25 DE FEVEREIRO
________________________ E a noite estende os seus cabelos negros, Como uma amante de olhos sempre abertos Que chora em silêncio os seus segredos. Que chora e ri e morre e ressuscita, Num doido anseio de querer amar, A alma ferida, a voz que não grita, O coração perdido sobre o mar. É toda dor, é toda a tempestade, É o gemido fundo da saudade, O grito surdo que ninguém ouviu. É a solidão que o sonho não alcança, Que beija o vento, que abraça a esperança, E morre assim — como viveu, e riu. Mas rir é chorar com outros olhos postos No mesmo céu que nunca lhe pertence, É dar ao mundo os sorrisos e os gostos De uma paixão que arde e que não vence. E o vento ladra, e a noite não se cansa, E ela é — ai dela— apenas uma lembrança. Marilândia

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