quinta-feira, 11 de junho de 2026

2 DE JUNHO

<“Porque o amor domina o peito sem imprevisto” Jô Tauil ____________________________ Chega em silêncio, à sombra de um luar sem fim; Veste de ouro o sonho vago e nunca visto, E faz nascer jardins onde era só jasmim. Traz nas mãos a doçura das fontes encantadas, E nos olhos a cor das tardes de setembro; Desperta antigas harpas, há muito adormecidas, E canta em minha alma tudo quanto relembro. É uma chama azul nas torres do desejo, Um perfume de rosa embriagando a dor; Um castelo de névoa erguido num lampejo, Sobre os campos sem nome que florescem de amor. Quando me chama, vou por sendas irreais, Feitas de estrelas mansas e luar derramado; E esqueço as horas tristes, os invernos fatais, Como quem deixa ao vento um pranto abandonado. Porque amar é subir às nuvens do impossível, Beijando o céu distante em febre e devoção; É morrer docemente num instante indizível, Para nascer de novo dentro de outro coração. Marilândia

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