COSTURANDO POESIA JANEIRO 2026
_________________________ Que me acorrenta às sombras do teu olhar profundo… És tu o veneno doce que me hipnotiza, A chama negra que me consome neste mundo. Trago na alma as marcas do teu domínio obscuro, Como estigmas de um amor que é maldição e prece, Navego em teu abismo sem encontrar um muro, E quanto mais me afundo, mais meu ser te oferece. Sou escrava voluntária desta paixão violenta, Que me devora inteira como fogueira insana, Minha vontade frágil ao teu poder se ausenta, E entrego-me toda a esta sina soberana. Que importa ser cativa se és tu meu carcereiro? Se tuas mãos de ferro são carícias cruéis? Prefiro este tormento ao destino rasteiro De quem nunca soubesse amar com tais cinzéis. Flui em minhas veias este sangue aprisionado, Lateja em meu peito escravo um coração rebelde, Sou tua, embora livre sonhasse ter sido, Mas que liberdade vale quando a alma se vende? Marilândia

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