e nunca morrerá. Sou feita de desejos e de quimeras, De beijos que sonhei sem conhecer, De eternidades, loucas primaveras, E de um amor que me ensinou a arder. Quero-te assim, sem tréguas nem medida, Como a flor quer o sol para viver, Como a noite quer estrelas por guarida, Como a própria alma anseia por renascer. E se um dia o destino, num lamento, Vier roubar-me a luz do teu olhar, Guardarei teu amor no pensamento, Como um poema que ninguém pode apagar. Marilândia

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

COSTURANDO 12 DE OUTUBRO

“Mas versos sempre… sempre comovidos!” Jô Tauil _______________________ Nascem da dor que em meu silêncio mora, São gritos de desejos reprimidos, São lágrimas da alma que te chora. Trago nos olhos sonhos esquecidos, E um coração que a própria dor adora, Meus passos vão por céus desconhecidos, Buscando o amor que foge a cada aurora. Sou feita de paixão e de quimera, De um fogo que me queima e não termina, De uma saudade imensa que me espera, De uma esperança trágica e divina. E quando a noite em sombras se derrama, E o vento beija a cruz da minha estrada, É teu nome que a minha boca chama, Na solidão de amar sem ser amada. Ah! Se eu pudesse, em lágrimas desfeita, Morrer de amor, re_nascer em teu olhar, Ser a ilusão que em teu peito se deita, E a última estrela a morrer no mar! Mas sigo, eterna, em busca do impossível, Com versos comovidos por destino: Fazer do amor, embora inalcançável, A minha dor… e o meu único hino! Marilândia

domingo, 11 de outubro de 2026

COSTURANDO DIA 11 OUTUBRO

"Mesmo sem voar, viverei do meu simples prazer de poetar" Jô Tauil ____________________________________ Tecendo sonhos de seda à luz do luar, E, nas noites sem fim, quando a dor me chamar, Farei dos meus versos as asas para amar. Sou feita de anseios, de bruma e de flor, De espinhos ocultos no peito em ardor, E trago na alma, em febril agonia, Um mar de saudades, um sol de poesia. Se a vida me nega os caminhos do céu, Escrevo no vento meu íntimo anelo, E beijo as estrelas com lábios de mel, Enquanto me perco no azul do infinito. Não quero riquezas, nem glórias, nem fama, Basta-me a chama que em mim se derrama, O verso que nasce de um sonho desfeito, E morre de amor no silêncio do peito. Outrossim, quando meus olhos se fecharem, cansados, Deixarei meus poemas, em sonho guardados, Pois mesmo sem asas, sem rumo ou lugar, Serei sempre e_terna na arte de amar! Marilândia

sábado, 10 de outubro de 2026

10 DE OUTUBRO

“Porque fiz de ti meu anjo para todas as vidas!” Jô Tauil ________________________ Meu sonho mais ardente, minha prece mais sentida, A chama que ilumina as noites mais perdidas, O beijo que me salva das dores desta vida. Fizeste do meu peito um templo de paixão, Onde ardem mil desejos em febril agonia, E trago o teu amor, cravado ao coração, Como quem traz no sangue a própria poesia. Se o tempo nos roubar a juventude em flor, Se a morte abrir seus braços de silêncio e frio, Hei de encontrar-te além do último estertor, Na eternidade imensa do meu peito vazio. Porque és o meu delírio, a minha febre, a cruz, O doce precipício em que me perco e ardo, A estrela que me fere e, ao ferir, me conduz, Ao céu onde te espero, sem temor nem resguardo. E se outras vidas vierem, em mil formas de existir, Serei tua, ainda que o destino nos desfaça, Pois nem mesmo o infinito me fará desistir De amar-te além da morte, onde a própria morte passa! Marilândia

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

COSTURANDO 9 DE OUTUBRO

“Porque fiz de ti meu anjo para todas as vidas!” Jô Tauil ________________________ Meu sonho mais ardente, minha prece mais sentida, A chama que ilumina as noites mais perdidas, O beijo que me salva das dores desta vida. Fizeste do meu peito um templo de paixão, Onde ardem mil desejos em febril agonia, E trago o teu amor, cravado ao coração, Como quem traz no sangue a própria poesia. Se o tempo nos roubar a juventude em flor, Se a morte abrir seus braços de silêncio e frio, Hei de encontrar-te além do último estertor, Na eternidade imensa do meu peito vazio. Porque és o meu delírio, a minha febre, a cruz, O doce precipício em que me perco e ardo, A estrela que me fere e, ao ferir, me conduz, Ao céu onde te espero, sem temor nem resguardo. E se outras vidas vierem, em mil formas de existir, Serei tua, ainda que o destino nos desfaça, Pois nem mesmo o infinito me fará desistir De amar-te além da morte, onde a própria morte passa! Marilândia

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

COSTURANDO 8 DE OUTUBRO

"Mostrando dois corpos nus faiscando ao sol" Jô Tauil _______________________________ Como dois astros presos num mesmo arrebol, E a tarde, embevecida, adormecia em flor, Enquanto em nossa pele ardia o nosso amor. Teu olhar era chama, o meu, puro desejo, E o mundo se calava ao rumor de um beijo; Havia em cada toque uma doce vertigem, E em nossos corações, uma secreta origem. O céu parecia e_terno, azul e transparente, E o tempo, por nós dois, passava lentamente. Na luz dourada e quente daquela imensidão, Teu corpo era poesia, o meu, uma canção. Não havia passado, nem medo, nem depois, Somente o infinito acontecendo entre nós dois. E a tarde nos cobria com seu manto de luz, Como um sonho proibido que a saudade seduz. Se amar é ser incêndio, eu quis arder assim, Perder-me no teu peito e encontrar-me enfim. E quando a noite veio, em silêncio e arrebol, Ficou teu beijo em mim, eterno como um sol. Marilândia