10 de abril
É rasgar a alma em pedaços de saudade, É perder o único e frágil abrigo Que me restava nessa imensidade. É calar a voz que em mim ainda ecoa, É apagar a luz que o teu olhar acendia, É ver a noite fria que me devora Engolir o sol que em mim ardia. É morrer duas vezes — uma por dentro, Outra no silêncio atroz que fica, É perder o norte, o sul, o centro, E a rosa em flor que o coração multiplica. Sou mulher de dor e de tormenta, Feita de anseios que ninguém entende, E esta paixão que queima e que atorrnenta É o único fio que me prende. Acabar comigo é ser cinza e vento, É ser noite eterna sem alvorada — Prefiro este amor cheio de tormento A uma vida longa, mas despedaçada. Marilândia

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