domingo, 11 de outubro de 2026

COSTURANDO DIA 11 OUTUBRO

"Mesmo sem voar, viverei do meu simples prazer de poetar" Jô Tauil ____________________________________ Tecendo sonhos de seda à luz do luar, E, nas noites sem fim, quando a dor me chamar, Farei dos meus versos as asas para amar. Sou feita de anseios, de bruma e de flor, De espinhos ocultos no peito em ardor, E trago na alma, em febril agonia, Um mar de saudades, um sol de poesia. Se a vida me nega os caminhos do céu, Escrevo no vento meu íntimo anelo, E beijo as estrelas com lábios de mel, Enquanto me perco no azul do infinito. Não quero riquezas, nem glórias, nem fama, Basta-me a chama que em mim se derrama, O verso que nasce de um sonho desfeito, E morre de amor no silêncio do peito. Outrossim, quando meus olhos se fecharem, cansados, Deixarei meus poemas, em sonho guardados, Pois mesmo sem asas, sem rumo ou lugar, Serei sempre e_terna na arte de amar! Marilândia

sábado, 10 de outubro de 2026

10 DE OUTUBRO

“Porque fiz de ti meu anjo para todas as vidas!” Jô Tauil ________________________ Meu sonho mais ardente, minha prece mais sentida, A chama que ilumina as noites mais perdidas, O beijo que me salva das dores desta vida. Fizeste do meu peito um templo de paixão, Onde ardem mil desejos em febril agonia, E trago o teu amor, cravado ao coração, Como quem traz no sangue a própria poesia. Se o tempo nos roubar a juventude em flor, Se a morte abrir seus braços de silêncio e frio, Hei de encontrar-te além do último estertor, Na eternidade imensa do meu peito vazio. Porque és o meu delírio, a minha febre, a cruz, O doce precipício em que me perco e ardo, A estrela que me fere e, ao ferir, me conduz, Ao céu onde te espero, sem temor nem resguardo. E se outras vidas vierem, em mil formas de existir, Serei tua, ainda que o destino nos desfaça, Pois nem mesmo o infinito me fará desistir De amar-te além da morte, onde a própria morte passa! Marilândia

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

COSTURANDO 9 DE OUTUBRO

“Porque fiz de ti meu anjo para todas as vidas!” Jô Tauil ________________________ Meu sonho mais ardente, minha prece mais sentida, A chama que ilumina as noites mais perdidas, O beijo que me salva das dores desta vida. Fizeste do meu peito um templo de paixão, Onde ardem mil desejos em febril agonia, E trago o teu amor, cravado ao coração, Como quem traz no sangue a própria poesia. Se o tempo nos roubar a juventude em flor, Se a morte abrir seus braços de silêncio e frio, Hei de encontrar-te além do último estertor, Na eternidade imensa do meu peito vazio. Porque és o meu delírio, a minha febre, a cruz, O doce precipício em que me perco e ardo, A estrela que me fere e, ao ferir, me conduz, Ao céu onde te espero, sem temor nem resguardo. E se outras vidas vierem, em mil formas de existir, Serei tua, ainda que o destino nos desfaça, Pois nem mesmo o infinito me fará desistir De amar-te além da morte, onde a própria morte passa! Marilândia

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

COSTURANDO 8 DE OUTUBRO

"Mostrando dois corpos nus faiscando ao sol" Jô Tauil _______________________________ Como dois astros presos num mesmo arrebol, E a tarde, embevecida, adormecia em flor, Enquanto em nossa pele ardia o nosso amor. Teu olhar era chama, o meu, puro desejo, E o mundo se calava ao rumor de um beijo; Havia em cada toque uma doce vertigem, E em nossos corações, uma secreta origem. O céu parecia e_terno, azul e transparente, E o tempo, por nós dois, passava lentamente. Na luz dourada e quente daquela imensidão, Teu corpo era poesia, o meu, uma canção. Não havia passado, nem medo, nem depois, Somente o infinito acontecendo entre nós dois. E a tarde nos cobria com seu manto de luz, Como um sonho proibido que a saudade seduz. Se amar é ser incêndio, eu quis arder assim, Perder-me no teu peito e encontrar-me enfim. E quando a noite veio, em silêncio e arrebol, Ficou teu beijo em mim, eterno como um sol. Marilândia

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

7 de outubro COSTURANDO

"Não quero voltar! Eis a nossa plenitude!" Jô Tauil ____________________________________ No amor que nos consome, há doce eternidade, E em cada beijo teu, de ardente juventude, Floresce a minha alma em plena liberdade. Não quero outro caminho, nem outra direção, Se o teu olhar me chama e me envolve docemente. Quero perder-me inteira na tua imensidão, E ser, por um instante, o teu eterno presente. Que importa o que ficou nas margens do passado, Se o nosso amor renasce em cada madrugada? Teu corpo junto ao meu, num sonho apaixonado, É toda a minha vida, é tudo — e mais nada! Não quero despedidas, nem sombras de saudade, Quero o teu coração batendo junto ao meu, E que o tempo se curve à nossa intensidade, Como se o mundo inteiro pertencesse a nós dois. Se amar é naufragar, que eu naufrague contigo, Nas ondas desse amor que jamais conheceu fim. E, quando a noite vier, encontrarás abrigo No lugar onde o teu sonho começa dentro de mim. Marilândia

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

COSTURANDO POESIA 5 DE OUTUBRO

“Por tudo que sonhei e não concretizei” Jô Tauil ________________________ Por cada beijo que o destino me negou, Por todo o amor que em silêncio guardei, E por tudo aquilo que o tempo levou. Por cada primavera que esperei, E que em meu peito jamais floresceu, Por cada promessa que um dia sonhei, E que a noite, impiedosa, dissolveu. Há dentro de mim jardins abandonados, Onde ainda choram rosas de saudade, E amores que morreram inacabados Perfumam de tristeza a eternidade. Se a vida me devolvesse o que perdi, Eu nada pediria ao céu, senão O instante em que fui feliz junto de ti, Antes que o adeus ferisse o coração. Mas tudo passa, e o sonho também morre; Só fica a dor do que não aconteceu, E uma alma que, em vão, ainda percorre Os caminhos do amor que não viveu. Marilândia

domingo, 4 de outubro de 2026

COSTURANDO DIA 3 OUTUBRO

“Dessa arte que em nós transcende…” Jô Tauil _________________________ E faz do amor um verso sem fim, Há uma chama que jamais se rende, Mesmo quando o mundo diz que é o fim. Somos dois sonhos na mesma alvorada, Duas almas perdidas no mesmo luar, Uma promessa eternamente selada, Que nem o tempo consegue apagar. Há em teu beijo uma antiga poesia, Um doce mistério que me faz viver, E em teus olhos, a noite se alumia, Como se o céu aprendesse a te querer. Se amar-te é pecado, pecarei sem medo, Se é loucura, bendita loucura a minha, Pois guardo teu nome como um segredo, Na parte mais funda e mais minha. E quando a morte vier, silenciosa, Roubar-me os sonhos, a voz e a esperança, Ainda serás a palavra amorosa Que há de sobreviver à minha lembrança. Marilândia