sábado, 24 de outubro de 2026

COSTURANDO 24 DE OUTUBRO

Jô Tauil ____________________ Teu amor se derrama em meu peito, em doce melodia, E desperta os desejos que a minh’alma adormecia, Como um sonho divino que a própria eternidade tecia. És o verso mais belo que a vida me concedeu, A chama que arde no silêncio do que é meu, O beijo que os meus lábios jamais esquecerão, A prece que floresce nas noites de solidão. Há estrelas que morrem sem jamais se apagar, Há amores que nascem somente para eternizar, E há almas que se buscam por séculos sem fim, Como a flor que só desabrocha no jardim de um querubim. Se a morte nos separar, que seja apenas ilusão, Pois levo o teu nome gravado na mais íntima emoção, E mesmo que o uni_verso se desfaça em mil pedaços, Hei de reconhecer-te no in-_finito dos teus braços. Porque amar-te é viver para além de toda a dor, É fazer do pranto uma oferenda ao amor, É morrer mil vezes sem jamais te perder, E renascer em teus olhos para além dos sóis viver. Marilândia

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

COSTURANDO 23 DE OUTUBRO

“Fomos feitos para nunca deixar de existir…” Jô Tauil _______________________ Como estrelas que nem a morte pode apagar, Como almas que nasceram para se repetir, Em outras vidas, noutros céus, noutro luar. Fomos feitos da saudade e do in_finito, Da chama que nem mil invernos apagarão, Do beijo que se fez eternidade num grito, Do amor que fez morada em nosso coração. Há qualquer coisa em nós que não termina, Um laço que nem Deus ousou desatar, Uma febre sagrada, intensa e divina, Que faz do próprio abismo um lugar para amar. E se o tempo nos roubar a primavera, E a noite sepultar nosso último clarão, Meu amor, serei tua em qualquer era, Porque és a cristandade da minha paixão. Nem mesmo a morte há de vencer nosso destino, Nem o silêncio há de calar nossa verdade; Há de florescer amor no pó do desatino, E a saudade há de chamar-se divindade. Pois fomos feitos de um amor que não tem fim, De um sonho que nem o céu pode conter; Se o universo inteiro morrer dentro de mim, Ainda assim, meu amor, hei de em ti viver! Marilândia

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

22 OUTUBRO COSTURANDO

Jô Tauil ___________________________ Tracei com beijos a rota do in_finito E em cada estrela um sonho meu nasceu, Como um segredo eternamente escrito. Busquei-te além das sombras do destino, Nas solidões que a própria alma encerra, E ouvi teu nome em cântico divino, Na voz do vento que suspira à terra. Fiz dos teus olhos pátria e firmamento, Dos teus abraços, meu sagrado altar, E das saudades, asas para o vento. Amei-te além da vida e do luar, Como quem guarda o último lamento De um coração que nasceu para amar. E se algum dia o tempo nos dispersa, Hei de buscar-te em outra eternidade, Pois nossa história, em lágrimas imersa, Há de florir nas mãos da imensidade! Que o amor é a alma que jamais se acaba, Mesmo quando a morte a vida desaba... Marilândia

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

COSTURANDO DIA 21 DE OUTUBRO

"E algum dia, encontrarei o meu lugar no mundo" Jô Tauil __________________________ Onde a alma repouse da angústia e do pranto, Onde o amor seja e_terno, profundo, E a vida me cubra de luz e encanto. Talvez numa estrela, num sonho fecundo, Ou num peito que acolha meu triste quebranto, Num beijo que afaste o silêncio profundo, Num abraço que enxugue as lágrimas que canto. Cansei de ser brisa que ninguém sente, De amar com loucura, sofrer docemente, De dar-me inteira sem nada exigir! Quero um jardim onde floresça a ternura, Um amor que me vista de eterna ventura, E uns braços que nunca me deixam partir! Não peço riquezas, nem glória, nem fama, Só quero encontrar quem reconheça esta chama, Que arde em meu peito, rebelde e febril! Quero ser porto, ser paz, ser abrigo, Ter alguém que descubra o in_finito comigo, E faça da vida um poema gentil! E quando o destino me abrir seus caminhos, Já não sentirei o abandono dos ninhos, Nem serei esta sombra que a noite consome, Pois há de chegar meu instante sagrado, Em que o coração, de amor renovado, Encontre na esfera o lugar que tem nome! Marilãndia

terça-feira, 20 de outubro de 2026

COSTURANDO POESIA DIA 20

"Ecos das peças que as pedras guardaram..." Jô Tauil __________________________________ Fragmentos de sonhos, de amor e de dor, Segredos antigos que o tempo calaram, Vestígios sagrados de um louco fervor. Nas fendas da noite, meus olhos choraram, Por beijos perdidos num doce torpor, E as rosas, que outrora meu peito enfeitaram, Morreram de frio, saudade e temor. Sou feita de espinhos, de estrelas, de chama, De tudo que arde, que fere e que inflama, De um sonho impossível que insiste em viver! E trago no peito mil vozes cativas, Memórias de ausências, paixões tão vivas, Que nem mesmo a morte consegue vencer. Há pedras que escondem tesouros calados, Amores antigos, desejos guardados, Promessas que o vento jamais desfará! E eu, peregrina de um sonho sem fim, Recolho os ecos que vivem em mim, E beijo as ruínas do amor que virá! Pois sou tempestade, sou ânsia, sou flor, Sou verso perdido nas mãos do Senhor, E e_terna saudade que nunca se apaga! Sou alma que sangra, que sonha e que ama, Sou cinza que dorme, sou brasa que inflama, Sou esfinge onde o tempo gravou sua mágoa! Marilândia

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

COSTURANDO POESIA DIA 19 OUTUBRO

"Serei eterna guardiã do amor" Jô Tauil __________________________ Enquanto minh'alma perdida, em pálido idílio Cintila em serena esperança... Ó mundo,que nas azuis melancolias fenece... Dos emocionantes longes, numa espiral de anseios O Sol, no poente, com murmurejantes gorjeios Meus sonhos e desejos aquece... Vibram violinos e chorosos violões Em tais encantos e sagrados clarões... Sussurram cinzas que caem das chamas, Despertando os mistérios que surgem das flamas... E, nesse in_finito crepúsculo Enchendo um contorno maiúsculo , Sentimentos virginais dos meus sentidos Circulam sob divinos gemidos. Marilândia

domingo, 18 de outubro de 2026

COSTURANDO DIA 18 DE OUTUBRO

"Uma teia de esperança nervosa, mas preciosa!" Jô Tauil _______________________________ Tecida entre os meus sonhos e a saudade, Como a pétala que, trêmula e formosa, Desafia os vendavais da eternidade. Sou chama que se esconde, caprichosa, No altar onde soluça a mocidade; E guardo, em minha alma dolorosa, A sede de infinito e liberdade. Há um grito de amor na noite fria, Um beijo que não morre, embora ausente, Um resto de luar na alma vazia. E sigo, coração incandescente, Buscando a luz que outrora me sorria, Na febre de um querer tão persistente. Ah! Se a vida me nega o paraíso, Se o tempo desfaz tudo o que eu quis, Ainda trago o céu no teu sorriso, E a dor de te perder me faz feliz. Pois mesmo quando a esperança se consome, Meu coração te chama, em sonho, em prece, E ama-te além da vida e além do nome, Na chama que não morre nem esquece. Marilândia