domingo, 17 de maio de 2026

18 DE ABRIL

Jô Tauil _______________________ Eis que sou feita de sopro e de ardor, de mãos que tremem, lágrimas que miram o abismo fundo de um antigo amor. Não me esculpas em mármore frio, não me faças estátua nem altar — sou água viva, correnteza, rio, que não se pode prender nem refrear. Fui feita para o pranto e para a glória, para amar em excesso e em perdição, não para ser apenas uma história gravada em pedra sem palpitação. Os monumentos calam, eu proclamo! Os monumentos ficam, eu me vou — mas levo no peito aquele mesmo ramo de paixão louca que me traçou. Prefiro a chama breve ao eterno gelo, prefiro o voo ao mármore parado. Que me enterrem no vento — mais belo morrer amando do que ter eternizado. Marilândia

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