domingo, 17 de maio de 2026

25 DE ABRIL

_________________________ Dois destinos que o acaso uniu enfim. Que importa se o caminho foi torturado Se chegaste, por fim, até mim? Somos folhas que o outono desprendeu, Almas errantes, sedentas de amor, Cada um com o o peso que o vento reacendeu Confundindo com a dor e o fervor. Fui rainha de um reino que não existe, Tu, o rei de um sonho que morreu — E desta solidão profunda e triste Nasceu o que o silêncio nos concedeu. Ah, que importa perder-me se te encontro? Que importa o mar se há porto para ancorar? Todo o meu ser, que vive e que demonstro Só quer na tua voz se demorar. Levados pelo vento — que destino! Mas há um vento que nos faz chegar. Talvez o amor não seja mais divino Do que dois seres que pararam de voar. Marilândia

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