COSTURANDO 7 DE MAIO
Jô Tauil ______________________ Como luz que treme e some no horizonte frio, E em mim ressoa o eco de um amor errante Que chora, sozinho, à beira de um rio. Teu nome é uma ferida que não quer sarar, Uma rosa sangrando entre dedos de sombra, Sou a noite que espera sem poder chorar, E és tu — chama breve que tudo assombra. Que importa a distância se és minha, alma minha? Se te guardo inteiro dentro do meu peito ardente? Sou mulher que ama e que sofre e que se definha Num querer que é loucura, que é fogo, que é silente… Ah, quanto me custa fingir que não te quero! Que o teu rosto não habita o meu silêncio! Sou nau perdida em mar cruel e severo, Morrendo de um amor vasto e imenso. Então vejo teu vulto _lindo, sempre lindo!_ E minha alma parte em pedaços de saudade. Vivo de te amar sem fim, te perseguindo Nesta fatídica e desventurada fatalidade. Marilândia

0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial