25 DE JANEIRO 2026
“Diluo-me em pó por exaustivos cantinhos” Jô Tauil __________________________ Esfarelo-me em cinza, em névoa, em nada… Sou sombra que se arrasta nos caminhos, Alma de luto, de silêncio, enlutada. Desfaço-me em suspiros e em espinhos, Nas horas mortas, de tristeza inundada, Sou vento que se perde nos caminhos Das nuvens sem destino, desolada. Esvazio-me de mim, gota a gota, Como vela que a chama lhe consome, Sou eco que no vácuo se rebenta, E que no próprio pranto esvai-se qual bancarrota. Perco-me inteira, sem que nada me some, Sou dor que arde, que sangra e que lamenta, Desfaleço em pedaços, morta e rota, Centelha que no escuro se afugenta. E assim vou sendo menos, sendo ausência, Até que reste apenas a lembrança De quem fui antes desta transparência. Marilândia

0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial