8 DE ABRIL
Jô Tauil ____________________________ Leva-os mudos no seu manto frio, Como leva o Outono seus segredos Nas folhas mortas pelo largo rio. Eu quis saber o que há do outro lado, Perguntei ao silêncio, à noite escura, Mas o silêncio estava selado Com o lacre da eterna sepultura. Os mortos não falam, não respondem, Guardam tudo com ciúme e com rigor, As verdades que os vivos não compreendem Ficam presas no cofre da dor. Ah, quem me dera ter a chave certa Para abrir o que a morte foi guardar! Mas a porta da morte nunca é aberta A quem ainda tem sonhos a sonhar. E assim vivemos, cegos e perdidos, Buscando no ar respostas que não vêm, Nós, os vivos, somos os esquecidos Da única verdade que nos contém. Marilândia

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