sexta-feira, 15 de maio de 2026

COSTURANDO 7 DE MARÇO

Jô Tauil ________________________ Na varanda pálida do meu destino; a noite abre os braços como estrada onde escorre teu nome peregrino. O vento traz murmúrios da saudade como um sino chorando na distância; e meu peito, rendido à eternidade, arde lento na tua lembrança. Há estrelas cansadas no meu pranto, há perfumes de lírios no meu cansaço; pois amar-te é beber do mesmo encanto que me prende perdida em teu abraço. Se demoras, amor, morro de espera como a rosa que o inverno desfalece; minha alma, silenciosa sentinela, à tua sombra fiel permanece. Vem! Que a aurora já treme na janela e o meu sonho por ti se fez clarão — pois na ausência que a noite me revela bate em chamas meu pobre e frágil coração. Marilândia

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