domingo, 17 de maio de 2026

6 DE ABRIL

Jô Tauil _____________________________ Palpita ainda, feroz, nas minhas veias, Como o mar que não descansa entre as areias, Rugindo tudo aquilo que perdeu. Não há silêncio que me redimiu Das tuas mãos, dos teus olhos, das ceias Em que o mundo cabia — e eram tão cheias De ti, de mim, de tudo que se reprimiu. Chamo por ti nas noites mais sombrias, E o teu nome estoura em agonias Pelo quarto vazio onde me perco. Que importa o tempo? O coração ainda bate. Que importa a dor? O amor sempre rebate Arde mais fundo quanto mais o algemo. Marilândia

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