terça-feira, 26 de maio de 2026

COSTURANDO DIA 26 DE MAIO

“Sob um céu de acasos os sonhos estão minados” Jô Tauil ___________________________________ Como jardins de névoa em noites sem clarão. Há lírios de esperança entre os muros quebrados e um silêncio de adeus sangrando na amplidão. As horas vão caindo em círios apagados, na catedral sem voz do meu pobre coração; e os astros, um a um, cansados e exilados, morrem dentro da sombra em lenta procissão. Mas ainda guardo, entre ruínas e cansaço, a febre de te amar — derradeiro pedaço de luz que não morreu na cinza do viver. Porque até no abandono, austero e desmedido, há um perfume cruel, triste e desconhecido, que ensina a alma ferida a continuar sofrer. Marilândia

segunda-feira, 25 de maio de 2026

COSTURANDO DIA 25 MAIO

“Do reino que minha serenata queria inaugurar” nasciam luas de cetim sobre o teu nome, e a noite, em véus de sombra e de luar, bebia o sal secreto dos meus sonhos. Havia lírios mortos em meu peito, e um perfume de adeus pelas varandas; teus olhos eram fonte e eram deserto, meus passos, aves trêmulas e brandas. Eu te esperei nas torres do silêncio, com rosas negras presas nos cabelos, enquanto o vento, em lúgubre cadência, despetalava estrelas pelos dedos. Amar-te foi um vinho dolorido, taça febril de febres e agonias; meu coração, palácio consumido, ardia em ouro, incenso e maresias. Mas tu passaste, sombra entre ciprestes, sem recolher meu canto adormecido; e eu fiquei — flor de névoa entre tempestes — viúva eterna de um amor não vivido.5

sábado, 23 de maio de 2026

COSTURANDO DIA 23 MAIO

“A esperança de encontrar-te num poema” Jô Tauil ____________________________________ E, Nas harpas celestiais que pelos céus murmuram O bem supremo de esquecer o mundo, Na reescrita de cada coisa já escrita nas entrelinhas das coisas... Eis que exausta de fadiga e de sonhos, Em momentos de grande tédio e singular saudade, Guardo um mistério que envilece e eleva. Assim, No fundo in_formulado de uma vida, Venho, transfigurada e mais formosa Apalpar as líricas rodas do existir. Marilândia

sexta-feira, 22 de maio de 2026

RECEITA PARA PELE

Ingredientes: 1colher de sopa de Bepantol® (pomada) colher de sopa de Hipoglós® 5 gotas de vitamina A (Arovit®, opcional) 5 gotas de vitamina E (tocoferol, opcional (opcional) Algumas gotas de óleo de améndoas doces ou óleo de rosa mosqueta Bepantol®

COSTURANDO DIA 22 MAIO

“Só tenho saudade do perfume intocável da juventude” Jô Tauil __________________________ Daquelas manhãs em flor, de luz bordadas, Quando a vida era reza e plenitude E as horas passavam lentas, perfumadas. Era eu rainha de um reino de ilusão, Coroada de sonhos e de brisa, Guardava em mim uma estranha canção Que o tempo apagou com tanta cinza. Onde foi parar aquela menina louca Que acreditava no amor como num Deus? Que esperava o impossível — boca a boca — E erguia os braços nus para os céus? Agora sou apenas esta sombra fria, Que carrega o peso de um adeus sem nome, Mas dentro ainda arde aquela nostalgia Que queima como brasa, que consome. E sei que não voltam — ó cruel destino! — As rosas que morreram no jardim… Mas choro ainda, com um pranto feminino, O que fui um dia e não sou mais que um folhetim. Marilândia

quinta-feira, 21 de maio de 2026

MENSAGEM PARA KELLY

..., queria falar com você com todo carinho porque vou precisar devolver a compra que fiz 🥺 Fiquei até sem graça de tocar nesse assunto, porque gosto muito de você, admiro demais seu trabalho e sou muito grata por toda atenção e carinho que você teve comigo. Espero de coração que você me entenda e não fique chateada comigo. Obrigada mesmo pela paciência e pela compreensão 💛

quarta-feira, 20 de maio de 2026

COSTURANDO DIA 19

“Guardiães de um futuro que não chegou para nós” Jô Tauil ___________________________ Velamos na penumbra o sonho que ficou, Como quem guarda em cofres a memória de uma voz Que prometeu chegar — e nunca mais voltou. Somos feitos de esperanças que o tempo devorou, De manhãs que acenaram com luz entre as estrelas, De portas que entreabriam e o vento as arrastou, E de amores que foram borboletas belas. Que valem os nossos braços abertos para o ar Se o ar que nos envolvia se foi sem me dizer? Que vale o nosso anseio ardente de amar Se o amor é apenas a saudade do ser? Somos todos guardiães do que nunca possuímos, Reis e rainhas de um castelo erguido sobre o nada, Das promessas solenes que um dia repetimos À lua — essa senhora tão bela e tão cansada. Carregamos nos olhos o peso do que esperamos Nos lábios, o silêncio de tudo o que calamos No peito, uma ferida tão funda que preferimos Chamar-lhe de saudade — e fingir que não choramos… Guardiães de um futuro — que bela ilusão! O futuro é unicamente uma chama que a própria mão apaga. Marilândia