domingo, 7 de março de 2010

LABIRINTOS







LABIRINTOS

Afinal de contas quem sou eu?
Correndo na contra-mão da vida,
Nos labirintos do destino perdida,
Vago, inquieta, portando desilusões.

Desatinado coração,
Embriagada solidão,
Fieis companhias.

Entre desencontrados sentimentos vagueio
Na imensidão de minh’alma.

Sorvo amargura na transbordante taça do fel.
Desenterro perdidas esperanças,
Amordaçados segredos no âmago ocultos.

Indizíveis emoções acariciam-me,
Escancarando portais pelo tempo aprisionados.
Lentamente, reconstruo os passos meus.

-Em densos labirintos embrenho, aguardando meu reencontro-




“Meu doido coração aonde vais,
No teu imenso anseio de liberdade?
Toma cautela com a realidade...”

FLORBELA ESPANCA

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2 Comentários:

Às 8 de março de 2010 02:31 , Blogger Graça Tristão disse...

POETISA DE VERSOS ENCANTADORES...
PARABÉNS "MULHER"!!!
PAZ E LUZ
BJCAS
GRAÇA

 
Às 8 de março de 2010 20:46 , Blogger Alberto Afonso disse...

A necessidade de reconstruir os passos constrói versos, tristes é verdade, mas de uma tristeza que encanta e inspira...
É sempre bom ler-te, ainda que a madrugada seja a única companheira...

 

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