COSTURANDO DOA 20
“Num indescritível e prazeroso verso” Jô Tauil _________________________ Guardei o que meus lábios não disseram, As ânsias que nos sonhos se perderam E o amor que se fez eterno e controverso. Sou feita de tormento e de universo, De noites que em silêncio me liquefizeram De mãos que me tocaram e partiram E de um querer profundo e submerso. Vivo à beira do abismo, desejosa, Com a alma nua, trêmula e saudosa, À espera de um amor que não chegou. Sou carne, sou pecado, souvontade, Sou toda a dor, sou toda a tempestade, Sou o grito de tudo que se calou. Marilândia

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