15 DE ABRIL
Jô Tauil ___________________________ Rego teus silêncios com ternura, e planto em cada ausência uma canção que nasce da saudade mais pura. Mesmo que o sonho sangre em vão, e a noite vista luto na janela, há um luar que insiste, na contramão, em beijar minha dor tão singela. Trago nos olhos um pranto calado, feito de estrelas que não mais brilham, mas no meu peito, ainda encantado, teus passos na memória cintilam. Ah, se esse amor é sombra e desalento, por que floresce em mim como destino? Por que resiste ao tempo e ao vento, feito um suspiro divino? Mesmo que tudo se perca na ilusão, e o mundo negue esse sentir profundo, hei de guardar, na palma da mão, teu nome — eterno — além deste mundo. Marilândia

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