MAIO 2026
Jô Tauil ________________________ Nem guardo em cofres d’alma ilusões, Porque a vida fez de mim suas prisões E encheu de cinza as manhãs soberanas. Fui feita de tormenta e de distâncias, De amores que morreram sem razões, De lágrimas que viraram canções E de silêncios cheios de ressonâncias. Sou a mulher que o vento não domou, Que beijou a dor na boca e não chorou, Que ergueu dos próprios cacos a beleza. E se a sorte cruel me abandonou, Fui eu mesma que me iluminou — Farol perdido em minha própria certeza. Marilândia

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