domingo, 17 de maio de 2026

16 DE MAIO

Jô Tauil ________________________ A dor vestida de ilusão, Num beijo que guarda a verdade E que mente ao próprio coração? Fui rainha de um reino vazio, Senhora de um trono de areia, No meu peito ardia um fio De chama que o vento medeia. Amei com fúria e com delírio, Com a sede de quem perece, Cada abraço era um martírio Que a alma dobra e não esquece. Sou feita de noite e de anseio, De silêncios que ninguém lê, Carrego no fundo do seio Uma dor que só eu sei ver. E assim me perco e me encontro No espelho do que nunca fui — O amor que busco e que confronto É o mesmo que sempre fugi.​​​​​​​​​​​​​​​​ Marilândia

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