domingo, 17 de maio de 2026

31 DE MARÇO

___________________________ Os gritos que ninguém jamais ouviu — Sepultos dentro d’alma, tortuosos, Num labirinto escuro que brandiu. Que noite esta que dentro de mim mora, Que foge quando a mão a quer tocar! Sou eu a tempestade e sou a aurora, Sou o barco perdido a naufragar. Que ânsia esta de ser tudo e não ser nada, De arder num fogo eterno, consumida, De ter a alma inteira estraçalhada E ainda assim chamar a isto — vida! Amei! Sofri! Vivi com tal furor Que o próprio Deus se espantou de mim — Bebi a taça toda, até a dor, Até o fel amargo, até o fim. E aqui estou — sozinha, mas rainha! Dos reinos que inventei para existir. Minha a saudade imensa qual uma ladainha! Meu o silêncio profundo de preexistir! Marilândia

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