18 DE MAIO 2026
“O meu próprio valor é o que agora emano” Jô Tauil _________________________ Como um perfume antigo abrindo-se em segredo; Já não mendigo estrelas ao céu desumano, Nem beijo sombras frias por medo. Trago nas mãos a febre das rosas tardias, E um luar de veludo dormindo nos cabelos; Meus olhos são navios de melancolias Que atravessam o silêncio dos castelos. Fui lágrima perdida em jardins de abandono, Ave ferida à beira das noites sem fim; Mas hoje há ouro triste florindo no outono Das ilusões que morreram dentro de mim. Meu peito é uma harpa de soluços profundos, Que o vento da saudade aprende a dedilhar; E os astros, escutando meus íntimos mundos, Curvam-se lentamente ao meu sonhar. Já não peço ao amor promessas impossíveis, Nem coroas de névoa, nem jardins irreais; Sou chama acesa entre ruínas sensíveis, Pois quem é luz em si, nem sombra pode apagar Marilândia

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