sábado, 5 de setembro de 2026

DIA 1 DE SETEMBRO

“E as lágrimas de água doce que o rio nos lavou.” Jô Tauil ____________________________ Misturaram-se aos beijos que o desejo nos roubou. Na febre dos teus braços, perdi-me sem temor, E a noite fez-se eterna no incêndio deste amor. Teu corpo junto ao meu era chama e tentação, E a lua, testemunha, guardava a nossa paixão. Em cada beijo teu, eu renascia inteira, Como flor que se entrega à luz da primavera. Teu olhar percorria meus segredos, devagar, E minhas mãos buscavam teu corpo para amar. Ah! Se o tempo pudesse deter-se nesse instante, Seria e_terno o sonho desse amor delirante. Teus lábios ainda vivem na memória dos meus, Como um doce pecado abençoado pelos céus. E quando a madrugada nos rouba do prazer, Fica em minha pele a vontade de te ter. Se o rio levou nossas lágrimas para o mar, Não levou o desejo que insiste em me chamar. Pois há amores que a distância não consegue apagar, E há beijos que, mesmo ausentes, continuam a queimar. Marilândia

dia 3 de setembro

“E as lágrimas de água doce que o rio nos lavou.” Jô Tauil ____________________________ Misturaram-se aos beijos que o desejo nos roubou. Na febre dos teus braços, perdi-me sem temor, E a noite fez-se eterna no incêndio deste amor. Teu corpo junto ao meu era chama e tentação, E a lua, testemunha, guardava a nossa paixão. Em cada beijo teu, eu renascia inteira, Como flor que se entrega à luz da primavera. Teu olhar percorria meus segredos, devagar, E minhas mãos buscavam teu corpo para amar. Ah! Se o tempo pudesse deter-se nesse instante, Seria e_terno o sonho desse amor delirante. Teus lábios ainda vivem na memória dos meus, Como um doce pecado abençoado pelos céus. E quando a madrugada nos rouba do prazer, Fica em minha pele a vontade de te ter. Se o rio levou nossas lágrimas para o mar, Não levou o desejo que insiste em me chamar. Pois há amores que a distância não consegue apagar, E há beijos que, mesmo ausentes, continuam a queimar. Marilândia

COSTURANDO DIA 2

“Ao pisar na terra vago sozinho, e à toa” Jô Tauil ______________________ Com os olhos perdidos na distância, Busco no céu a estrela que ressoa Na imensa solidão da minha infância. Caminho sem destino, alma cansada, Levando em mim um sonho adormecido, E a cada passo, triste e desolada, Procuro o amor que nunca foi perdido. Há flores pelo chão, mas não as vejo, Há cantos de esperança pelo ar, E eu sigo, acorrentada ao meu desejo, Sem saber onde o meu sonho vai parar. Talvez o amor me espere além do tempo, Num lugar onde a dor não tenha voz, Onde o coração, liberto do lamento, Encontre finalmente o brilho de nós. E quando a noite beijar meu caminho, Hei de encontrar, no silêncio profundo, A mão de um amor que, mansamente, Me faça pertencer de novo ao mundo. Marilândia

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

COSTURANDO 31 DE AGOSTO

"O amor é maior quando distantes..." Jô Tauil ____________________________________ Quando a saudade acende o coração, E os sonhos, como estrelas cintilantes, Vagueiam pela noite em solidão. É quando a tua ausência me invade E faz do meu silêncio uma oração, Que sinto, em cada lágrima, a verdade De um amor que não conhece separação. Se estás longe, mais perto te pressinto, No perfume da noite perfumada, E em cada estrela solitária sinto A ternura da tua alma enamorada. Distantes, somos dois rios sem destino, Correndo para o mesmo azul do mar... E o meu amor, tão puro e cristalino, Só sabe crescer quando te vejo dissimular . Porque amar é guardar no peito, inteiro, Um in_finito que o tempo não des_faz, E fazer da distância um derradeiro Caminho para encontrar-te em paz. Marilândia

domingo, 30 de agosto de 2026

COSTURANDO 30 AGOSTO

“Que não queima, não fere, nem mutila…” Jô Tauil __________________________ Mas deixa no meu peito uma saudade… É chama que, sem fogo, me cintila, E veste de ternura a solidão. É beijo que se perde na distância, É sonho que não ousa despertar, É doce e dolorosa perseverança De amar sem ter coragem de des_acreditar… No silêncio da noite, ele me chama, E em cada estrela vejo o seu olhar, Meu coração, perdido, ainda o ama, Mesmo sabendo que o deve abandonar… Ah! Se o amor pudesse ser somente A doce flor que nasce sem espinho, Seria o meu destino eternamente Viver entre seus braços, sem caminho. Mas toda paixão traz sua ferida, E eu sigo, entre a saudade e a esperança, Guardando esse amor dentro da vida, Como quem guarda um sonho de nascença. Marilândia

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

COSTURANDO DIA 28

“O peso do amor precisa ser igual…” Jô Tauil ______________________ Para que nenhum coração se sinta só, Que a entrega seja inteira e sem final, E o beijo tenha a força de um só nó. Que não exista um peito a padecer, Enquanto o outro dorme em calmaria, Pois amar é dar-se e também receber, É transformar em sonho a agonia. Quero um amor que saiba me envolver, Sem medo das marés do sentimento, Que tenha a eternidade no querer, E faça do meu peito seu momento. Se eu te oferecer a alma em minhas mãos, Não quero receber apenas saudade, Quero contigo dividir ilusões, E caminhar nos braços da verdade. Que o nosso amor, sem peso des_igual, Seja in_finito, ardente e essencial, E morra só quando morrer o nosso benquerer. Marilândia

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

COSTURANDO 27 DE AGOSTO

“Num embalo floral de mil alentos” Jô Tauil _______________________ Desabrocha a manhã dentro de mim, E o coração, perdido em pensamentos, Procura um sonho que não tenha fim. Há rosas derramando seus encantos, Há luas a beijar o meu jardim, E eu sigo, entre suspiros e quebrantos, Colhendo estrelas para o meu festim. Teu nome é perfume em noite perfumada, É doce chama que me incendeia, É voz de amor, distante e apaixonada. E quando a solidão meu peito enlaça, Meu sonho, feito flor, ainda incendeia A esperança de encontrar-te em minha graça. Que importa se a saudade me consome, Se em cada verso o teu amor renasce? Meu coração te chama e diz teu nome, Mesmo que o tempo em vão nos separasse. Pois sou mulher de sonhos e quimeras, Nascida para amar em todas as eras. Marilândia