COSTURANDO 13 DE JULHO
Jô Tauil _____________________ Para um jardim que o tempo não desfolha, Onde a saudade perde a sua mão, E a dor, enfim, em doce luz se banha. Trago no peito um céu de despedidas, E um mar de sonhos que não naufragou… As esperanças, tantas vezes feridas, São aves que o infinito libertou. Se a noite veste o mundo de tristeza, Acendo estrelas com o meu sofrer; Pois cada lágrima, em sua delicadeza, É uma semente oculta do viver. Não temo o fim, mas a beleza ausente De um coração que nunca soube amar… Prefiro a chama breve e transparente Ao gelo eterno de não se entregar. Quando eu partir, que o vento me conduza À paz que sempre procurei alcançar, Pois toda alma que o Amor eterniza Nasce outra vez… apenas para amar. Marilândia
