11 de abril
Jô Tauil ______________________ Eu rasgo o véu do tempo com as mãos nuas, E bebo o mel amargo das luas Num êxtase que dói, profundo e denso. Sou feita de desejo e de silêncio, De noites que se abrem como grutas, De rosas que florescem entre lutas, De um amor que arde e nunca recompensa. Que importa o que me fere ou que me mata? A vida é este fogo que me trata Como brasa que queima e que fascina. Quero tudo — o céu, o mar, o vento! Quero ser o mais alto pensamento Que uma alma apaixonada imagina. Sou a Senhora do meu próprio pranto, Rainha coroada de saudade, Que chora em verso a sua imensidade E transforma a dor num acalanto… Dessarte, a morte, quando vier, será meu canto. Marilândia

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