23 DE ABRIL
“E meu mundo se repõe em suas claves” Jô Tauil _________________________ Em acordes que o tempo não desfaz, Que me prendem às horas mais suaves E me deixam, ao mesmo tempo, em paz. Há em mim uma chama que não cede, Um desejo que a noite não apaga, Uma sede de amor que nunca sede, Uma dor que me mata e que me afaga. Sou mulher e sou vento e sou tormenta, Sou o grito que nasce em pleno silêncio, Sou a alma que sofre e que se inventa E se perde no abismo mais intenso. Quero tudo — o impossível e o efêmero, O beijo que ninguém jamais me deu, Quero ser o infinito e o que é primeiro, Quero ser mais do que este corpo meu. Mas a vida me dá apenas palavras, Versos frios que o vento vai levar — E minha alma, entre âncoras e máscaras , Aprende a amar sem nunca se salvar Marilândia

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