quinta-feira, 11 de junho de 2026

30 DE MAIO

“Vale ainda pelas mil espadas empunhadas” Jô Tauil ___________________________ Pelos sonhos que tombaram sem perdão, Pelas noites de amarguras desfolhadas, Nos jardins silenciosos do coração. Vale ainda pelas lágrimas perdidas, Que o tempo não soube jamais enxugar, Pelas rosas de esperança adormecidas, À espera de uma aurora para as despertar. Vale ainda pelos beijos não vividos, Que morreram na distância e no luar, Pelos versos entre sombras escondidos, Que ninguém chegou a ouvir nem declamar. Vale ainda pelas mãos desencontradas, Que o destino separou sem piedade, Pelas almas para sempre entrelaçadas, Mesmo além dos véus da ausência e da saudade. Vale ainda, meu amor, por tua lembrança, Que floresce onde o inverno fez morada, Pois o amor é a última esperança, Das estrelas quando a noite é consumada. Marilândia

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