sexta-feira, 15 de maio de 2026

COSTURANDO 27 DE FEVEREIRO

Jò Tauil _________________________ Guardo nos olhos toda a luz perdida, Como se a alma, de si mesma difusa, Fosse uma chama a cada instante garrida. Sou a mulher que o vento não trucida, Que bebe o mar e morre ressurgida… Princesa triste, louca, ilusionista, De amor que nunca teve despedida. Há pétalas que caem sem ter nome, Há beijos que o silêncio não consome, Há noites que a saudade não redime. E eu, que de sonhos vivo do que é sublime. Busco no ar algum perdido perfume De tudo aquilo que jamais se exprime. Florei em vão num jardim sem outono, Amei demais o que não teve abandono. Fui rainha de um reino sem trono, Mendiga de carinho e de afeto. Agora resta apenas este pranto — Ser toda a dor e ainda assim ser encanto. Marilândia

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