sexta-feira, 15 de maio de 2026

COSTURANDO 18 DE FEVEREIRO

Jô Tauil _____________________________ E o sonho que eu guardava já não tem calor, Vivo a mendigar um beijo ou um grito, Qualquer coisa que me lembre que há amor. Rasguei de mim o véu de ilusão que eu vesti, E fiquei nua, à mercê do vento e da dor, Já não sei quem sou, já não sei o que perdi, Sei apenas que a saudade é a minha cor. Fui rainha de um reino que nunca existiu, Princesa de um conto que ninguém escreveu, Toda a glória que prometi em mim morreu. E o mundo que eu amei em cinzas se partiu, Ficou só esta noite imensa que me absorveu E este coração que sofre e que é meu. Ah, mas quem me dera ainda poder crer Que há um verso de luz no fim de tanto escuro, Que o amor que me fugiu pode voltar a ser, Que não é tarde demais e que o amanhã não é impuro.​​​​​​​​​​​​​​​​ Marilândia

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