domingo, 23 de agosto de 2026

COSTURANDO 19 DE AGOSTO

“Lindas canções banhadas de lua cheia” Jô Tauil _____________________ Que a noite derrama em meu coração, São versos de estrelas pela alameda, Suspensos nas asas de uma emoção. E a brisa, beijando a flor adormecida, Desperta segredos que o silêncio esconde, Enquanto a saudade, de amor vestida, Vai procurando por ti não sei onde. Há sonhos perdidos na luz prateada, Há lágrimas doces no olhar que te espera, E uma ternura, jamais confessada, Que em meu peito floresce como primavera. Se a lua pudesse ouvir minha oração, Diria teu nome entre os astros distantes, E guardaria, em sua imensa amplidão, Os nossos desejos, tão frágeis, errantes. Mas quando a madrugada apagar a estrela, Ficará no meu peito a noite inteira, A doce lembrança de ter sido bela A vida que sonhei contigo, faceira. Marilândia

COSTURANDO 20 DE AGOSTO

“Unindo nossos corpos e bocas além da imaginação” Jô Tauil ________________________ Somos dois sonhos perdidos na mesma madrugada, Dois desejos ardendo em secreta oração, Duas almas de amor, pela paixão abraçadas. Teu beijo traz a ternura de uma doce canção, E em teus olhos descubro estrelas esquecidas, Enquanto o meu peito, em febril emoção, Entrega-te os segredos das horas vividas. Quero perder-me em ti, sem medo e sem medida, Como a flor que se abandona ao beijo do luar, Como a noite que se entrega à luz amanhecida, Como o mar que não se cansa de sonhar. E quando o silêncio vier nos envolver, Que nossos corações saibam ainda se encontrar, Pois há amores que nascem para nunca morrer, E há desejos que o tempo não consegue apagar. Se a vida é breve, que seja in_finita em nós, Num instante eterno, feito de encantamento, Onde se confundam para sempre nossas vozes após, E o amor seja o nosso mais sublime pensamento. Marilândia

COSTURANDO 21 DE AGOSTO

“No céu há um Deus que me ama e redime” Jô Tauil ______________________ E em Suas mãos repousa o meu destino, Quando a tristeza em minha alma oprime, Ele ilumina as sombras do caminho. Se a noite vem cobrir meus pensamentos, Há uma estrela a velar meu coração, E Deus recolhe os meus sofrimentos, Transformando em esperança a solidão. Sou feita de saudades e desejos, De sonhos que se perdem pelo ar, De beijos que ainda vivem nos meus beijos, E de uma fé que insiste em me salvar. Se a vida me ferir com seus espinhos, Hei de florir, mesmo ferida e só, Pois Deus conhece todos os caminhos Que levam minha alma para o Seu farol. E quando enfim meus olhos se fecharem, Sem medo, entregarei meu coração, Pois sei que Suas mãos hão de guardar-me, E o amor será eterna redenção. Marilândia

COSTURANDO 23 DE AGOSTO

“Dum amor que sempre nutriu meus devaneios” Jô Tauil ________________________ Nasceu em mim uma saudade sem igual, Feita de sonhos, de ternuras e anseios, De um querer tão profundo e tão fatal. Amei-te além dos limites da razão, Como quem ama a luz depois da noite, Guardando o teu nome dentro do coração, Como uma prece que jamais se foi. Foste o perfume oculto dos meus dias, A doce sombra que me acompanhava, E em minhas noites, cheias de agonias, Era por ti que a minha alma sonhava. Se amar é padecer, bendita a dor, Que me fez conhecer tamanha beleza, Pois mesmo em pranto, descobri o amor, Vestido de saudade e de pureza. E quando a vida apagar meus devaneios, Restará teu olhar dentro de mim, Como uma estrela entre os meus anseios, Brilhando eternamente até o fim. Marilândia

COSTURANDO 22 DE AGOSTO

“Em nossas argúcias tão sutis de finas réplicas” Jô Tauil _____________________ Onde o amor se esconde em véus de fantasias… Somos dois astros perdidos entre névoas bíblicas, Buscando no silêncio a antiga melodia. Teu olhar, feito lâmina de estrelas, Fere-me a alma e a deixa florescida, E eu sigo pelas noites, sempre belas, A procurar-te no mistério da vida. Há entre nós uma paixão sem nome, Que o tempo não consome nem desmente, Um fogo que em segredo nos consome, E faz do instante um sonho eternamente. Se és meu pecado, eu quero a penitência, Se és meu destino, aceito a minha sorte, Pois há no amor uma estranha incoerência: Viver de amor é desafiar a morte. E quando a noite enfim nos fizer silêncio, Hei de guardar teu beijo, ainda quente, Como quem guarda, em último presságio, A luz de um amor que vive e_ternamente. Marilândia

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

COSTURANDO 17 DE AGOSTO

“Lindas canções banhadas de lua cheia” Jô Tauil _____________________ Que a noite derrama em meu coração, São versos de estrelas pela alameda, Suspensos nas asas de uma emoção. E a brisa, beijando a flor adormecida, Desperta segredos que o silêncio esconde, Enquanto a saudade, de amor vestida, Vai procurando por ti não sei onde. Há sonhos perdidos na luz prateada, Há lágrimas doces no olhar que te espera, E uma ternura, jamais confessada, Que em meu peito floresce como primavera. Se a lua pudesse ouvir minha oração, Diria teu nome entre os astros distantes, E guardaria, em sua imensa amplidão, Os nossos desejos, tão frágeis, errantes. Mas quando a madrugada apagar a estrela, Ficará no meu peito a noite inteira, A doce lembrança de ter sido bela A vida que sonhei contigo, faceira. Marilândia

COSURANDO 16 AGOSTO

“Viver dessa irrealidade tão real infinitamente…” Jô Tauil ____________________ Onde o sonho se confunde à luz do pensamento, E o coração, perdido, inventa o seu momento, Para abraçar o im_possivel docemente. Viver do que não existe e, ainda assim, sentir, Como se a própria alma soubesse onde pousar, Como se o amor tivesse asas para partir E, mesmo tão distante, nunca deixasse de ficar. Há mundos que florescem dentro de um olhar, Há beijos que acontecem sem jamais tocar, E há saudades que sabem o caminho de voltar, Quando a noite se veste de estrelas e luar. Eu vivo desse sonho que ninguém compreende, Dessa chama in_visível que o tempo não apaga, Dessa esperança que, quanto mais se perde, Mais profundamente no meu peito se entranha. E se a realidade é apenas uma quimera, Que importa? Meu coração não quer saber: Prefere a doce ilusão que a alma espera À fria solidão de simplesmente viver. Marilândia