domingo, 13 de setembro de 2026

COSTURANDO DIA 13 SETEMBRO

"Brotará de rochedo num feliz renascimento." Jô Tauil ___________________________________ Como a flor que desafia a pedra e o tempo, E há de trazer nos olhos um clarão, De quem venceu a noite e o sofrimento. Nas veias correrá um novo sentimento, Feito de auroras, sonhos e paixão, E o coração, liberto do tormento, Há de cantar, sem medo, a redenção. Do pó das ilusões nascerá beleza, E onde houve pranto haverá primavera, Vestindo de esperança a alma indefesa. Talvez o amor, que nunca desespera, Desate os nós secretos da tristeza E faça e_terno o instante em que se espera. Então, no azul profundo do in_finito, Minh'alma há de encontrar seu paraíso, E ouvir, além do mundo, um doce grito: “Amar é renascer do próprio abismo, É transformar em luz todo o imprevisto, E fazer do coração um novo lirismo.” Marilândia

sábado, 12 de setembro de 2026

PARA RUFINA

Minha querida amiga, Neste dia da missa de sétimo dia do amado Romel, quero estar junto de você em pensamento e oração, abraçando seu coração com todo o meu carinho. Sei que nenhuma palavra é capaz de preencher o vazio deixado por uma pessoa tão querida. Mas o amor que vocês compartilharam permanece vivo, guardado para sempre nas lembranças, nos gestos, nos momentos vividos e em tudo aquilo que ele deixou de bonito na vida de vocês. Que Deus, em Sua infinita misericórdia, receba seu irmão em Seus braços e conceda a ele a paz eterna. E que dê a você e à sua família força, serenidade e conforto para atravessar esta saudade tão dolorosa. Hoje, mais do que nunca, que a fé seja um amparo e que as boas lembranças sejam uma doce presença. Receba meu abraço muito carinhoso e minhas orações. Estou com você, de coração.

COSTURANDO 12 DE SETEMBRO

“Os véus dos templos, por fim, me acariciam…” Jô Tauil ______________________ E escondem meu pecado sob a oração, Enquanto as velas, trêmulas, alumiam Os restos vivos deste coração. Venho de amores, lágrimas e ausências, De noites onde morri sem morrer, Trazendo nas mãos todas as carências De quem nasceu para perder. Ajoelho-me diante do mistério, Mas Deus conhece a fome do meu ser: Há um desejo ardendo em meu silêncio, Que nem os céus conseguem esconder. Teu nome sobe junto ao incenso lento, E cai sobre mim como uma maldição, Pois quanto mais te esqueço no pensamento, Mais te eternizo dentro da paixão. E quando os sinos choram no in_finito Meu peito inteiro aprende a sucumbir: Amo-te ainda — e este amor bendito É a cruz que escolhi para existir. Marilândia

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

COSTURANDO 11 DE SETEMBRO

"Saltarei no escuro, sem olhar para trás!" Jô Tauil ______________________________ Que importa o abismo, se a alma quer voar? Levo nos olhos a febre dos sonhos, E no peito um desejo im_possível de calar. Deixo no caminho as sombras de outrora, Os beijos perdidos, a antiga ilusão; Que a noite me cubra, que o mundo se esconda, Se é livre o destino que escolhe o coração. Não quero certezas, nem mapas, nem portos, Quero o arrepio de quem vai partir; Quero a vertigem dos grandes mistérios, E a doce loucura de ainda existir. Se houver tempestades, que venham sem medo, Se houver solidão, que me encontre a sonhar, Pois há uma estrela escondida no escuro Que só se revela a quem ousa saltar. E quando a madrugada beijar minha face, Talvez eu compreenda, entre lágrimas e flores: Que a vida é mais bela quando a alma se lança, Sem medo do abismo, nem medo dos amores. Marilândia

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

COSTURANDO 9 DE SETEMBRO

Para quem já é um poema! Que importa a rima, a métrica, a palavra? Se a alma traz no peito uma maré Que em cada gesto se derrama e lavra? Para quem já é um poema, Não há beleza que se possa inventar; Há nos seus olhos um segredo extremo, Que até o silêncio aprende a contemplar. É feita de luar e de ternura, De sonhos que ninguém consegue ver, E traz na voz uma estranha doçura, Daquelas que nos fazem renascer. Para quem já é um poema, O amor não chega — simplesmente fica; É chama que no coração se acende, É rosa que jamais se torna antiga. E se algum dia a vida, distraída, Quiser roubar-lhe a luz e a fantasia, Que saiba: há uma alma agradecida Por ter encontrado nela a poesia. Porque há pessoas que o destino escreve Com tinta feita de estrelas e emoção; E a quem já traz a poesia em si, Só resta entregar-lhe o coração. marilândia

terça-feira, 8 de setembro de 2026

5 de setembro

“Só nas minhas mãos não trouxe nada!” Jô Tauil ______________________ Trouxe no peito um mundo de ilusões, E uma saudade, em lágrimas banhada, A percorrer silêncios e canções. Trouxe o perfume de uma madrugada, E o fogo adormecido das paixões, Trouxe uma estrela em mim já apagada, E a sombra triste de antigas emoções. Deixei na estrada os sonhos que sonhava, As flores que colhi pelo caminho, E o beijo que jamais me encontrou. Só minha alma, cansada, ainda guardava Um resto de esperança, tão sozinho, Do amor que o próprio tempo sepultou. E quando a noite me beijou a face, Pedi-lhe apenas paz para o meu ser; Que o último desejo se calasse, E a dor aprendesse enfim a morrer. Mas fui embora… sem levar você. E descobri: era tudo o que eu queria ter. Marilândia

7 de setembro

“Cessando o inverno da minha metade” Jô Tauil _______________________ Veio a primavera beijar-me devagar, E eu, perdida em tanta saudade, Aprendi novamente a esperar. Havia sombras dormindo em meu peito, E lágrimas presas na solidão, Mas o amor, com seu jeito imperfeito, Trouxe flores à minha escuridão. Dei ao tempo as dores que guardei, Como quem entrega cinzas ao mar, E das ruínas que tanto chorei Nasceu um novo jeito de amar. Já não procuro o que foi perdido, Nem imploro ao passado um perdão, Pois todo sonho que foi ferido Também deixou luz no coração. Cessando o inverno, renasço inteira, Metade mulher, metade poesia, E descubro que a alma verdadeira Faz da própria noite o nascer do dia. Marilândia