COSTURANDO 12 DE MARÇO
Em êxtase, viramos enchente” Jô Tauil ________________________ Que transborda nas margens do querer, E o tempo, pobre náufrago inocente, Esquece até de em nós sobreviver. Teus olhos têm crepúsculos de chama Onde a minha saudade vai dormir; E em cada gesto teu a alma me chama Como um sino distante a me florir. Ah, como é doce este perder-me em ti, Este morrer de amor devagarinho; Como se a noite inteira fosse aqui Um jardim desfolhando o seu caminho. Teu nome arde em meus lábios solitários Como estrela que insiste em não cair; E os sonhos, peregrinos e contrários, Vêm nos teus braços todos reflorir. Se amar é naufragar na própria sorte, Que seja em teu olhar minha maré — Pois quero achar, no beijo que envolve, A eternidade breve da mulher. Marilândia

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