sexta-feira, 15 de maio de 2026

COSTURANDO 16 DE FEVEREIRO

ô Tauil _________________________ Eis que Os teus olhos ainda guardam o brilho que perdi, Que o silêncio entre nós não se tornou frio e sombrio, Que ainda existe um nós no que restou de ti e de mim. Fingirei que não vejo as ruínas do que construímos, Que cada palavra tua não me corta como lâmina afiada, Que o teu partir não deixou em mim apenas destroços, Que ainda pulsa viva a chama que julgava apagada. Mentirei aos meus olhos para não verem a verdade, Direi ao coração que volte a crer no teu regresso, Vestirei de ilusão esta dor que me consome inteira, Para não sentir o peso deste amor que é meu apreço… E fingirei sorrir quando pronuncias outro nome, Que não sangra esta alma ao ver-te nos braços alheios, Que posso respirar sem que o ar me falte aos pulmões, Que não morro por dentro nestes desertos e anseios. Mas sei que o fingimento é só veneno disfarçado, Que prolonga a agonia do que já deveria morrer, Que o amor que ruiu jamais se ergue do seu escombro, E que esta mentira piedosa me impede de renascer. Marilândia

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