sexta-feira, 15 de maio de 2026

MAIO 2026

Jô Tauil _______________________ Caminha pela noite em véus de alfazema, como um sino de mágoas e esplendores chorando estrelas sobre o meu poema. Trago nos olhos luas fatigadas e um jardim de silêncios sem abrigo; minhas mãos, aves tristes e queimadas, procuram teu fantasma antigo. Ah! quantas rosas morrem no meu peito quando a saudade vem, lenta e sombria, beijar meu sonho pálido e desfeito com lábios frios de melancolia… Sou feita de crepúsculos e espelhos, de harpas feridas pelo desalento; há nos meus longos e febris joelhos o peso azul de algum pressentimento. E sigo, como as névoas peregrinas, pelos caminhos onde o amor se enterra, levando nos cabelos as ruínas de um céu que anoiteceu dentro da terra. Marilândia

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