18 DE MAIO 2026 COSTURANDO
“De tão doce fragrância revelada” Jô Tauil _________________________ Minha alma desperta, ferida e nua, como rosa que sangra sob a lua e se oferece ao vento — abandonada. Sou a noite que em si mesma se enleia, o perfume que fica quando a flor se vai, o eco de um amor que nunca cai mas vive na saudade que nos enfeia. Que delírio me envolve e me seduz? Que veneno tão doce me consome? Bendito o ser que sofre e que se consome na chama que é ao mesmo tempo cruz. Eu sou feita de anseios e de névoa, de beijos que jamais tocaram boca, de uma ternura louca que provoca o pranto — e ainda assim não me alivia. Mas há em mim, senhora desta dor, uma beleza torpe e soberana: a de saber que toda chaga humana é pétala caída de uma flor. Marilândia

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