sábado, 16 de maio de 2026

23 DE FEVEREIRO

Jô Tauil _________________________ Vivo de sonhos feitos de luz e de ilusão, Sou a alma que arde e chora sem razão, Borboleta presa dentro do meu coração. Que importa o mundo se eu mesma sou o mundo? Que importa o mar se trago o mar profundo? Sou o grito rouco, o silêncio vagabundo, A chama que devora tudo num segundo. Eu quero amar como ninguém sabe amar, Com as mãos abertas, com o peito a sangrar, Com a alma nua entregue ao luar. Mas o amor é um deus cruel e mentiroso, Que passa como vento misterioso, Deixando o coração vazio e silencioso. Ah, ser mulher é ser a dor inteira! É ser a noite, a névoa, a primavera, É ser a rosa e ser a própria espinheira. No fantástico colorido que me habita, Sou rainha, sou mendiga, sou maldita, Sou a voz que clama, arde, chora e grita. Marilândia

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