domingo, 17 de maio de 2026

13 de abril

________________________ Com dias feitos só de luz e ardor, Onde cada hora seja um oratório Que entoe, grave, o hino do nosso amor. Não me importam as leis do mundo vário, Nem os relógios frios sem calor — O tempo é teu sorriso solitário, É a tua mão que afasta a minha dor. Janeiro nasce quando me abraças, E o verão floresce nas tuas graças, Mesmo quando setembro traz a chuva. Ah! que me importa o mundo lá de fora, Se em ti encontro a lua, o sol, a aurora, E tudo quanto a vida nos renova? Os meses são suspiros que se perdem, As semanas são véus que nos cercam, Mas os instantes teus jamais se escondem — São chamas que em mim sempre recomeçam. Meu amor, sejas tu o meu alento, O único e eterno cronista silencioso da vida que sinto. Marilândia

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