quinta-feira, 17 de setembro de 2026

16 SETEMBRO COSTURANDO

“Num lírico repertório de dias oníricos.” Jô Tauil ________________________ Colhi da aurora os beijos mais sutis, E entre suspiros doces e melancólicos, Busquei no céu a sombra dos teus olhos febris. Vesti de estrelas meus sonhos perdidos, E fiz do luar meu manto de ilusão, Enquanto os desejos, jamais esquecidos, Ardiam em silêncio dentro do coração. Fui peregrina de estradas sem destino, Levando a saudade como eterna companheira, E em cada crepúsculo, num gesto divino, Procurei teu vulto pela noite inteira. Ah! Se o amor pudesse vencer a distância, Se o tempo devolvesse o que levou, Eu faria da vida uma e_terna infância, Onde o teu beijo jamais terminasse em dor. Mas sigo, entre quimeras e des_enganos, Com tua ausência cravada em meu peito, E se amar-te foi meu maior dos enganos, Foi também meu único sonho perfeito. E quando a noite apagar meus caminhos, E o silêncio vier me beijar sem piedade, Levarei teus olhos entre os meus desalentos — Como quem morre de amor… e chama isso de eternidade. Marilândia

17 DE SETEMBRO COSTURANDO

"E mesmo longe, ouvirás o meu chamado" Jô Tauil __________________________________ Como um eco perdido pela noite, Levando o meu desejo apaixonado Nas asas de um silêncio que açoite. E hás de sentir, no peito adormecido, A voz que um dia em ti se fez morada, Um doce amor, jamais compreendido, Que a distância não torna em coisa acabada. Se o tempo nos separar os caminhos, E outros céus se abrirem sobre nós, Hão de guardar os sonhos, tão sozinhos, A lembrança secreta da minha voz. E quando a noite descer mansamente, Talvez meu nome aflore em tua boca, Como uma prece antiga e tão ardente Que até a alma, ao ouvi-la, se comova. Porque há amores que não têm partida, Nem sabem onde começa o infinito; São lágrimas e estrelas pela vida, E um coração chamando outro no silêncio. Marilândia

terça-feira, 15 de setembro de 2026

15 de setembro

"Valeu por todas as espadas impunhadas" Jô Tauil ___________________________________ Que em meu nome enfrentaram o destino, Por cada mão nas noites desoladas, Que me apontou a luz de um novo caminho. Valeu por cada lágrima escondida, Por cada gesto mudo de ternura, Por teres defendido a minha vida Quando a esperança se fez tão pura. Valeu por não deixares que a tristeza Fizesse do meu peito um chão vazio, E por cobrires minha fragilidade Com o manto ardente do teu desafio. Sei que o amor também se faz batalha, Que há flores que florescem entre espinhos, E que um'alma, quando ama, nunca falha Se encontra outra alma em seus caminhos. Por isso, guarda em ti minha lembrança: Valeu por tudo — e vale pela esperança. Marilândia

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

COSTURANDO POESIA 14 SETEMBRO

"Maravilhosamente em ti existe e sobra!" Jô Tauil _________________________________________ Tudo o que em meu peito sonha e se derrama, Qual doce fulgor que a minh’alma cobra, E um infinito ardor que em silêncio chama. Há em teu olhar a luz de uma alvorada, Que me envolve em ternuras tão secretas, E em tua voz, tão suavemente amada, Moram canções de estrelas in_quietas. És o mistério que jamais desvendo, A flor mais rara que encontrei na vida, O sonho eterno que sigo querendo, A doce imagem em minh'alma escondida. Se amar-te é perder-me, eu me abandono, Pois em teu ser encontro o meu destino, E até na dor encontro o mesmo trono, Onde o amor se faz e_terno e divino. Maravilhosamente em ti me encontro, Como quem chega ao fim de uma jornada, E, ao te encontrar, descubro o meu encanto: Ser tua luz, tua estrela apaixonada. Marilândia

domingo, 13 de setembro de 2026

COSTURANDO DIA 13 SETEMBRO

"Brotará de rochedo num feliz renascimento." Jô Tauil ___________________________________ Como a flor que desafia a pedra e o tempo, E há de trazer nos olhos um clarão, De quem venceu a noite e o sofrimento. Nas veias correrá um novo sentimento, Feito de auroras, sonhos e paixão, E o coração, liberto do tormento, Há de cantar, sem medo, a redenção. Do pó das ilusões nascerá beleza, E onde houve pranto haverá primavera, Vestindo de esperança a alma indefesa. Talvez o amor, que nunca desespera, Desate os nós secretos da tristeza E faça e_terno o instante em que se espera. Então, no azul profundo do in_finito, Minh'alma há de encontrar seu paraíso, E ouvir, além do mundo, um doce grito: “Amar é renascer do próprio abismo, É transformar em luz todo o imprevisto, E fazer do coração um novo lirismo.” Marilândia

sábado, 12 de setembro de 2026

PARA RUFINA

Minha querida amiga, Neste dia da missa de sétimo dia do amado Romel, quero estar junto de você em pensamento e oração, abraçando seu coração com todo o meu carinho. Sei que nenhuma palavra é capaz de preencher o vazio deixado por uma pessoa tão querida. Mas o amor que vocês compartilharam permanece vivo, guardado para sempre nas lembranças, nos gestos, nos momentos vividos e em tudo aquilo que ele deixou de bonito na vida de vocês. Que Deus, em Sua infinita misericórdia, receba seu irmão em Seus braços e conceda a ele a paz eterna. E que dê a você e à sua família força, serenidade e conforto para atravessar esta saudade tão dolorosa. Hoje, mais do que nunca, que a fé seja um amparo e que as boas lembranças sejam uma doce presença. Receba meu abraço muito carinhoso e minhas orações. Estou com você, de coração.

COSTURANDO 12 DE SETEMBRO

“Os véus dos templos, por fim, me acariciam…” Jô Tauil ______________________ E escondem meu pecado sob a oração, Enquanto as velas, trêmulas, alumiam Os restos vivos deste coração. Venho de amores, lágrimas e ausências, De noites onde morri sem morrer, Trazendo nas mãos todas as carências De quem nasceu para perder. Ajoelho-me diante do mistério, Mas Deus conhece a fome do meu ser: Há um desejo ardendo em meu silêncio, Que nem os céus conseguem esconder. Teu nome sobe junto ao incenso lento, E cai sobre mim como uma maldição, Pois quanto mais te esqueço no pensamento, Mais te eternizo dentro da paixão. E quando os sinos choram no in_finito Meu peito inteiro aprende a sucumbir: Amo-te ainda — e este amor bendito É a cruz que escolhi para existir. Marilândia